Peyroteo, Travassos, Vasques, Jesus Correia e Albano
Os relatos na rádio, nas revistas A5, coleccionáveis, com a história dos jogadores... Os ecos de jogos espantosos espalhados pelos relvados de Portugal ao longo dos anos 40 e 50.
Bem vistas as coisas sou do Sporting muito provavelmente pelo lastro mitológico que chegou até mim pelo meu pai e até ele pelas notícias de infância que recebeu. Quase toda a minha família é simpatizante (ou sócia do Sporting). Eram todos pequenos quando os 5 violinos consagravam o Sporting como um clube histórico no desporto nacional e sei que não havia história familiar anterior de clubismo ou clubite.... Os meus tios, o meu pai, eram do Sporting muito antes de terem posto os pés em Lisboa e têm entre as memórias mais felizes e caras da infância os jogos de bola (bola de trapos entenda-se) em que encarnavam algum dos 5 violinos.
O núcleo de simpatizantes do Sporting que existe na Beira Baixa e na Cova da Beira em particular (como muitos outros no país) nasceu, provavelmente, com o surgimento dos 5 violinos.
Apagou-se hoje a existência física do último executante. Jesus Correia. Para espanto de alguns e inteira compreensão de muitos outros, fica aqui a homenagem de quem nunca os viu jogar. Porque o simbólico persiste e só sobrevivemos através dele e cultivando-o. Viva o Sporting e as metáforas com a música clássica!
Jesus Correia (da página do Sporting):
Curiosidades: Foi um atleta de eleição, que praticou futebol e hóquei em patins, simultaneamente, ao mais alto nível. Conquistou no hóquei vários Campeonatos Nacionais e Mundiais, modalidade que praticou de 1947 a 1956. Treinou à experiência na equipa de futebol do Belenenses, antes de ingressar no Sporting, mas o clube da "Cruz de Cristo" não ficou convencido com a sua capacidade futebolística.
Abandono: Em 1953 o Sporting exigiu que optasse entre os seus dois amores (hóquei ou futebol) e Jesus Correia preferiu continuar a jogar hóquei no Paço d' Arcos, terminando aos 28 anos a sua ligação ao Sporting como jogador.
Parece ser uma nova modalidade, uma nova utilização (pelo menos deste) blogue.
Depois do Angelo Ruiz ter deixado aqui uma proposta de fornecimento de filtros de água a entregar em Antofagasta - Chile, agora é o Ricardo Santos que nos deixa este pedido:
"Sou um produtor de maçã camoesa, localizado na zona do cabo Espichel, Sesimbra. Tenho cerca de 200 árvores com três variedades de macieiras camoesas.Gostaria de ter toda a informação possivel acerca desta variedade com envio por este meio ou documentação que possa consultar."
Tudo a propósito deste texto.
Quem sou eu para sonegar possibilidades de negócio? Pessoalmente não tenho maceeiras para a troca mas é possível que haja alguma informação na Meimoacoop (Cooperativa de Agricultores da Meimoa, Bequenrença, Vale da Senhora da Póvoa e arredores). Bons negócios. São deliciosas as maçãs, na minha modesta opinoão só suplantadas pelas Bravo-Esmolfe.
Não fui para o Algarve, muito menos para as Beiras. Apenas fugi do Pais dos Blogues. A contragosto tive de ligar o computador e sem saber bem como "o burro dono da carroça" parece que já sabe o caminho e veio aqui parar.
Ando entre um Rio Místico (ontem, 5 estrelas) e um At-Tambur de quem vou em busca agora mesmo... À minha espera tenho ainda dois espessos: o Público e o DN (mas principalmente a Grande Reportagem).
Como os olhos são só dois e as horas só 24 abandono de novo o mundo dos blogues. A reflexão de um Sábado é a de vos emprestar este mesmo conselho: desliguem o computador!
Reflexão de uma Sexta-Feira
Conhecer as realidades por dentro, além de dar trabalho e motivar cabelos brancos, geralmente tem um efeito moderador no ímpeto reformista. Perder a vontade de mudar é mau, mas salvaguardando essa capacidade, não há juízos de valor a imputar até aqui. Tudo depende das decisões que se tomem ou das omissões que se pratiquem.
Onde há seguramente juízos de valor negativos a extrair é da atitude de se cultivar a ignorância, a ambiguidade, a descoordenação consciente, a negligência. Belos contributos que entregam o mundo aos mais espertos e fazem dele, invariavelmente, um lugar pior para se viver.
Ainda há dois dias aqui trouxe o tema da rede ferroviária...
Hoje o Público (notícia em anexo) aborda a questão (Carlos Cipriano) por ter reparado que:
"Cidades como Figueira da Foz, Portimão, Lagos, Évora, Viana do Castelo e Valença estão excluidas de folheto sobre viagens interurbanas e regionais".
Mais adiante o Público escreve:
"Algumas das linhas agora apagadas da geografia ferroviária portuguesa têm um tráfego residual devido ao mau serviço prestado e à fraca procura, de tal modo que as receitas de exploração só cobrem 30 por cento dos custos. Mas outras têm registado tráfegos crescentes e são importantes alimentadores da rede principal. " e acresenta:
"O PÚBLICO pediu várias vezes à CP esclarecimentos sobre este assunto, mas nunca obteve resposta. "
As linhas não são promovidas mas continuam a operar... Talvez até ao dia em que finalmente todas apresentem inequívocos prejuízos.
O sector de tranportes parece andar ao deus-dará, não se vislumbra o mais modesto dos raciocínios estratégicos por parte do Governo. Qual é o plano?
Deveremos entender este folheto como uma carta de intenções? O caminho será o de encerrar definitivamente toda a rede nacional co mexcepção do eixo TGV? A história parece dizer-nos que sim, uma tendência que também o actual poder executivo parece desejar prolongar.
Évora, Viseu, Vila Real, Guimarães... Não posso acreditar que não haja possibilidade de termos investimento reprodutivo ao nível ferroviário no país. Já para não falar dos ganhos colaterais.
Contra todas as regras clássicas das finanças públicas vai-se afectar uma parte do imposto sobre os produtos petrolíferos à floresta. Seguindo essa linha, seria igualmente recomendável durante alguns anos canalizar parte das verbas desse mesmo imposto para a dinamização da alternativa ferroviária. Um modesto mas pedagógico contributo. Enfim, é só uma ideia desconexa, à medida do rumo que leva o ordenamento de Portugal. Só para tentar dar a entender que o cu tem alguma coisa a ver com as calças.
A notícia completa:
Mapa da CP Ignora Um Terço da Rede Ferroviária Portuguesa
Por CARLOS CIPRIANO
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2003
A CP editou um folheto com uma mapa da rede ferroviária nacional, mas "esqueceu-se" de inserir mais de um terço das linhas onde os seus comboios circulam. De um total de 2800 quilómetros de linhas férreas no país, são 952 quilómetros que estão omissos do mapa ferroviário nacional.
Nele, a linha do Oeste acaba em Leiria e não segue para a Figueira da Foz, a linha do Minho morre em Nine, ficando Viana do Castelo e Valença apagados do mapa, e a Beira Baixa queda-se pela Covilhã e já não segue para a Guarda. A linha para Évora também está omissa e no Algarve só aparecem 39 quilómetros dos 141 que compõem aquela linha litoral que serve cidades como Lagos, Portimão, Olhão ou Vila Real de Stº. António.
No mesmo mapa, Coimbra é apenas um ponto, sem comboios para Figueira da Foz, Cantanhede ou Lousã, e no Alto Alentejo desapareceram as linhas para Portalegre, Elvas, Castelo de Vide e Marvão. Entre Aveiro e Espinho ignora-se também a linha que passa pelo interior servindo cidades como Águeda e Oliveira de Azeméis.
Quanto a ligações para Espanha, simplesmente não existem. E no entanto há quarto fronteiras com comboios diários entre os dois países: Valença, Vilar Formoso, Marvão e Elvas.
O documento pretende mostrar as principais estações da UVIR, a unidade de negócios da CP que se dedica, precisamente, às viagens interurbanas e regionais. Mas pode induzir em erro os clientes da CP, a quem é negada informação tão elementar como a de saber que há comboios do Porto para Viana e Guimarães, ou que a linha do Douro não morre na Régua, mas segue para o Pinhão e Pocinho, ou que de Beja também há comboios para sul.
Algumas das linhas agora apagadas da geografia ferroviária portuguesa têm um tráfego residual devido ao mau serviço prestado e à fraca procura, de tal modo que as receitas de exploração só cobrem 30 por cento dos custos. Mas outras têm registado tráfegos crescentes e são importantes alimentadores da rede principal.
O próprio presidente da CP, Martins de Brito, em declarações recentes ao PÚBLICO a propósito da alta velocidade, dizia que "a rede convencional terá de desempenhar uma importante função de alimentação da rede de alta velocidade e contribui decisivamente para a sua viabilidade económica". Mas esta lógica não aparece estar a ser aplicada dentro da rede da CP, onde as linhas menos importantes são amputadas, impedindo que, por sua vez, sejam elas próprias geradoras de tráfego para as linhas principais.
Segundo fontes da própria empresa que pediram o anonimato, este mapa indicia aquilo que será no futuro a rede ferroviária convencional portuguesa, amputada já de 952 quilómetros de linhas.
De acordo com o ministro das Obras Públicas, Carmona Rodrigues, o projecto da alta velocidade será também financiado com o dinheiro que até agora era aplicado na modernização da rede convencional. Como as linhas agora omitidas são as que não foram ainda intervencionadas, ganha corpo a hipótese de estarem condenadas a definhar progressivamente.
O PÚBLICO pediu várias vezes à CP esclarecimentos sobre este assunto, mas nunca obteve resposta. in Público, 28 de Novembro 2003
Tem mais de 90 anos e ainda trabalha.
Ao contrário de outros tem a companhia quase permanente da esposa na sua pequena oficina de 2 por 5. Ele contribui com a mão-de-obra, ela gere as contas, regista a propriedade dos sapatos, botas e afins. Um duo aparentemnte perfeito.
Algumas vezes ("Podia pôr-me um furo neste cinto?") não quer cobrar nada... O Sr Manuel recebe o dinheiro com que pagamos como se fosse uma prenda dada a uma criança, algo inesperado e quase imerecido. É isso que me lembra naquele instante em que um sorriso lhe ilumina o rosto enrugado e habitualmente sisudo.
Ainda há uns quantos por aí, mas este é muito provavelmente o melhor sapateiro de Lisboa, quem o diz calça saltos altos, não sou eu...
Comentário da Giesta:
Eu também conheço o Sr. Manuel!!
É uma simpatia de velhote. Já tem calhado aparecer lá a saltitar porque estou com um sapato aleijado e a necessitar urgentemente dos préstimos do Sr. Manuel.
Numa das últimas vezes que lá fui e em que calhou não estar lá a mulher dele, que tinha ido ao banco, o Sr. Manuel, todo muito sorridente confessou que só tem pena de não ser mais novo. É que segundo ele, as mulheres são cada vez mais bonitas e ele ainda gostava de dar por aí umas voltinhas!!!
Viva a voz da experiência!
E um beijinho para o Sr. Manuel, o nosso sapateiro!
Até está na ordem do dia... Voltemos à novela para recordarmos o Artigo 40º Direitos de antena, de resposta e de réplica política e, particularmente, o artigo 41º - Liberdade de consciência, de religião e de culto. Pelo que leio neste último, julgo não haver grandes dúvidas quanto à total liberdade de, por exemplo, se poderem usar símbolos religiosos em edifícios do Estado como escolas ou tribunais.
Seguramente a novela CRP não terminará antes da próxima Revisão Constitucional, apesar do que quer o nosso presidente.
Artigo 40.º
Direitos de antena, de resposta e de réplica política
1. Os partidos políticos e as organizações sindicais, profissionais e representativas das actividades económicas, bem como outras organizações sociais de âmbito nacional, têm direito, de acordo com a sua relevância e representatividade e segundo critérios objectivos a definir por lei, a tempos de antena no serviço público de rádio e de televisão.
