Escrevo-te um dito pensando no mar.
Não vemos o mar há meses.
Passou parte da primavera, todo o verão...
Dizes-me que és uma mulher do Outono. Da beleza multicolor e fugaz do Outono.
O teu Outono faz-se olhando o Paiva do alto das encostas de Montemuro, ou então mais a baixo, no parapeito da Igreja das Siglas, encostada ao velho cipreste, cercada de carvalhos, nogueiras e castanheiros...
Mais além, salgueiros, choupos e freixos. Sempre com o correr da água, sempre com uma nova cor num último esplendor de folhas-pétalas.
Até que te despedes em zigue-zagues, debruçada na janela do carro, espreitando os rápidos do Paiva mais soluçantes e mais vivos, descobertos do véu de folhas que se dissipa num mar d'Outubro.
Publicado por Rui em setembro 29, 2003 03:06 AM | TrackBackÉ caso para dizer "meu querido mês de Outubro".
Afixado por: Andreia em setembro 28, 2003 08:38 PM