Descubra as diferenças entre este:
E assim fomos para a noite
Este:
Seco ao sol depois de lavado
e este:
“Então, vão para a noite?”
Respondemos com um sorriso e seguimos caminho apaixonados. Nesta rua, neste momento, somos turistas, talvez em Roma, em Oslo ou em Madrid. Seguimos caminho por entre estrelas, pendões e esferas luminosas que completam o ambiente natalício.
É a minha primeira noite ali. Não vejo ninguém à porta. Apenas a luz suave que se projecta pelas estreitas frestas horizontais denuncia a actividade nocturna no interior. Entramos e somos envolvidos por uma nuvem de fumo com um intenso odor adocicado. Encontramos uma sala ampla iluminada com dezenas de luzes brancas de várias tonalidades. Projectores iluminam suavemente o tecto alto, coberto com baixos relevos e frescos.
A música, que sempre nos acompanhara desde o momento em que entráramos, só agora nos atinge plenamente. Vozes poderosas enchem a sala projectadas por colunas estrategicamente dispostas que aproveitam na perfeição a acústica da sala.
Habituamo-nos ao fumo e percebemos que a sala está cheia, não diria apinhada mas cheia. Uns de pé, outros sentados, alguns cantam animadamente.
Ficamos sentados ao fundo a ouvir e a observar.
A música pára... Todos se levantam aos primeiros acordes de outro som que é debitado das paredes. O cheiro a incenso é agora menos sufocante. Este é o Primeiro Domingo do Advento. O padre saúda-nos e tu ouves a palavra de Deus.
E assim fomos para a noite.
Lisboa, 1 de Dezembro de 2003
Publicado por Rui em dezembro 1, 2003 02:20 AM | TrackBackNão há dúvida, a diferença sente-se... com prazer.
Isto é preciso é trabalho, trabalho, trabalho.´É preciso marrar. Onde é que eu ouvi isto? Ah, já sei, foi na entrevista àquele senhor que dizem que tem muito mau feitio, que está cada vez mais surdo e a quem chamam o eterno candidato ao Nobel... Pois, o Lobo Antunes. Mas acho que ele tem razão. É preciso marrar. Mas que dá trabalho dá. E leva tempo... Por isso, só por isso, não faço revisão a este comentário e não o depuro, até á essência, em quinze palavras exactas... Tenho de ir tratar da minha roupa, que já me dá trabalho de sobra.
Brincadeira nº 2:
Não há dúvida, a diferença sente-se... com prazer.
Isto é preciso é trabalho, trabalho, trabalho.´É preciso marrar. Onde é que eu ouvi isto? Ah, já sei, foi na entrevista àquele senhor que dizem que tem muito mau feitio, que está cada vez mais surdo e a quem chamam o eterno candidato ao Nobel... Pois, o Lobo Antunes. Mas acho que ele tem razão. É preciso marrar. Mas que dá trabalho dá. E leva tempo... Por isso, só por isso, não faço revisão a este comentário e não o depuro, até à essência, em seis palavras exactas: Dá trabalho mas vale a pena.
:) Sorrio na esperança da Vanda não ter sido cruel.
Nos antipodas do Lobo Antunes, o Octávio Machado, uma lendia viva do Futebol nacional, defendia o mesmo princípio no relvado "Trabalhar, trabalhar, trabalhar".
Está na hora de ir pôr a mesa. Jantar!
Cruel? Ora, que ideia mais pérfida, coma Bolo Rainha… Só queria dizer que, desbaste a desbaste, cada nova versão foi ficando mais arejada, apelativa, musical... O resto fui só eu a brincar com as palavras, a divertir-me com joguinhos literários. ...jinhos virtuais.
Afixado por: Vanda Duarte em dezembro 2, 2003 03:18 PM