2. Os partidos políticos representados na Assembleia da República, e que não façam parte do Governo, têm direito, nos termos da lei, a tempos de antena no serviço público de rádio e televisão, a ratear de acordo com a sua representatividade, bem como o direito de resposta ou de réplica política às declarações políticas do Governo, de duração e relevo iguais aos dos tempos de antena e das declarações do Governo, de iguais direitos gozando, no âmbito da respectiva região, os partidos representados nas assembleias legislativas regionais.
3. Nos períodos eleitorais os concorrentes têm direito a tempos de antena, regulares e equitativos, nas estações emissoras de rádio e de televisão de âmbito nacional e regional, nos termos da lei.
Artigo 41.º
Liberdade de consciência, de religião e de culto
1. A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável.
2. Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa.
3. Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado por se recusar a responder.
4. As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.
5. É garantida a liberdade de ensino de qualquer religião praticado no âmbito da respectiva confissão, bem como a utilização de meios de comunicação social próprios para o prosseguimento das suas actividades.
6. É garantido o direito à objecção de consciência, nos termos da lei.
TÍTULO II
Direitos, liberdades e garantias
CAPÍTULO I
Direitos, liberdades e garantias pessoais
Constituição da República Portuguesa - V Revisão
Durante 3 anos sentei-me no Estádio das Antas e vi uma equipa de futebol a ser destruída. Eram jogadores triunfantes, alegres, talentosos e aguerridos. Pouco depois transformaram-se num grupo de tristes, medrosos e calculistas, sempre a atrasar bolas e a "esperar" que as coisas acontecessem. No primeiro ano, a embalagem ainda permitiu ser campeão. Mas as exibições já eram miseráveis e não convenciam ninguém. A partir daí foi um pesadelo. A equipa arrastava-se, receosa, dorida, melancólica, sem chama. Mal conseguia marcar um golo, enfiavam-se todos na defesa desesperadamente. Quando eram obrigados a atacar, faziam-no desordenadamente, sem eficácia, nem engenho, numa fúria sem sentido. Jogadores de eleição metamorfosearam-se em toscos; os toscos ficaram pior.
Todos, menos o presidente, perceberam as razões. Só ao fim de 3 anos é que ele se foi embora (mas o desassossego continuou mais alguns meses).
Não tenham qualquer dúvida, sportinguistas! Eu sei, eu vi: Fernando Santos é o pior treinador do mundo!
Por CAA in Mata-Mouros
Feita a terapia de grupo voltemos ao que interessa! A noite, o que é? Hoje é capaz de ser assim.
O Terras do Nunca preocupa-se com a sua saúde, particularmente com o facto de ser "incapaz da mínima emoção face ao futebol." Bem vistas as coisas não é um caso isolado, há por aí muita gente com o mesmo problema, largos milhões! Incapazes da mínima emoção face ao futebol.
Segue mezinha curativa para o Terras do Nunca:
"O Sporting nasceu um dia
Sob o signo do Leão
E aprendemos a ama-lo
E a trazê-lo no coração
(refrão)
Rapaziada ouçam bem o que vos digo
Gritem todos comigo
Viva o Sporting
Rapaziada quer se possa ou se não possa [glup]
A vitória será nossa
VIVÓ SPORTING!
Bandeira verde o leão
E uma esperança sem fim
Muita fé no coração
O sportinguista é assim
Ai vamos lá cantar a marcha
Que é a de todos nós
Cantam todos os do Sporting
Desde os netos aos avós"
Um destes dias ainda aqui escrevo a imensa inspiração de vitalidade que pode ser vista no futebol! Aliás, será um escrito necessariamente político como é evidente!
Ouve-se Gotan Project por aqui... Só música sem poesia...
Falta um dia para comprar a minha 2ª Grande Reportagem.
(tenho de arranjar uma conta PayPal com tantas inserções publicitárias ainda era capaz de ganhar para os lenços de papel)
O teste definitivo da blogoesfera portuguesa está aqui. Recomenda-se a ingestão de um Ginger Ale no decurso do seu...respondimento.
Ele é a Centro Atlântico, ele são as Páginas Amarelas, os Hoteis de Leiria, Faro... Já repararam como os anúncios nos blogues de portugueses no Blogspot estão cada vez mais caseirinhos?
Quando tudo parece perdido há sempre um RENOVA perto de si. Porque por vezes chorar é a melhor solução.
Quando a despedida é inevitável e o comboio já se afasta... a alvura de RENOVA dá um toque de classe à sua decisão.
Com suavidade e bom gosto, RENOVA elimina qualquer vestígio indesejável da sua pele. Respire melhor, viva melhor: RENOVA!
Renova, o maior e mais internacional dos fabricantes portugueses de lenços de papel e afins tem aqui hoje um espaço publicitário integralmente oferecido por motivos de força maior.
Época de mil novecentos e carqueja. Treinador Marinho Peres. Sporting Clube de Portugal chegou às meias finais de uma competição Europeia...
Será hoje que consigo ter prazer a ver um jogo do Sporting?
Será visto em casa, de pantufas, mas mesmo assim alegrava-me um jogo sem espinhas, de bom futebol.
Está aqui a minha moça que nem liga à bola e é do Porto. Já eu que não sendo doente não faço mais do que arranjar maneira de ir penando... Vou comer umas nozes para a sobremesa, isso já está decidido. Resta saber se me as servem com ou sem casca.
1. Temo o reencontro com alguns amigos que sei que também têm blogues... Amigos que não vejo pelo menos desde o início dos tempos (desde finais de Junho de 2003). De que falaremos? Há vida além dos blogues?
2. Faz hoje seis meses que nasceu o País Abreviado.
Ainda é namoro, ainda os conto :-)
A Gin que me perdoe o plágio:
"O Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles considera que os aluimentos que se têm dado em Lisboa vão continuar a acontecer porque resultam da “alteração dos lençóis freáticos provocados pelo excesso de construção e ao levantamento de paredes de betão em linhas de água”.
(...)
22 Novembro 2002 – aluimento do pavimento da Rua da Prata.
23 Novembro 2002 – abertura de uma cratera no passeio do Martim Moniz. Uma hora depois, novo aluimento na mesma zona, abre um buraco de 4 metros de diâmetro e 1,5 de profundidade.
25 Novembro 2002 – Abrem-se dois buracos na faixa esquerda da Rua do Ouro.
2 Dezembro – Rebentamento de uma conduta de água no cruzamento da Rua dos Fanqueiros com a Rua de Santa Justa.
20 Julho 2003 – Rebentamento de uma conduta de água na Maria Pia, que destruiu o asfalto e danificou o piso numa extensão de 70 metros.
9 Agosto 2003 – O pavimento da rua da Prata volta a ceder.
24 Novembro 2003 – Aparecimento de um buraco na Rua das Portas de Santo Antão.
25 Novembro 2003 – Abertura de um buraco com 40 metros de diâmetro em Campolide."
Ainda quanto à água, espreitem esta que acabou de sair na TSF:
AMBIENTE
Fusão dos glaciares ameaça água potável
A fusão dos glaciares ameaça o abastecimento de água potável a milhares de seres humanos, particularmente na América Latina e na Ásia, advertiu esta quinta-feira o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
Julgo que foi na National Geographic que li pela primeira vez uma descrição dos problemas ambientais de Antofagasta, uma zona de mineração com uma história já antiga... É só pesquisar um bocadinho na net para ficar a saber mais um pouco. Por exemplo, isto:
¿Sabes el significado de Antofagasta?
Es de origen Quechua y proviene de Anta = cobre y Pacay = esconder, lo que significaría: ESCONDRIJO DE COBRE. Sin embargo hay quienes sin dar su origen le dan como significado : LUGAR DE MUCHA SAL
Retirado da página de um residente.
Um estimado leitor de ANTOFAGASTA (Chile) acabou de encomendar ao Adufe 300 filtros de água numa base mensal. Se houver interessados no negócio considerem-no desde já entregue. Para mais detalhes, nomeadamente os contactos do cliente, queiram consultar os comentários deste texto do Adufe de 6 de Outubro.
(e agora em que categoria é que eu vou pôr este texto???)
Eh eh eh! :-) It should have been a portuguese to invent this wonder!
How Not To Get Fired Because Of Your Blog via O Mundo de Cláudia.
Só não percebo como não foi um português a ter esta ideia... E eu aqui a queimar a hora de almoço para conseguir dormir descansado logo à noite. Tss, Tss, Tss.
Que giro. A RTP virou central de compras e prestadora de serviços aos privados. Escreve-se hoje no Público que, depois de ter comprado os direitos de transmissão de 31 jogos do Euro 2004 vai partilhar esses mesmo direitos com os restantes operadores portugueses (SIC e TVI) facturando a preços de custo um serviço chave na mão (inclui comentadores, realização e produção das emissões).
Sim senhor! A SIC e a TVI vão fazer uma espécie de outsorcing contratando a RTP, isto se a UEFA autorizar.
Como eles se dão tão bem... é ternurento. Ora digam lá se as empresas públicas não podem dar exemplos de boa gestão aos privados? Isto é que é estimular o mercado!
Já agora, alguém acredita que a reciproca pudesse ser verdadeira? Viva o Estado! Com Estado deste queremos é Mais Estado e Melhor Estado! (vou mas é almoçar que o meu mal é fome)
A RTP2 está a repor há já algumas semanas, antes do telejornal das 22 horas, a série de reportagens do programa Planeta Azul. Tem sido um dos poucos momentos de televisão que tenho acompanhado com alguma regularidade nos últimos meses, um dos poucos programas que tenho pena de perder. 
Hoje abordou-se a questão da gestão dos transportes analisando-se mais pormenorizadamente a ferrovia sob o pretexto do destino da linha do Oeste. O cenário parece ser o de deixar apodrecer para depois chamar o economista que confirmará o óbito por “manifesta inviabilidade económica”.
Este tipo de raciocínios onde se cola o estudo da viabilidade económica à contabilidade de mercearia é o tipo de prática que dá má fama à economia e aos economistas.
As premissas de partida para a realização do estudo são determinantes para que, com honestidade intelectual, saibamos avaliar o que é que temos em presença quando é produzido um estudo de viabilidade financeira. Sublinhe-se que em regra essas premissas são ditadas por quem encomenda o estudo e não pelo investigador.
O raciocínio é cristalino se a isso estivermos dispostos. Porque é que lá fora, na Europa central e setentrional (esqueçamos o Reino Unido que esse só serve de exemplo para o como não privatizar e gerir a ferrovia) se tem investido continuamente na ferrovia? Se se limitassem à contabilidade de mercearia onde não está disponível qualquer lógica de visão integrada, de política de investimento concertado com a rodovia, com as diversas facetas da ocupação do território, com a educação cívica, com a gestão dos cidadãos automobilizados, entre outros, a conclusão do estudo de viabilidade ditaria muito provavelmente o desinvestimento na via férrea como temos feito por aqui.
No entanto, considerando estes aspectos e valorizando o impacto ambiental, o impacto na factura energética nacional, na estruturação espacial da população, na integração região-nação-mundo, etc, etc, vemos a ferrovia a evoluir e a crescer (e não falo da Alta Velocidade). Por cá vai enfezando de dia para dia, na maior parte do país, e mesmo nas regiões mais dinâmicas, onde ainda desempenha um papel relevante, estamos a anos luz do que se faz lá fora. Por exemplo, no Luxemburgo, para voltar, agora pela positiva, ao país referido ontem. No Luxemburgo, a integração, comboio-autocarro-comboio é simplesmente espantosa. Não conheço em pormenor o sistema implementado (suponho que haja uma gestão centralizada dos diversos operadores públicos (?) e privados) mas conheço a sua eficácia adivinhando-lhe a eficiência. Sei que funciona quase sem falha e de forma integrada (horários, sistema de tarifas). Enquanto turista achei formidável ter um autocarro com hora de saída da estação de Caminhos de Ferro coordenada com o comboio e estes com os autocarros.
Por cá, a introdução da concorrência pós-privatização da rodoviária nacional (e antes da actual situação de iminente monopólio privado) teve como resultado a interrupção das ligações existentes com grave prejuízo para a ferrovia que ficou assim sem o fundamental serviço complementar de transporte um pouco por todo o país.
