Serras, veredas, atalhos,
Estradas e fragas de vento,
Onde se encontram retalhos
De vidas em sofrimento
Retalhos fundos nos rostos,
Mãos duras e retalhadas
Pelo suor do desgosto,
Retalha as caras fechadas
O caminho que seguiste,
Entre gente pobre e rude,
Muitas vezes tu abriste
Uma rosa de saúde
[refrão]
Cada história é um retalho
Cortado no coração
De um homem que no trabalho
Reparte a vida e o pão
As vidas que defendeste,
E o pão que repartiste,
São lágrimas que tu bebeste
Dos olhos de um povo triste
E depois de tanto mundo,
Retalhado de verdade,
Também tu chegaste ao fundo
Da doença da cidade
Da que não vem na sebenta,
Daquela que não se ensina,
Da pobreza que afugenta
Os barões da medicina
Tu sabes quanto fizeste,
A miséria não segura,
Nem mesmo quando lhe deste
A receita da ternura
[refrão]
[refrão]
Retalhos da Vida de um Médico, poema de Ari dos Santos, musicado por Tozé Brito e cantado por Carlos do Carmo como música-tema de uma adaptação televisiva do romance homónimo de Fernando Namora retirado de empréstimo daqui (a visitar!!)
Publicado por Rui em janeiro 18, 2004 08:17 PM | TrackBackÀ bela terra de Monsanto!
A dita " Aldeia mais Portuguesa de Portugal".
Um abração do
Zecatelhado
TERRA BELA... TERRA SOFRIDA . ATÉ HÁ QUEM TE QUEIRA ASSIM POR MOR DO TURISMO.
MAIS UNS MILHÕES PARA INOVAÇÃO.... É SÓ AREIA PARA OS OLHOS DOS PORTUGUESES. VOU VER É MAIS UMAS BOMBAS A CIRCULAR PELOS NOSSOS CAMINHOS. GASTEM ANTES O DINHEIRO NO ARRANQUE DE ESCOLAS PROFISSIONAIS E DEIXEM-SE DE PALERMICES.
OS EMPRESÁRIOS PORTUGUESES NEM O POUCO QUE SE INVENTA SÃO CAPAZES DE POR EM PRÁTICA.
www.invento.web.pt
Afixado por: fernando nogueira gonçalves em janeiro 19, 2004 03:17 PMEsse poema poderia indicar algumas regiões brasileiras também...
:o)
Gostava de inventar… palavras
Os inventos são...versos
Poemas que eu e tu lês
Todos nós os consumimos
Poucos recordam quem os fez
Fernando Nogueira Gonçalves www.invento.web.pt
Esta é, na minha opinião, uma das canções mais bonitas de Carlos do Carmo. Lembro-me de ver a série e de me virem lágrimas aos olhos quando ouvia o genérico. É pena a nossa televisão e as nossas rádios não a passarem mais vezes, e ser impossível obtê-la agora...
Afixado por: em fevereiro 20, 2004 09:36 PM