O único arremedo de acção latente que paira sob a ferrovia é a tentativa de privatização das linhas suburbanas mais activas e rentáveis. Algo que não fará qualquer sentido sem que haja uma entidade coordenadora e reguladora dos transportes e da gestão do território ao nível das grandes áreas metropolitanas. Enfim, há imenso pano para mangas nestes temas. Um conjunto de problemas que terão necessariamente de subir de prioridade na agenda política nacional ao longo dos próximos anos. Deixar de cometer asneiras ano após ano seria já um bom princípio e uma grande vitória para o país.
O Bloguítica que já provou as suas qualidades de "aconselhamento à distância" está quase a aceitar a minha proposta de se colectar (e quem sabe residir) num paraíso fiscal à escolha. Na actual conjuntura esta é a melhor oferta... Será que temos Spin Doctor?
P.S.: Com a minha proposta temos um bónus: se o serviço prestado ao centro-esquerda for de boa qualidade, à medida que este for subindo nas sondagens mais e mais entusiasmo existirá no actual governo para dar luta sem quartel aos paraísos fiscais aquém e além fronteiras!
"Esperemos que eu consiga, a bem do meu doutoramento, dominar o vício e conter a paixão."
in último post do Cataxia.
Caro Rui, pode sempre recorrer à "metadona" da blogoesfera, em caso de ameaça de recaída. É só inscrever-se que terá acesso imediato à casa emprestada :-)
Até um dia.
Noto que os vizinhos do País Relativo incluiram o Adufe entre a sua selecta lista de blogues, na categoria "a esquerda". Permitam-me ficar lisonjeado pois tenho-os em boa conta (ao PR e aos blogues que linkam).
E, já agora, aos restantes leitores esclareço antecipadamente que há outro Rui MCBranco na blogoesfera que escreve exactamente no País Relativo. O de lá é o Miguel, o daqui é o Manuel.
Boas prosas!
Justiça seja feita!
Aqui há atrasado - mais uma expressão que sempre quiz usar :-) - nomeei o governo sombra da blogoesfera e o nosso Paulo Gorjão queixou-se de não ter tido tacho. Entretanto, a coisa lá se compôs a contento e uma ameaça de oposição sombra ao governo sombra foi eliminada... Agora venho nomeá-lo para o cargo mais que óbvio, impõe-se um reajustamento de funções caro Paulo: o Bloguítica é um manual para os Spin Doctors portugueses!
Fiquem-se com os Edson Athaides e que tais para as áreas mais morfológicas e quedem-se com o Paulo para uma eficaz gestão do tempo político. Na minha opinão acerta 9 em 10. Há por aí algum profissional português que se possa gabar do mesmo? Principalmente entre os que servem o centro esquerda?
Note-se que valorizo mais as preocupações do Paulo e acho-as mais nobres do que os cuidados com a laca e com a cor das gravatas.
Saber quando reagir, quando agir e quando ficar calado é e sempre foi fundamental na política. “Resta” ao político, se não acumular estas capacidades, garantir a integridade da mensagem, pensá-la e transmiti-la.
E depois quem é que como o Paulo consegue projectar à distância quantos textos é que vai publicar sobre um determinado assunto? Leiam o seu blogue e percebem como estrutura com grande antecedência a exposição do seu pensamento. Mais um bom sinal, com a vantagem de, ao contrário do nosso professor Marcelo, ou mesmo do nosso JPP dos tempos do flashback, ser bem mais flexível do que o tradicional "sobre esse assunto tenho a dizer três coisas: 1º...2º [e por vezes nem há terceiro 3º] ".
COMISSÃO VERSUS CONSELHO
O outro aspecto negativo da posição portuguesa sobre o défice franco-alemão é o de ser contraditória com toda a nossa tradição de defesa do fortalecimento da Comissão face ao Conselho. Esta é, aliás, uma das posições negociais de Portugal no debate sobre a Constituição europeia, a necessidade de uma Comissão forte que contrarie os interesses dos grandes países europeus e os seus egoísmos nacionais. A Comissão, obrigada aos tratados, sofre com esta decisão dos Ministros das Finanças, uma desautorização completa e grave do ponto de vista institucional.
Se é verdade que alguém (alemão neste caso) disse que não havia nenhum problema em diminuir o défice alemão cortando nas transferências para os fundos estruturais, este é um perigoso revelador de como estão as coisas na UE e lança uma séria suspeita sobre os motivos do entusiasmo franco-alemão sobre a Constituição europeia.
in Abrupto
Figueiredo Lopes disse ontem (ou ante-ontem) que o Estado tem de nacionalizar todas as áreas no combate aos incêndios, talvez não já em 2004 (porquê?) mas seguramente em 2005. Ou melhor, o Estado terá de ter os seus próprios meios aéreos de combate aos fogos deixando de contratar esse serviço no mercado, disse.
Uma atitude... corajosa de um ministro num governo de direita que talvez tenha resolvido deixar de ser um Diogo e começado a pensar. Contudo, alguém lhe tolhe a acção e manda a prática para as calendas, provavelmente para uma altura em que já outro estará no seu lugar... Será que o que vai arder em 2004 não compensaria ter os helicópteros e os aviões disponíveis já para o ano? E já agora, e mais importante até: porque tomou o ministro esta atitude corajosa? Um pouco de pedagogia não fazia mal a ninguém...
"Jacob Ryten: O canadiano especialista em estatística volta a Portugal, onde viveu a infância, para avaliar o desempenho do INE, acompanhado pelo seu amigo Ivan Fellegi. Os dois fizeram do organismo estatístico do Canadá uma referência mundial" in Público
Este é um assunto que me interessa quanto baste e confesso sempre me interessou desde que percebi o que é uma estatística. Julgo que poderá haver por aí quem perceba a importância estratégica do que está em causa e se interesse também por este assunto.
O caso do INE poderá servir de exemplo (em "bom", de preferência) a alguns institutos públicos ou mesmo empresas públicas e privadas. Há poucas instituições que empreguem quase 1000 trabalhadores em Portugal e menos ainda que tenham já quase 70 anos de história. Até por isso é sempre interessante observar com atenção potenciais estes casos de estudo. Implementar uma reforma, um rejuvenescimento é sempre complicado. Mas não me alongo mais pois a entrevista feita a Jocob Ryten que o Público (João Ramos de Almeida) apresentou no suplemento de Economia de segunda-feira passada é absolutamente imperdível e muito esclarecedora do diagnóstico típico que em larga medida se poderá ajustar a Portugal e ao INE. Esperemos que daqui a cerca de um ano seja dado o passo seguinte.
Em anexo publico a entrevista referida para memória futura.
Jacob Ryten
"Um Instituto de Estatística Não Pode Funcionar Sem a Imprensa"
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2003
O canadiano especialista em estatística volta a Portugal, onde viveu a infância, para avaliar o desempenho do INE, acompanhado pelo seu amigo Ivan Fellegi. Os dois fizeram do organismo estatístico do Canadá uma referência mundial
João Ramos de Almeida
Fala português como um português. Mas os seus pais fugiram de uma antiga Rússia imperial agitada por uma guerra mundial, uma revolução, a guerra civil que se lhe seguiu e que se prolongou na guerra entre a Rússia e a Polónia em 1921. Em 1931, instalaram-se em Portugal, onde Jacob nasceu entre uma família com inúmeras nacionalidades. Frequentou um colégio britânico que lhe deixou a língua inglesa como "quase uma língua materna". Acabou por ir para o Canadá por dois anos e ficou lá 27. Gostou do país, mas ainda mais das oportunidades do organismo estatístico canadiano, em parte porque lá encontrou Ivan Fellegi, um húngaro que com 21 anos se refugiou no Canadá após a revolução húngara de 1956. Tornaram-se amigos e os dois contribuíram para fazer do instituto canadiano a referência internacional do sector. De 1985 até 1997, Fellegi foi o presidente do instituto e Jacob Ryten o vice-presidente. Os dois virão a Portugal avaliar o desempenho do Instituto Nacional de Estatística (INE).
PÚBLICO - Na altura, como era o Instituto do Canadá?
JACOB RYTEN - Já tinha as características que tem hoje. Era grande, centralizado e tinha muita competência. Não tinha uma gestão excepcional, mais tradicional. Foi criado após a I Grande Guerra e, na altura, era sem dúvida o instituto mais progressivo. Mas, como todas as coisas que se fazem muito bem, têm a tendência a congelar no tempo. E em 1969, quando fui para o Instituto, tinha todos os indícios de um organismo que precisava de rejuvenescer.
Como se podia rejuvenescer?
Da maneira comum: substituindo pessoas que estavam no instituto há 35 anos ou mais, por pessoas que estavam há cinco anos ou menos, através de uma nova direcção. E esse é o problema. Por um lado queremos continuidade, por outro queremos inovação, e nunca chegamos a equilibrar os dois objectivos. Mas nesse caso era necessário.
Tivemos sérios problemas porque o Instituto atravessou um período crítico entre 1975 e 1980. Tão crítico que, em 1980, o Governo canadiano quase que estava decidido a transformar o Instituto num sistema estatístico muito mais parecido com o norte-americano. Em vez de ter um instituto centralizado, queria dividi-lo em áreas funcionais: teríamos as contas nacionais no ministério das Finanças, a industriais no ministério da indústria, as da Saúde no da Saúde...
Que lições desse processo podem ser seguidas?
Uma deve lhe interessar: o Instituto tinha péssimas relações com os jornalistas. Péssimas, não: inexistentes. E uma das primeiras medidas, tomada na primeira semana, foi convocar os membros da imprensa e dizer-lhes: "A partir de hoje tenho as portas abertas. Não especulem, não imaginem, não dêem crédito a rumores, se querem saber falem connosco abertamente." É que um instituto de estatística não pode funcionar sem a imprensa, o que nem sempre é compreensível. A comunicação das estatísticas à sociedade não se faz com anuários: faz-se através da imprensa.
Essa abertura interagiu com o próprio Instituto?
Ah, pois claro. O Instituto fazia comunicados que aprendeu a fazer em 1918. Era uma coisa solene, com um interesse pedagógico. Naquela altura, o director de estatística era um dos três assessores mais importantes do primeiro-ministro - outro era o geógrafo do Governo e o outro era o superintendente dos caminhos-de-ferro. E o director de estatística fazia o anuário de estatística que era o relatório do Governo. Era como pedir ao Alexandre Herculano para fazer um comunicado de imprensa.
A segunda, que teve uma importância interna enorme, tinha dois princípios. O tempo é medido por relógios e calendários e, quando se decide que há uma afectação de tempo para certa actividade, cumpre-se. E um orçamento é um contrato em que há uma parte que aceita e outra que cumpre.
Fizemos o nosso primeiro plano quinquenal e o primeiro programa para o ano seguinte. Foi um cálculo de recursos, tempos, responsabilidade e objectivos. Não tínhamos a menor ideia como fazê-lo: sempre se tinha seguido uma fórmula estabelecida pelo conselho do Tesouro, adoptada pelos outros ministérios. Mas era um equilíbrio que não significava nada em termos substantivos. E a ideia que a contabilidade interna era a que devia normar a execução de um programa foi uma novidade revolucionária. Hoje é uma rotina. Ninguém pensa nisso.
Quanto demorou até ser uma rotina?
A transformação provavelmente não demorou mais do que dois a três anos. Porque usaram-se meios de coação. A transformação cultural para que todos os níveis da estrutura hieráquica aceitem e compreendam levou cinco, sete, oito anos...
Uma vez que se tenha uma estrutura interna bem organizada pode começar-se a fazer perguntas importantes aos principais utilizadores. Do tipo: o que devo sacrificar - detalhes, oportunidades, uma combinação de ambas? Se ambas, em que proporções? Se não houver uma impressão muito firme junto dos utilizadores de que é uma pergunta séria, não se obtém uma resposta séria.
Uma terceira medida, que foi importante... tínhamos uma confusão sobre o que significava a expressão "bem público". Para nós significava que todos os resultados das actividades do Instituto deviam ser distribuídos ao preço nominal, ao preço de um envelope e de um selo. Martin Wilk tinha duas máximas: a primeira era que o que se dá gratuitamente não tem valor; a segunda era que só se pode pedir dinheiro a quem tem.
A primeira parece-me hoje uma verdade muito óbvia. Mas na altura todos resistimos à noção de que íamos vender estatística. Mas devia existir um método para evitar pedidos frívolos. Como nada tinha valor, era indiferente pedir um apuramento com mil páginas ou dez páginas. O custo era idêntico, mas a utilização de recursos escassos não era. Hoje a maior parte dos institutos funciona com um sistema de preços. A divulgação através da imprensa é uma coisa: aí estamos a falar dos grandes agregados que são, verdadeiramente, um bem público. Mas os detalhes, as explicações, os cruzamentos, não podem ser tratados da mesma forma.
A segunda máxima importante é que nem todos os utilizadores começam do mesmo ponto de partida. As empresas têm mais recursos que as universidades. Se aplicar exactamente as mesmas normas a todos os sectores sociais, está se a discriminar porque nem todos começam com o mesmo grau de recursos.
Estas três medidas, que se expliquem em menos de 15 minutos, foram o principal desafio entre 1980 a 1985. A partir de 1985, a nossa tarefa foi começar a criar instituições para solidificar estas políticas.
Instituições?
Uma que é muito conhecida em institutos de estatística e que os pode paralisar. Dizíamos no instituto canadiano que os estatísticos industriais tinham nascido no inquérito e a maior parte já tinha morrido no inquérito, mas os corpos ainda continuavam a ter uma certa actividade.
Isto para dizer que não havia mobilidade entre as estatísticas sociais e as económicas, entre macro-económicas e de pequena empresa, entre demográficas e institucionais. Quando um instituto funciona sem mobilidade, corre dois perigos: um é que uma boa ideia num determinado sector nunca tem efeitos num outro; a segunda é que o instituto se transforma num organismo feudal, em que há um imperador, o marquês da contabilidade nacional, o conde do IPC, o barão das estatísticas do emprego. E o objectivo de cada um dos senhores feudais é fortalecer o seu feudo. Sobretudo, não autorizar que as pessoas mais inteligentes, dedicadas e dinâmicas possam adquirir uma experiência num outro feudo. A governabilidade de uma instituição que tem este tipo de resistência é extraordinariamente difícil.
E como se faz então?
Criando uma série de instituições. Um exemplo: hoje em dia é obrigatório, para quem queira fazer uma carreira no Instituto do Canadá, ter pelo menos duas e desejavelmente três experiências substantivas no próprio Instituto. Passar, por exemplo, em operações de campo, daí para os inquéritos industriais e daí para a difusão. Se não tiver, pode transformar-se num perito muito definido, mas nunca vai chegar a um nível de direcção. A mobilidade é uma característica institucional.
Depois, a planificação faz-se por programas e não por instituições orgânicas (departamentos ou secções). E todos os que contribuem para as estatísticas aprendem a afectar recursos, sem ter a preocupação de ter de afectar recursos às estatísticas da Balança de Pagamentos, porque se o fizer o responsável do PIB fica com inveja do seu colega. E tem uma função pedagógica: começar a ensinar aos novos membros da casa que é assim que a casa funciona e não como subconjuntos administrativos que não têm permeabilidade nenhuma. Que se rivalizam, que se invejam, não colaboram.
Isso também implica alguma continuidade...
Sim, sim! Altos e baixos, reviravoltas de direcção não ajudam. É importante tomar uma iniciativa, aprender com a experiência que tudo o que se planificou no momento inicial vai funcionar e deve haver capacidade de adaptação - que deve ser contínua - mas sem fazer zigue-zagues, reviravoltas, porque é a melhor maneira de não chegar a objectivo algum. Deve haver humildade para confessar que não se conseguiu por razões internas ou externas, mas não deve haver experimentações. Isso é dispersão de recursos e traduz-se numa incapacidade de administrar. E não se pode fazer isso num instituto em que uma das virtudes principais é a continuidade.
*
Experiências críticas
"Não Vale a Pena Se Não Houver Vontade Política"
Por J.R.A.
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2003
Jacob Ryten tem grande experiência na avaliação de sistemas estatísticos. Diz que técnicos e políticos têm de estar preparados para críticas públicas e que a vontade política é determinante para que a sua análise não resulte numa "oportunidade perdida". Quer voltar a Portugal daqui a dois anos para ver os resultados do seu trabalho.
A par da sua experiência nas Nações Unidas, avaliou três sistemas estatísticos: o suíço, o húngaro e o chileno. Tem alguma apreensão da eficácia das recomendações?
Sim. Não me encorajam muito. Aprendemos uma coisa com a nossa experiência que queríamos evitar no caso português. Se não houver uma vontade política, simultânea com a vontade técnica - de aprender, de modificar, admitir que há problemas - não vale a pena fazer este exercício.
No caso da Suíça, o convite veio exclusivamente da parte técnica. O presidente do instituto tinha a consciência de uma série de falhas e queria ajuda para as resolver. Mas não tinha a vontade política. Nós não insistimos - porque não nos pareceu necessário - em conhecer qual era o grau do apoio político. O resultado foi que o director, que estava no último ano do seu mandato, aposentou-se, e como não havia esse apoio político, o seu sucessor considerou que pertencia ao outro mandato, que não era um problema de grande importância para o Governo suíço e não fez caso das recomendações. Eu acho que foi o nosso melhor trabalho (risos)...
E nos casos húngaro e chileno?
Os casos húngaro e chileno têm semelhanças. Nada que ver com o apoio político: tínhamos um enorme apoio político. Sobretudo no chileno. E quando digo político é no sentido muito amplo da palavra. Todos [os sectores da sociedade] compreenderam que a estatística se pode utilizar para fins políticos, mas uma boa estatística não tem nada que ver com a organização. Pode utilizar-se estatísticas para fins de uns ou outros. De modo que tínhamos o apoio inicial, o que não tínhamos era uma capacidade técnica de tomar as nossas recomendações e começar a executá-las de forma ordenada.
Depois de um exercício deste tipo, há uma oportunidade que se pode medir em semanas ou em meses, mas que não se mede em anos. Há uma boa vontade, uma espécie de lua-de-mel. Se se deixa escapar essa oportunidade, é uma oportunidade que já se pode considerar perdida. Julgo que no Chile foi o que se passou.
Quando falei com o professor José Mata sobre esta avaliação, contei-lhe a história e disse-lhe que nos parecia que duas coisas eram importantes: assegurar-nos que, por detrás dele, havia um ministro da tutela que tinha os mesmo desejos e os mesmos objectivos; que estava disposto a aceitar as consequências, que são sempre críticas. E é preciso que os dois níveis aceitem a possibilidade de serem criticados. Criticados em público. As estatísticas oficiais são estatísticas públicas, não se podem fazer estas coisas em segredo.
Também nos parece que é muito desejável ter um acordo moral com o país anfitrião, que se compromete a estudar as recomendações. Se as não executar não é por indecisão, inércia, falta de vontade em compreendê-las ou indiferença. Não tivemos um acordo deste tipo no caso da Hungria. O facto de não ter existido esse acordo moral enfraqueceu essa avaliação. E explicitamente dissemos ao José Mata: "Queremos voltar daqui a dois anos." Não insistimos que as nossas recomendações sejam seguidas, seria absurdo; mas queremos compreender se foram ignorados, e porque o foram. Como as condições foram aceites - e com muito entusiasmo - parece que desta vez temos uma probabilidade de êxito que não tivemos nas circunstâncias anteriores.
*
Pecados capitais
As Tentações dos Políticos
Por J.R.A.
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2003
Jacob Ryten acha que um político não resiste à tentação de influenciar o organismo estatístico, mas defende que o técnico também tem o direito e o dever de o contestar. "O silêncio, o silêncio completo, não é bom para ninguém. Não é bom para o Governo, não é bom para o público nem para a instituição", afirma.
Há três "pecados mortais" da ingerência. Ryten enumera-os tal e qual como pergunta nas suas avaliações: "Primeiro: se tem conhecimento directo ou não de casos em que o Governo pediu ao instituto que adiasse a publicação de determinada estatística. Segundo: se tem conhecimento directo ou indirecto de uma outra entidade do Governo ter pedido que num comunicado de imprensa se modificasse uma palavra ou expressão. Terceiro: se tem conhecimento de um pedido para que se modificasse um dado."
Há países em que se acedeu aos três pedidos. E não se pense apenas nos países menos desenvolvidos. Aconteceu no Canadá. "Tenho conhecimento directo, porque me foi pedido a mim para fazer as três coisas."
E qual foi a reacção? "Foi muito violenta. Sou uma pessoa normalmente pacífica, mas com estas três coisas tenho uma reacção muito violenta. Mas aconteceram-me e continuarão a acontecer (...). É uma tentação para todos os Governos. E muitos deles não vêem o mal. Acham que estão a actuar no interesse nacional. Não se pode ignorar o pedido, tem de se discutir e tem de se explicar quais são os efeitos de dizer sim ou não."
Mas que conselhos daria a um presidente que fosse criticado na praça pública por um político? Ryten sorri, pensa e depois diz: "Vou responder-lhe contando uma história."
A história passou-se num país da América Latina para o qual Ryten pediu discrição. O então presidente tinha por hábito convidar todas as sextas-feiras os jornalistas para a sua quinta. Jantavam, bebiam e tinham uma discussão "off-the-record" sobre tudo o que tinha acontecido. E aconteceu que no ano em que a actividade económica do país começou a estagnar, a taxa de desemprego aumentou repentinamente. Um jornalista perguntou-lhe então o que pensava disso. E o presidente, animado pela noite e protegido pelo "off-the-record", respondeu que a culpa era do organismo estatístico, cujos técnicos eram pouco inteligentes e incompetentes.
Aconteceu, porém, que as suas declarações foram publicadas. O presidente do instituto convocou então uma conferência de imprensa e, aproveitando a presença de Ryten no país, em missão das Nações Unidas, perguntou-lhe se não queria participar. Ryten aceitou.
No dia seguinte, a sala de imprensa estava repleta de jornalistas. O presidente levantou-se, apresentou Ryten e disse que tinha um compromisso, mas que os outros membros da direcção do instituto ficariam. Mas não ficaram. Um por um, levantaram-se e saíram, deixando Ryten a falar com os jornalistas. A conversa demorou uma hora. "Pensei que, depois dos meus comentários, tivesse uma visita do ministério do Interior para que regressasse ao Canadá nas próximas 24 horas, porque em várias ocasiões disse que não me parecia que se deva exprimir opiniões levianas sobre as estatísticas do desemprego do organismo oficial." Mas não. Recebeu antes uma mensagem a agradecer, porque prestara um serviço ao dizer ao povo que às vezes os políticos têm excessos.
"O que digo é que há um momento em que um técnico não pode esconder-se e dizer: 'Eu não tenho o direito de fazer comentários.' A integridade da instituição está baseada na sua credibilidade", sintetiza.
*
Quem É Quem
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2003
Nome: Jacob Ryten
Formação académica: Estudos superiores em Inglaterra, na London School of Economics.
Percurso profissional: Nações Unidas, encarregue de contas nacionais trimestrais (1959-1962), onde acabou por regressar (1979-1984). OCDE em Paris (1962-1969). Organismo estatístico canadiano (1969-1979). Regressou como vice-presidente (1985-1997). Está reformado.
Im Público, 24/11/2003 Suplemento de Economia
O BdE - Blogue de Esquerda no weblog.com.pt.
Eh pá! O nosso Fumaças devia começar uma campanha junto das hostes menos à sinistra para equilibrar a coisa politicamente no weblog.com.pt. É um peso pesado que se faz (mais) vizinho e ainda por cima é um "histórico"! Sejam bem vindos (mais um pouquinho de responsabilidade/estímulo caro Paulo).
Faz o que eu digo cá dentro, não ligues ao que eu faço lá fora.
É a política, estúpido!
Há dois ou três anos passei uma semana no Luxemburgo, um fim de semana que deu para passear pelo pequeno e bonito país e uma semana de dias úteis para conhecer o ritmo urbano e laboral da capital. Gostei do cenário, gostei do sol que julgo ser muito raro por lá, gostei da companhia (um grupo multinacional), gostei dos portugueses que conheci mas estranhei qualquer coisa. Ao longo da semana sempre que andava pelas ruas da cidade do Luxemburgo fui-me apercebendo de uma incomodidade crescente como se alguma coisa estivesse errada. Julguei que eram umas muito latinas saudades de casa, um assomo de mamismo ou coisa que o valha, mas...
No último dia, fui jantar fora com as colegas portuguesas que integravam o grupo e foi então que nos apercebemos do que se passava, verbalizámos o sentimento que era afinal comum. O elo que faltava foi um riso, um riso tímido mas convicto que ouvimos da mesa ao lado onde jantava um jovem casal luxemburguês.
Naquela semana, o riso, o sorriso, já para não falar da gargalhada ou da prova de afecto em público, estiveram completamente ausentes no exterior do nosso pequeno grupo, ou pelo menos assim pareceu.
Devo ter tido pouca sorte, já estive mais a norte e não confirmei nenhum determinismo geográfico quanto à aparente sizudez cultural dos povos residentes.
Enfim, quanto mais vou lá fora, mais gosto do nosso cantinho, não tenho grandes ilusões quanto ao El Dourado exterior. Há sempre uma troca e, por enquanto, apesar de tudo, vou ficando, convencido e de estar a fazer um bom negócio.
Digam o que disserem - e há por aí muita gente a dizer muita patetice - há um valor intrínseco que destacaria sempre estes dois blogues (ping e pong) mesmo que não pertencessem a quem tem direito a boneco na TV. Podia levar o seu tempo mas, desde que de vez em quando se vá espreitando aleatoriamente a lista de blogues, alguém desencadearia o processo de reconhecimento. Isto que digo aplica-se aqui, à blogo-esfera, fora deste casulo já não tenho tantas certezas quanto às possibilidades do "sonho-americano".

If I am drifting, then I can fight it
If I am sinking, no-one will know it
If I am blinded I’ll have my voices still to guide me
If they yet fled away I’d bless the silence
But if you leave me then I am broken
And if I’m broken then only death remains
Elvis Costello, excerto de Broken do álbum Mighty Like a Rose
A rose to my gal.
Caro Rui (Catalaxia),
Um jornal anuncia em manchete que tendo tido acesso a um processo que está em segredo de justiça soube que existem testemunhos incriminatórios da minha pessoa em tal e tal circunstância. Eu, acusado, (o que se lê no jornal é uma acusação, certo?) não posso defender-me eficazmente atacando o jornal, ou exigindo-lhe a publicitação das fontes, pois há éne garantias e liberdades que o defendem.
Muito menos posso ter meios de confirmar ou negar a existência dos testemunhos junto do inquiridor e consequentemente accionar as testemunhas judicialmente, se for caso disso, porque dessa forma violar-se-ia o segredo de justiça e perturbar-se-ia o inquérito.
Terei de aguardar serenamente durante largos meses, esperando que se acabe a fase de inquérito (ou seja, o segredo de justiça). Entretanto, devo mentalizar-me para as próximas manchetes (continua em anexo)
(Adenda ao texto anterior "Polyprion Americanum": o raio do Cherne custa a assar, nunca mais janto hoje)
Para mim há aqui qualquer coisa que não é própria de um estado de direito evoluído. Há várias soluções possíveis: mexer no segredo de justiça e/ou mexer nos direitos de liberdade de imprensa face a processos em segredo de justiça, etc. Mas que está mal, está.
Isto é o que temos e foi isto que ficou ainda mais claro com a atitude dos advogados de Ferro Rodrigues, um cidadão que por acaso é Secretário Geral de um partido político.
Quanto à outra questão, a do quando podia, quando era ministro, ele não fez nada, o Rui até pode ter muita razão e criticar à vontade o ex-ministro do Trabalho e das Obras Públicas. Como o poderá criticar por não se ter expressado quanto a muitas outras questões da esfera executiva. Contudo, em nada colide com a "matéria de facto" a corrigir ao nível do código de processo penal que assim se evidenciou mais uma vez (espero não estar a trocar os códigos), e muito menos com o seu direito de agora se expressar sobre a lei denunciando as suas limitações no exercício da justiça, perante o sua violação sistemática ao nível do respeito pelo segredo de justiça. Seria um princípio muito bizarro admitirmos essa "racionalidade", não fizeste, agora cala-te para o fim dos teus dias. A ser assim, qualquer humano minimamente inteligente fugiria de assumir um cargo político, afinal, se fosse omisso quanto a alguma coisa imaginável ou inimaginável perderia qualquer autoridade e direito de se pronunciar quanto a ela no futuro pós-cargo-político. Não exageremos, mantenhamos os danos sobre o político na esfera meramente política.
A mudança que se impõe, seja qual for o seu móbil imediato - a gota de água - será sempre abstracta e não aplicável ao processo em curso que temos em mente, portanto, também não podemos pensar que Ferro Rodrigues espera, com a atitude de se querer queixar/pedir dados ao procurador, uma alteração para o seu caso.
Pela parte que me toca, se algum dia passar por uma situação de acusação pública neste moldes, espero que o enquadramento legal me permita melhor defesa do que aquela de que hoje dispomos perante a distorção de justiça produzida pela desregulação efectiva da aplicação do segredo de justiça.
Esta agora não é como as mais.
Andávamos nós (eu e a minha moça) em pesquisas culinárias pela biblioteca quando deparámos com um estranho código em latim para a decifragem do qual pedimos desde já ajuda aos ilustres latinistas que andam por esta esfera.
Buscávamos a melhor forma de assar um Cherne. Deu-nos para isto, contra todas as recomendações – assar um Cherne que disparate! -, procurávamos assá-lo seguindo as regras da alta cozinha. Afinal, chamo-lhe carinhosamente PM, em homenagem ao nosso Primeiro Ministro, logo, goste-se ou não, queríamos dar-lhe um tratamento condigno.
E eis senão quando - sempre sonhei aplicar esta -, surge à cabeça, logo ali nas primeiras duas palavras que lhe são dedicadas no Pantagruel, um enigmático:
Polyprion Americanum!
Não queremos acreditar nesta estranha ironia da taxinomia biológica. Passado o primeiro susto logo reflectimos sobre o que nos quereria dizer a nossa 2ª dama quando promoveu a comparação entre o então futuro primeiro e o dito Cherne? Estaria a avisar-nos de algo? Seria um gesto de patriotismo que não conseguimos interpretar atempadamente? Tremo só de pensar que a outra parcela do nome, o dito Polyprion, encerre ainda algum segredo milenar desta língua semimorta que exaltamos diariamente com a nossa polivalente corruptela.
E que não nos engasguemos em nenhuma espinha já agora.
Bom apetite!
Há poucos instantes tirei os olhos do computador e fiquei siderado... Estou a olhar para o sol de costas para ele, apanhei-lhe apenas o reflexo nos prédios que estão virados para Monsanto... E que reflexo! Uma luz dourada intenssíssima que desapareceu em poucos segundos. Nunca tinha visto assim Lisboa. Parecia uma minhota carregada de ouro. Agora é já uma brasa que esmorece. Venham as luzes do Natal!
E agora se me dão licença vou fugir para dentro de um livro ou de um aconchego...
(e esquecer esta história dos porcos...)
Fazendo a ronda, exercito o metabloguismo destacando o que subscrevo. Em termos políticos sublinho as palavras que se seguem acompanhando-as com o tamborilar sonoro e compassado do Adufe:
Segundo a Lusa, via Portugal Diario, “Ferro Rodrigues fez hoje saber que insistirá em conhecer a existência de eventuais depoimentos que o envolvem em casos de pedofilia, apesar de o procurador do processo Casa Pia, João Guerra, ter indeferido esta sua pretensão.”
De facto, ao indeferir o pedido, Joao Guerra nao contribui para o total esclarecimento da situacao, uma vez que nao permite que se clarifique se existem ou nao depoimentos de tres supostas vitimas envolvendo Ferro Rodrigues em actos de pedofilia. Por outras palavras, e se bem percebo, Joao Guerra nega a Ferro Rodrigues a possibilidade de defender a sua reputacao. Num regime democratico consolidado, isto e’ absolutamente inaceitavel.
in Bloguítica
Adenda: o Catalaxia, adverte para a previsibilidade deste desenlace para o pedido de Ferro Rodrigues, isto de acordo com as limitações processuais da corrente fase do inquérito. O Catalaxia questiona-se do porquê do pedido in the first place catalogando-o de enigmático.
Tento uma resposta: e que tal para evidenciar um procedimento absolutamente inaceitável num regime democrático consolidado? Só mais uma acha para a fogueira, mais um exemplo prático auxiliar da reflexão e reforma que teremos de fazer. Entretanto, aguardamos a próxima manchete.
Num registo mais em jeito de crónica dos costumes O Bisturi tira-me as palavras dos dedos (grande Fagundes!):
Não são só os políticos
António Fagundes passou por Portugal e não deixou saudades em todos quantos chegaram atrasados à apresentação da sua peça de teatro Sete minutos. O actor brasileiro tem por princípio inabalável começar pontualmente os espectáculos e trancar de imediato a porta. Duzentos espectadores impróvidos terão sido surpreendidos no coliseu do Porto e, não contendo a sua raiva, terão provocado lamentáveis incidentes. Há dias, fui obrigado a marcar um encontro num intervalo de um banco, tendo chegado o resto das pessoas trinta minutos depois do combinado. Só pude lamentar e augurar-lhes uma boa discussão. Um familiar ficou espantado por uma aula ter respeitado o horário anunciado no programa, lamentando ter-se atrasado 15 minutos e a professora inglesa. Este endémico atraso português aos compromissos é em primeiro uma falta de respeito para com o outro. Só depois é tudo o que quisermos chamar.
Há pouco perdi um texto que estava a ter muito gozo em escrever sobre Lisboa. Assaltado por um estranho pressentimento tentei transportá-lo para um ficheiro (tenho o hábito de escrever directamente no editor do Blogue) mas já não fui a tempo. A máquina estourou.
Soube, agora, depois de ter reinicializado o computador que havia sido feita uma tentativa de intrusão que pelos vistos quase (?) teve sucesso.
É regular, demasiado regular que a Firewall detecte ataques ao computador.
Por curiosidade vou passar a tomar nota do intruso só para ver se não há coincidências.
Não mais adufe, não mais.
Bom noite.
Agradeço ao caro leitor que entenda que está a ler um weblog, uma espécie de diário (público) que está sujeito a ser parcial, opinativo, irregular, entediante, absurdo, arbitrário, informal, escatológico,... (657 adjectivos depois), sentimental ou mesmo arrogante. No fundo é uma coisa má como as cobras... Como as cobras más, bem entendido... Mesmo que tenham de ser mitológicas...
Era só para (re)avisar. O caro leitor tem o mesmo destino que eu que escrevo: está a ler por sua conta e risco.
Se todos os jornais (órgãos de comunicação social) declarassem e tivessem uma orientação política não haveria problema?
Claro que não. Deixávamos era de ter jornalismo. O que é o jornalismo? É uma questão de Retórica e Persuasão.
E fazem falta os jornalistas? Espero que uma resposta afirmativa não se restrinja a uma qualquer ideologia política.
O jornalismo não se alcança por um equilíbrio de mercado com garantia de livre iniciativa.
A devida vénia ao Terras do Nunca pelo sublinhado que deu a este belo texto do Retórica.pt e que me levou até lá.
Quando não encontrou resposta, quando perguntou e perguntou e não obteve resposta terá surgido ao Homem a ideia de Deus.
O tempo passou e para novas e velhas questões o Homem foi encontrando algumas respostas. A ideia de Deus deixou de ser indispensável, foi possível para alguns Homens relativizarem-na. Foi possível viver sem ter todas as respostas, insistindo nas perguntas.
Nada disto foi linear, pode nem ter sido assim, sabemos apenas que houve e há um caminho doloros entre estas poucas palavras.
Atrevo-me a pensar, cá para mim, que há apenas um caminho para lidar com elas.
Seja bem vindo quem vier por bem. A paz esteja connosco.
O início do Homem terá muito provavelmente começado quando se formulou a primeira pergunta. O fim, para muitos homens, tem chegado quando insistem em repetir esse momento.
Muitos morreram hoje de fome, de doença... Quantos homens terão morrido hoje por terem feito a pergunta errada no momento errado, no sítio errado? Quantos terão perdido o emprego ou as aspirações na carreira? Quantos terão fugido do seu país? Quantos terão renegado a pergunta para poderem viver? Quantos terão encontrado uma resposta? Quantos terão compreendido?
O fim do Homem virá muito provavelmente quando houver Homens a menos no lugar certo, no momento certo, com a pergunta certa à procura de uma resposta.
Parto do princípio que somos todos boa gente. Bem sei que não somos mas a opção oposta não é propriamente uma opção. E com nins também não vamos longe. Portanto, no fundo é simples, 10 pontos positivos de avanço para todos! Depois logo se vê!
Via os Os cães ladram e a caravana passa cheguei ao Público de hoje e a esta notícia que deixo integralmente reproduzida em anexo. Perfiro ficar caladinho a contar até 10 antes de abrir a boca ou deixar correr os dedos pelo teclado.
Digo apenas que este governo está-me a ajudar imenso, muito mais do que o nebuloso Guterres, na clarificação do meu pensamento político e na ponderação das soluções para muitos problemas que nos assaltam. Mais um bocadinho e estou-me a ver a tentar pô-los em prática saindo desta bela cadeira e indo à luta. Nunca pensei mas está quase... Agarrem-me se não eu vou-me a eles!
Protestos das Privadas Levam RTP1 a Desistir do Jogo FC Porto-Boavista
Por JOÃO MANUEL ROCHA E PAULA TORRES DE CARVALHO
Sábado, 22 de Novembro de 2003
O mal-estar manifestado pelas televisões privadas face às audiências que a RTP1 tem vindo a conseguir fez com que a televisão pública tenha sido levada a desistir da corrida pelo jogo de futebol da Taça de Portugal entre o FC Porto e o Boavista, que a TVI transmite hoje à noite.
Protestos das Privadas Levam RTP1 a Desistir do Jogo FC Porto-Boavista
Por JOÃO MANUEL ROCHA E PAULA TORRES DE CARVALHO
Sábado, 22 de Novembro de 2003
O mal-estar manifestado pelas televisões privadas face às audiências que a RTP1 tem vindo a conseguir fez com que a televisão pública tenha sido levada a desistir da corrida pelo jogo de futebol da Taça de Portugal entre o FC Porto e o Boavista, que a TVI transmite hoje à noite.
Os direitos do jogo foram comprados à Federação Portuguesa de Futebol pela empresa Olivedesportos, que depois os vendeu, tendo a TVI acabado por fazer a oferta mais elevada. A RTP1 estava interessada no jogo e a sua desistência da corrida está relacionada com a "incomodidade" das estações privadas face aos bons resultados que a estação pública tem vindo a conseguir, em boa parte devido ao futebol, garantiram diversas fontes ao PÚBLICO.
Na semana que terminou no domingo, a televisão pública conseguiu um "share" médio de 28 por cento, atrás da SIC, que liderou com 29,2, mas à frente da TVI, com 25,7. E, já esta semana, a transmissão do jogo Portugal-Kuwait levou a televisão pública a liderar as audiências na quarta-feira, com 31,4 por cento, à frente da SIC, com 26,6, e da TVI, com 25,2. Anteontem, mesmo sem futebol, a RTP1 obteve um interessante "share" de 24,7, contra 29,7 da SIC e 27,5 da TVI, e o Telejornal foi o programa mais visto do dia.
A decisão de abdicar do jogo foi tomada pela administração da RTP, que nega a existência de pressões, apesar de admitir que a desistência se prende com as preocupações manifestadas pelas privadas. Confrontado com a situação, o gabinete do ministro da tutela, Morais Sarmento, negou também qualquer tipo de pressão sobre a TV estatal. "O ministro não deu qualquer indicação à RTP, nem nunca o fez", disse ao PÚBLICO o seu assessor Domingos Martins.
TV pública acusada de pagar preços exorbitantes
Os presidentes da SIC e da TVI escreveram esta semana ao ministro Morais Sarmento, protestando contra o "abuso" do futebol em "prime time". Os "patrões" das privadas, que têm vindo a repetir essa queixa, acusam a televisão do Estado de "incumprimento do serviço público" e de "desregulação do mercado publicitário".
A iniciativa de escrever ao ministro partiu do presidente da TVI, Paes do Amaral. Pinto Balsemão solidarizou-se com a posição e assinou uma segunda carta baseada nos mesmos argumentos. "A transmissão dos jogos em 'prime time' é feita de forma arbitrária", considera o presidente da SIC. "Acresce que o preço que a RTP está a pagar pelos jogos não é sustentável pelas privadas."
O que acontece é que, desta forma, há incumprimento do serviço público e desregulação do mercado da publicidade", afirmou ao PÚBLICO, referindo que a televisão pública está a pagar preços que "não têm nada a ver com a realidade do mercado" e que, por isso, está a fazer "concorrência desleal." Para Balsemão, em casos como estes, "o ministro da tutela tem de funcionar como um árbitro, como um regulador", ideia referida na carta enviada a Morais Sarmento.
in Público
1. Por três vezes vieram ao Adufe neste mês de Novembro pesquisando a palavra Ressureição. Também eu fiquei curioso por ver o que por cá já se escreveu nestes quase 5 meses de blogue sobre esse tema...
Nada de muito revelador infelizmente, apenas me referi à ressureição de um pintainho que depois de um fugaz regresso, qual Cristo na terra, para sempre tornou a desaparecer da blogoesfera. Nenhum ente místico por cá deixou outras palavras que me relançassem a dúvida.
2. É curioso como pesquisando a blogoesfera em Português tantos e tantos blogues auto-aclamam a sua ressureição após uma ou duas semanas de férias.
Por estes dias gostava de poder anunciar a ressureição deste país, mas que momento escolheria para designar como o da sua morte? Ao que quero que ele volte a ser? O Sebastianismo é bem mais conveniente, evita-nos estes dilemas terríveis.
3. Nem quero ver as confusões que o título deste texto irão provocar nas pesquisas futuras pelas terras da internet. É o que dá cultivar uma pontinha de anarquismo. Mas afinal, como dizia o Saraiva do Expresso, em entrevista ao nosso CVM: os blogues são incontroláveis, estão desregulados e são muito perigosos.
4. Para quando outro dogma religioso nas pesquisa deste pandeiro de origem Árabe, feito de madeira leve com membranas retesadas de ambos os lados?
Hamburgers caseirinhos com fatia de queijo flamengo e ovo a cavalo. A acompanhar com uma bela salada mediterrânica, um naco de pão de mafra e um copito de tintol alentejano.
Já vos disse que fui três vezes na vida ao MacDonalds comer hamburgers e que em duas delas apanhei uma intoxicação alimentar? É preciso ter sorte, não é? Aconteceu na Avenida da República, já agora... Mas por mais que eles tenham tentado nunca deixarei de gostar de um belo hamburger.
Bom apetite!
Mais um para a coluna da direita circulando pela via da esquerda: A Teia
E para que não haja dúvidas:
«Este Governo tem conseguido, simultaneamente, dar cabo da economia e aumentar o défice. Pior era quase impossível»,
Eduardo Ferro Rodrigues
O secretário-geral do Partido Socialista, Eduardo Ferro Rodrigues, que muitos tentaram assassinar políticamente, mas em vão. Esteve muito bem no discurso final da votação do Orçamento que a maioria de direita apresentou ao país.
Aqui têm um resumo do que foi dito. Este homem é de Ferro!
And so, my fellow americans: ask not what your country can do for you - ask what you can do for your country.
My fellow citizens of the world: ask not what America will do for you, but what together we can do for the freedom of man.
JFKennedy, 1961.
(semi-republicado)
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
Alguns jornais garantem que, no orçamento de Estado para 2004, o governo
vai cortar na educação e vai investir mais na defesa.
Ou seja, a boa notícia é que vamos ter submarinos e helicópteros novinhos
em folha.
A má notícia é que vamos continuar a ter alunos universitários a escrever
"élicoptero" e "subemarino".
in Gin Tónico
(...) Ja' em Timor Leste, se alguma celula terrorista quiser, sera' facilimo abater um embaixador. E olhem que a possibilidade nao e' assim tao remota como podera' parecer 'a primeira vista...
In Bloguítica
Sob sugestão da Gotinha numa caixa de cometários mais abaixo, lembrei-me de dedicar um soneto outonal de Florbela Espanca a Manuela Ferreira Leite:
As Minhas Ilusões:
Hora sagrada dum entardecer
De Outono, à beira-mar, cor de safira
Soa no ar uma invisível lira...
O Sol é um doente e enlanguescer...
A vaga estende os braços a suster,
Numa dor de revolta cheia de ira,
A doirada cobeça que delira
Num último suspiro, a estremecer!
O Sol morreu... e veste luto o mar...
E eu vejo a urna de oiro, a balouçar,
À flor das ondas, num lençol de espuma.
As minhas Ilusões, doce tesoiro,
Também as vi levar em urna de oiro,
No mar da VIda, assim... uma por uma...
As palavras que seguem vinculam-me a título pessoal e nunca a instituição onde trabalho
A análise estatística de conjuntura é muito traiçoeira. O seu principal objectivo, mais do que analisar o nível em que se encontra a economia nas suas diversas facetas, é averiguar o seu andamento face a um período de referência, seja ele o mesmo mês (trimestre) do ano anterior ou o mês (trimestre) imediatamente anterior. Pressupõe-se, portanto, que o leitor conheça o enquadramento económico. Naturalmente, a Síntese Económica do Trimestral do INE, quando se refere ao Mercado de Trabalho não nos diz que a situação é boa em absoluto, diz-nos apenas que ela está a evoluir negativamente mas a um ritmo agora menos intenso; nesse sentido, não se degradou. É possível que em breve essa menor intensidade da degradação da situação dê lugar a uma recuperação real do nível (mais emprego, menos desemprego, por exemplo) mas isso só o futuro dirá.
Opinião mais politizada:
No que toca ao mercado de trabalho o nosso Primeiro Ministro não tem ainda muito de que se orgulhar, infelizmente. O mesmo lhe acontecerá se olhar para a evolução global do sector dos Serviços, ainda claramente em queda livre, um sector que representa cerca de um quarto do valor acrescentado bruto (nestes "Serviços" não se incluem o Comércio e o Sector Financeiro) e que por razões técnicas inteiramente válidas (posso explicar se quiserem) não se encontra ainda incorporado no Indicador de Clima. Um indicador que, diga-se, tem progredido de forma particularmente positiva nos últimos meses.
Dizia eu que a análise estatística de conjuntura é muito traiçoeira. Nunca estaremos livres - conheço estas dores - da possibilidade de haver interpretações abusivas do que se escreve, mas também por isso é particularmente melindrosos fazer análise económica. Devemos evitar a todo o custo possíveis ambiguidades interpretativas fundadas no que aparece escrito. Espero que com este enquadramento que aqui fiz seja mais fácil perceber o que se escreveu e o que significam as afirmações presentes ali um pouco mais abaixo (I e II)
Manuela Ferreira Leite: «O PS comporta-se como um automobilista que atropela alguém e, em vez de o socorrer, foge a grande velocidade», (TSF)
Mark Kirkby: (...) O orçamento hoje aprovado pela maioria chefiada por Durão Barroso é uma insistência no erro. É como se estivéssemos a ver alguém a tentar pregar um prego à cabeçada. Sem perceber que o prego está na mesma, mas a cabeça cada vez em pior estado. (Pais Relativo – Blogue)
«Estou muito satisfeito, sobretudo com os resultados do relatório do INE (Instituto Nacional de Estatística)» Durão Barroso à TSF, hoje 14h04m.
Parece que o INE entrou nesta disputa.
Tendo presente sempre a máxima de Bento Jesus Caraça "Se não receio o erro é porque estou sempre disposto a corrigi-lo", devo destacar que me parece que no parágrafo que se segue o INE se despistou um bocadinho. No melhor pano cai a nódoa...
No terceiro trimestre a situação no mercado de trabalho não se degradou, mas também não melhorou significativamente, embora a informação mais recente, até Outubro, apresente desenvolvimentos favoráveis. O emprego voltou a diminuir, um pouco menos do que no trimestre precedente, e o desemprego continuou a aumentar, embora também a uma taxa menos intensa. A taxa de desemprego situou-se em 6.3%, o que representou um acréscimo de 1.2 p.p. face ao trimestre homólogo de 2002, menor do que o verificado no trimestre anterior. in SÍNTESE DE CONJUNTURA – Terceiro trimestre de 2003 (INE)
Os sublinhados são meus.
(CONTINUA em Auxíliar interpretativo)
No terceiro trimestre registaram-se nítidas melhorias tanto no indicador de clima como no indicador de actividade económica, tendo qualquer um deles apresentado uma trajectória ascendente ao longo desse trimestre. O indicador de clima, já disponível para Outubro, continua a revelar a mesma tendência. Sendo clara a recuperação no conjunto de indicadores, deve notar-se, contudo, que apenas na indústria transformadora há evidência de ter ocorrido uma evolução positiva da actividade. Apesar da procura externa ter continuado a mostrar-se deprimida, sem retomar o dinamismo evidenciado nos primeiros meses do ano, a informação disponível aponta para um crescimento apreciável das exportações. Por seu turno, a procura interna apresentou uma quebra menos intensa do que no trimestre precedente. in SÍNTESE DE CONJUNTURA – Terceiro trimestre de 2003 (INE)
"As manifestações na capital londrina perdem o sentido quando comparam o incomparável. Fazer de G.W.B. e Tony Blair uns facínoras, recorro à palavra muito em moda nos últimos tempos no TER VOZ, é lamentável."
Estas palavras de CMC no Ter Voz dão mais um contributo para recuperar a lucidez e as pontes necessárias para o entendimento de que necessitamos. Contributos como este outro estão contudo ao nível dos manifestantes londrinos de ontem, em nada contribuindo para focar o problema e passar à acção concertada contra o terrorismo.
Estranho "brilho" emana deste texto de Frederick Forsyth onde se procuram execravelmente vãs glórias de supremacia ideológica. Este querer misturar tudo num mesmo saco, quer por parte dos manifestantes e quer por parte dos cruzados aquilinos que não veem um palmo à frente do missil protector, não nos levarão a nada que não à derrota final.
No dia em que o terrorismo fez mais algumas dezenas de vítimas continuamos com fortes suspeitas de estar a perder uma guerra. Não pelo número das vítimas mas pela falta de entendimento de como lidar com a situação, patente nos meios e métodos aplicados pelos representantes da civilização que se sente ameaçada.
Depois do 11 de Setembro foi feito talvez o mais espantoso esforço de cooperação internacional entre polícias. Rápido, dedicado e eficaz. A ideia que passou foi de que a ameaça tinha sido fortemente limitada.
Com o surgimento da teoria do Eixo do Mal, com os desvios maniqueistas da superpotência e dos seus aliados - uma teoria tão amplamente defendida nesta blogoesfera - tudo se confundiu. Perdeu-se o rumo que era (e é) indispensável encontrar e a fonte da ameaça depressa recomeçou a proliferar no pós-Afeganistão.
Em Israel, a pergunta parece mais evidente, mais nítida: estaremos a abater terroristas a uma velocidade suficiente ou o contingente não pára de aumentar?
A cada dia que passa (com os Estados organizados ditos civilizados a julgarem ser esta a pergunta decisiva), estamos mais e mais longe de uma guerra contra o terrorismo e mais próximos de uma guerra total, baseada provavelmente em preceitos fanático-religiosos (meros pretextos) inspirados pelo ódio, pela desesperança e pelo instinto de sobrevivência. Concordando ou não com o caminho que nos levou até aqui e que nos poderá levar a uma nova e terrível fase, todos corremos o risco de ser arrastados para uma guerra essa sim civilizacional que nunca deveria surgir mas que se poderá promover pelo terror e pela estúpida reacção a este.
Custa a perceber, a ter uma resposta para o porquê perante um acto bárbaro que mate dezenas de pessoas no decurso normal e pacífico da sua existência, mas temos de perceber, é imperioso compreender como se chega àquele acto.
O Terror alimenta-se das faltas que praticamos ou desvalorizamos, do desprezo e da ignorância, sempre foi assim. Para alguns o Terror terá sido (e é) um meio, mas muitas vezes acaba por ser um fim, uma solução de escatológica, por isso mesmo é Terror e não outra coisa como uma disputa, uma revolução ou uma guerra.
É preciso não esquecer que todos temos o nosso limite e se acreditarmos que a santidade a existir é demasiado rara percebemos que a prática do Terror pode ser uma opção. A barbárie parece estar sempre mais próxima de nós do que queremos acreditar e muitas vezes não passa de uma questão de perspectiva (ainda que histórica). Sem dor, sem sofrimento, sem desrespeito, sem desesperança, o mal, o tal Mal que o Bush messiânico quer debelar, por si não perdura, não floresce. O problema é que mesmo perante um homem que se formou e conheceu livre, não formatado nas escolas do Terror, é possível imaginá-lo a perder a razão, a não lhe bastar o amor pelos filhos. Um amor que nada vale quando os vê mortos ou sob ameaça avassaladora. Nesse caso, espalhar o terror é o caminho mais fácil para a libertação. Para mim o homem é permeável ao bem tanto ou mais do que ao mal e é essencialmente uma mistura conflituosa de contradições que procura ordenar. Resta saber, se nesta contingência histórica por que passamos - e que neste tempo de um homem com poder sobre o destino de todos o seu pequeno mundo pode sempre ser a última - ainda estaremos a tempo de poder mudar as premissas em que assenta este tipo de perguntas que se ouvem em Israel ou na Casa Branca.
Resolver Israel/Palestina, criar as condições para a coabitação de dois Estados independentes condenados ao respeito mútuo é cada vez mais crucial. Talvez depois seja mais fácil perceber qual o passo seguinte para ganhar as restantes batalhas da guerra que restar.
(edição inicial às 23:07 20/11/2003)
Plenipotenciário - adjectivo 1. que tem plenos poderes; substantivo masculino 2. agente diplomático investido de plenos poderes em relação a uma missão especial. In "Dicionário HOUAISS da Língua Portuguesa, Círculo de Leitores, 2001, Portugal"
Qual será a missão especial do nosso Decano?
...transmitirmos o discurso de tomada de posse do Decano dos Potenciários. Rogério Ysso no salão nobre da Alfandega do Bruxelas?!
- Boa noite Manuela, o discurso acabou de começar...
qsssssssssziiiuuuuuuuqsssssss
- Manuela, estamos a enfrentar algumas dificuldades técnicas aqui em Bruxel...
qsssssssssziiiuuuuuuuqsssssss
...razao pela qual passo a fazer um pequeno discurso sobre um tema de actualidade.
Ora, nada mais actual do que a fusao entre o SIS e o SIEDM. Uma vez que a questao ainda esta’ em aberto, permito-me fazer aqui uma muito singela sugestao. Alem de fundir os dois servicos, porque nao privatiza-los?
Certamente havera’ alguns agentes economicos interessados na sua aquisicao, mesmo apesar de algumas noticias que circulam na imprensa referindo a sua inoperancia. Alias, sobre isso, devo dizer que essas noticias sao profundamente exageradas e injustas.
A prova que tanto o SIS, como o SIEDM, funcionam ‘as mil maravilhas e’ que nem se da’ por eles. Diria, ate’, que a melhor forma de funcionarem e’ nao funcionando.
Assim, e pelas razoes acima expostas, diria que o SIS e o SIEDM sao um verdadeiro role model para servicos similares de outros paises.
E em formulas de sucesso nao se mexe...
CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP
E assim, com esta calorosa salva da paulas, acabou de terminar o discurso de sua excelência o Decano dos Omnipotenciários, Dr. Bloguítico. Uma sugestão curiosa, um desafio ao cuidado de algum magnata Saudita seguramente! Alô Manuela?
CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, clap, clap, cla...
(sic)
Por cá contam-se os dias até ao Euro 2004. Por lá há americanos a contar os dias que faltam para terem uma oportunidade para: Send Bush Packing! Only 349 days until November 2nd, 2004!
Da Folha de São Paulo:
Tony Blair faz 'ponta' em desenho dos 'Simpsons'
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, vai fazer sua estréia no desenho animado americano Os Simpsons neste domingo. Blair, que, segundo relatos, é fã do seriado, gravou em abril os diálogos para o episódio.
Nele, Homer Simpson se encontra com o primeiro-ministro britânico em Londres.
Como se traduz incumbent (inglês) para português?
Enraizado? Dominante? Estabelecido? Monopolista?
Gosto mais deste Adufe! Em mais dois meses conheci (finalmente) algumas caras, troquei afectos, descobri amigos de ontem que por aqui andavam, aprendi um bom bocado.
Atirei com a Giesta mais um Bloga!? para o "ar" e fiquei com mais vontade de fazer "coisas" e de as ver.
Ainda procuro um equilíbrio e uma "maximização de proveitos" na minha relação com esta ferramenta mas acho que estou mais perto de a encontrar.
Obrigado pelas visitas, pelos comentários, pelas críticas.
E que tal um bocadinho de informação estatística? Com alguma regularidade continuarei a destacar estatísticas curisosas divulgadas pelo INE e que em muitos casos não chegam aos jornais.
Organizações Patronais
Os resultados apurados pelo Instituto Nacional de Estatística, referentes ao ano de 2002, revelam a existência de 377 organizações patronais activas em Portugal (351 Associações, 8 Uniões, 12 Federações e 6 Confederações).
(...)
Em 2002 estas instituições promoveram a realização de cerca de 3335 acções de formação profissional, abrangendo 51717 formandos, verificando-se, relativamente a 2001, um acréscimo do número de acções (+470) e do número de formandos (+7527).
As organizações patronais que exercem a sua actividade no âmbito das actividades de comércio por grosso ou a retalho, foram responsáveis pela realização de 51,4% do número total de acções, as quais incidiram, sobretudo, nas temáticas “Empresarial e Profissional” (...).
in INE
O inquérito anual às organizações patronais destina-se à obtenção de indicadores físicos e financeiros relativos à actividade das associações, uniões, federações e confederações patronais.
O inquérito realiza-se, exaustivamente, por via postal. Recolhem-se dados referentes à filiação, pessoal ao serviço e duração do trabalho, associados existentes, demonstração de resultados, actividade desenvolvida, convenções colectivas de trabalho, conflitos e legislação do trabalho.
Unidades inquiridas: Associações, Uniões, Federações e Confederações Patronais. INE
Uns vão outros regressam. Segunda Feira o Socio[B]logue 2.0 apresentou-se novamente ao serviço neste país de tacto, palavras, imagens e sons. Falta-nos o olfacto. A blogoesfera não nos faz exercer o mais primário dos sentidos.
E para a despedida, para desanuviar e para ficar a guardar o Adufe durante as próximas horas deixo esta instrução útil de jardinagem, surripiada à metamorfose.

Sugestão para sub-título de algum jornal desportivo de amanhã:
Em 9 de Maio de 2002 a Alemanha não foi além dum 7:0 num jogo amigável frente ao Kuwait.
Vale a pena espreitar os textos da Joana "Semiramis". Faço esta sugestão sem que com isto me vincule no que por lá se lê... Há uns bocadinhos de confluência que talvez um dia, com mais tempo, possa evidenciar.
A propósito, leio no Semiramis citações de Adam Smith... Lembro-me de ter lido "Na Riqueza..." o mestre discorrer sobre as vantagens da gestão privada dos canais ingleses e da gestão pública das estradas, ou estarei enganado? Alguém se recorda dos argumentos?
(P.S.: O título é uma homenagem à pronúncia Paulistana da uma professora de História do Pensamento Económico que conheci)
Como somos bons, já vai em 7:0 ao Kuwaite. O Celta de Vigo não faria melhor.
Estamos todos de bem com o mister (não acrescento um "novamente" porque nunca estivemos até hoje está claro), o génio revelou-se finalmente, o investimento valeu todos os Euros: O Scolari é fixe, o Além-Douro que se lixe!
(Não se pode exterminá-lo?)
A selecção dos crescidos vai jogar hoje, daqui a pouco!
De que nos envergonharemos daqui a duas horas?
O Banco de Portugal elogiou ontem abundante e inequivocamente o Governo da República entrando assim em renhida competição com o Presidente da República no prémio para o "melhor encómio ao Governo".
A forma mais numerológica dos elogios e a linguagem mais científica atribuem, contudo, um rigorosíssimo primeiro lugar provisório às palavras do Banco de Portugal. Aguarda-se a próxima presidência aberta do Presidente para se perceber se conseguirá voltar à competição.
Aplaudo cautelosamente o Governo (já estou escaldado com "aquilo que parece mas não é").
Aplaudo o alargamento do número de vagas para os cursos de medicina e o próprio alargamento do número de cursos que se adivinha e que se prespectivara já com o governo socialista. Pelo incómodo causado junto do Bastonário da Ordem dos Médicos (que descobrimos mais "preocupado" com as implicações sobre o défice orçamental do que a própria ministra das finanças) fico um pouco mais confiante que se trata de uma boa medida.
Eu não percebo nada de macros ou pelo menos pensava que não percebia...
[Se não sabe o que é uma macro não se aflija, hei-de ver se o Houaiss explica e logo trago para aqui a definição]
Não tive aulas, não li uma linha de manual algum sobre Visual Basic ou VBA , mas hoje, na evidência de só poder contar comigo, passei pela curiosa sensação de ter sido arqueólogo, leitor e continuador de um clássico num curto espaço de tempo.
Tive de decifrar uma língua e uma linguagem, perceber a trama do romance e acabá-lo na mesma língua, pois o autor morreu antes do epílogo e o destinatário não é poliglota. Valeu-me a lógica, apenas a lógica e os paralelos com outras lógicas do meu passado com outras línguas. Viva a lógica! E ainda há quem faça purés com a lógica...
É claro que se me pedirem para explicar como se consegue esta maravilha, como se reescreve uma macro que nos sirva a todos, remeto-os de imediato para as últimas entrevistas do António Lobo Antunes.
Numa altura em que começam a dar entrada na Assembleia os vários propsotas de alteração ordinário da Constituição da República (prepara-se portanto a VI revisão desde 1976) retomamos mais um artigo relativo a direitos e liberdade. Segue-se o artigo 39º relativo à tão mal amada Alta Autoridade para a Comunicação Social
Destaco o primeiro ponto que faz o seu enquadramento:
1. O direito à informação, a liberdade de imprensa e a independência dos meios de comunicação social perante o poder político e o poder económico, bem como a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião e o exercício dos direitos de antena, de resposta e de réplica política, são assegurados por uma Alta Autoridade para a Comunicação Social.
Artigo 39.º
Alta Autoridade para a Comunicação Social
1. O direito à informação, a liberdade de imprensa e a independência dos meios de comunicação social perante o poder político e o poder económico, bem como a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião e o exercício dos direitos de antena, de resposta e de réplica política, são assegurados por uma Alta Autoridade para a Comunicação Social.
2. A lei define as demais funções e competências da Alta Autoridade para a Comunicação Social e regula o seu funcionamento.
3. A Alta Autoridade para a Comunicação Social é um órgão independente, constituído por onze membros, nos termos da lei, com inclusão obrigatória:
a) De um magistrado, designado pelo Conselho Superior da Magistratura, que preside;
b) De cinco membros eleitos pela Assembleia da República segundo o sistema proporcional e o método da média mais alta de Hondt;
c) De um membro designado pelo Governo;
d) De quatro elementos representativos da opinião pública, da comunicação social e da cultura.
4. A Alta Autoridade para a Comunicação Social intervém nos processos de licenciamento de estações emissoras de rádio e de televisão, nos termos da lei.
5. A Alta Autoridade para a Comunicação Social intervém na nomeação e exoneração dos directores dos órgãos de comunicação social públicos, nos termos da lei.
TÍTULO II
Direitos, liberdades e garantias
CAPÍTULO I
Direitos, liberdades e garantias pessoais
Constituição da República Portuguesa - V Revisão
Não tenho tempo para mais mas ainda digo:
Livrei-me dos blogues ontem à noite e além de um curioso filme caseirinho (State and Main, David Mamet), "ganhei" uma espantosa entrevista na Sic Notícias a António Lobo Antunes. Gostei de ver Rodrigo Guedes de Carvalho nervoso, parecia ter medo de despertar uma fera com alguma pergunta idiota... E com isso perder a entrevista. Correu-lhe bem, contudo (ou talvez por isso). Mas não foi disso que mais gostei. Tenho ainda sérias dificuldades em discorrer sobre a entrevista. Até aquele adjectivo ali atrás fica mal. A ferros ainda me arranco esta: fiquei com a sensação que aquilo que ele diz e insinua tem muito a ver com o "ser escritor". Com um bocadinho daquilo que eu imagino seja o mester da escrita. Algo que raramente sinto quando ouço outros dessa arte.
Um dia ainda lhe hei-de ler um romance.
O Ideias Soltas defendeu aqui na blogoesfera durante algumas semanas uma causa, ou uma micro causa como dizia o outro. Falo da questão "Orquestra Metropolitana de Lisboa". Encerrado o folhetim passou por breves momentos de dúvida,por um " e agora?" Um dilema que certamente já enfrentaram muitos bloggers com blogues fundados, ou não, em causas. Mas, como disse, a hesitação foi breve, há muito mais causas a seguir e assunto para reflexão não tem faltado. Hoje o Carlos sugere:
Mais uma vez grato pela Casa da Música, venho agora chamar a sua atenção para a 1ª reportagem / entrevista de Gabriela Canavilhas, a nova directora da AMEC, eleita a 3 de Novembro.
Por aqui o Adufe também se vai fazendo assim, com Ideia Soltas.
Leia primeiro o texto anterior!
Esta "notícia" NÃO é da TSF:
Ganharam mas querem repetir a guerra por «desportivismo»
Os EUA pediram às Nações Unidas a repetição da Guerra com o Iraque, na Luta contra o Eixo do Mal, porque as provas em que se fundou a guerra não se provaram válidas e a desproporção de força utilizada traduziu-se numa situação «pouco desportiva».
16:30 - 18 de Novembro 03
O tirano Saddam tentou negar possuir armas de destruição massiva para que o Terrorismo fosse combatido em outro lado. No entanto, a crença na existência de armas não saiu da mente do presidente americano e o EUA aproveitaram a oportunidade para fazer e ganhar a guerra.
Agora, os EUA pediram à ONU para que a guerra fosse repetida por respeito ao espírito desportivo com base em novas premissas.
Esta não é uma situação inédita. Já na década de 60, frente ao Vietcongue sucedeu o mesmo, os EUA também pediram para a guerra ser repetida com outras premissas e outros meios, o pedido foi satisfeito e os EUA já têm a Coca- Cola em Saigão há muito tempo.
Notícia da TSF:
Ganharam mas querem repetir o jogo por «desportivismo»
O Lierse pediu à Federação belga a repetição do jogo com o Millen, para a Taça da Bélgica, porque o golo da vitória foi marcado numa situação «pouco desportiva».
16:30 - 18 de Novembro 03
Um jogador do Millen tentou mandar a bola para fora do relvado para que um colega seu fosse assistido. No entanto, a bola não saiu e o Lierse aproveitou a oportunidade para marcar o golo da vitória.
Agora, o Lierse pediu à Federação para o jogo ser repetido por respeito ao espírito desportivo.
Esta não é uma situação inédita. Em 1999 sucedeu o mesmo ao Arsenal que lhe possibilitou a vitória frente ao Sheffield United. O Arsenal também pediu para o jogo ser repetido, o pedido foi satisfeito e o Arsenal voltou a ganhar.
Aconchega os puros esta notícia. Uma raridade.
Do Guerra e Pas via Retorta. Um excerto:
"(...) Esta ocorrência que felizmente parece estar bem resolvida - um jornalista raptado e uma ferida - mostra como os jornalistas enfrentam o paradoxos dos paradoxos - terem de falar de si mesmos e das suas praxis.
A sobriedade foi o véu que cobriu a paralisia e todos ficaram lindamente na fotografia, porque, não tenhamos dúvidas, se fosse uma oficial da GNR a apanhar um tiro, já conheceríamos a sua aldeia, a sua família, os seus colegas, os seus amores, os seus passatempos, o presidente do seu clube teria aparecido com uma camisola e o Governo teria sido trucidado por não ter previsto que havia bandidos armados, intrometidos na guerra. (...) "
Um admirável mundo novo para a Bloga!? a partir de HOJE. Uma experiência ultra liberal num único blogue comunitário: Blogólicos Anónimos.
Uns destes dias hei-de encher este blogue da publicidade
Hei-de coleccionar os anúncios digitais que me cativem e hei-de pô-los aqui. Depois é só olhar para eles fascinado como se tivesse 5 anos e assistisse aos bonecos da Pasta Medicinal Couto ou à eficiência inquestionável do Omo que lava mais branco.
Haverá na internet anúncios que produzam esse fascínio? Falo exclusivamente de Banners... Aceitam-se sugestões!
Senhora da Póvoa 
Senhora da Póvoa
Minha Senhora da Póvoa
Ai, minha boquinha de riso
Minha boquinha de riso
Camoesa
Minha maçã camoesa
Ai, criada no paraíso
Criada no paraíso
Senhora da Póvoa
Minha Senhora da Póvoa
Ai, estás viradinha à terra
Estás viradinha à terra
Virada à terra
Bem podereis vós Senhora
Ai, rogar p'los que andam na guerra
Rogar p'los que andam na guerra
Senhora da Póvoa
Minha Senhora da Póvoa
Ai, pequenina e airosa
Pequenina e airosa
A gente vem
A gente vem de tão longe
Ai, só por ver tão linda rosa
Só por ver tão linda rosa
Popular
Recolha do Orfeão Universitário do Porto
Andavam dois pastorinhos, em tempo que não se pode precisar, a apascentar os seus rebanhos. Os cães que lhe serviam de protecção e auxílio, arremeteram subitamente contra um silvado que vicejava junto a uma fonte, hoje destruída pelo minar do tempo.
Admirados, ávidos de conhecer a causa do chamamento dos fiéis animais, os pastores dirigiram-se para o local. Ficaram estupefactos. Entre as duas silvas, brilhava uma pequena imagem da Virgem Santíssima, rodeada por uma auréola resplandecente. Maravilhados, correram à povoação a participar o caso. Não tardou que o povo organizasse uma procissão e conduzisse solenemente a radiante imagem para a Igreja da freguesia.
A Virgem imaculada, porém, como que querendo eternizar o aprazível lugar, desapareceu do templo, para pouco depois reaparecer no silvado. O povo, vista a vontade insuperável da Virgem Maria, resolveu construir-lhe uma pequena ermida no local do aparecimento, até que, em 1784, com o produto de avultadas esmolas que a Senhora recebia, se construiu a actual capela onde ainda hoje se venera com toda a pompa e luzimento, a milagrosa Virgem Imaculada Senhora da Póvoa.
A festividade realiza-se, no domingo, segunda e terça feira do Espírito Santo (Pentecostes). Foi uma das mais importantes de Portugal e inegavelmente a mais curiosa e característica da Beira Baixa.
Etnografia da Beira – Dr. Jaime Lopes Dias, Volume I, página 21 – 1944
Citado por Américo Valente – Pesquisas
Ora onde é que eu ia... Retomo a novela CRP com mais uma liberdade, a de imprensa e dos meios de comunicação social. Destaco na primeira página deste blogue o quarto e o sexto ponto:
4. O Estado assegura a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e o poder económico, impondo o princípio da especialidade das empresas titulares de órgãos de informação geral, tratando-as e apoiando-as de forma não discriminatória e impedindo a sua concentração, designadamente através de participações múltiplas ou cruzadas.
(...)
6. A estrutura e o funcionamento dos meios de comunicação social do sector público devem salvaguardar a sua independência perante o Governo, a Administração e os demais poderes públicos, bem como assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião.
Será que a constituição está a ser cumprida? A mim parece-me que não...
Artigo 38.º
Liberdade de imprensa e meios de comunicação social
1. É garantida a liberdade de imprensa.
2. A liberdade de imprensa implica:
a) A liberdade de expressão e criação dos jornalistas e colaboradores, bem como a intervenção dos primeiros na orientação editorial dos respectivos órgãos de comunicação social, salvo quando tiverem natureza doutrinária ou confessional;
b) O direito dos jornalistas, nos termos da lei, ao acesso às fontes de informação e à protecção da independência e do sigilo profissionais, bem como o direito de elegerem conselhos de redacção;
c) O direito de fundação de jornais e de quaisquer outras publicações, independentemente de autorização administrativa, caução ou habilitação prévias.
3. A lei assegura, com carácter genérico, a divulgação da titularidade e dos meios de financiamento dos órgãos de comunicação social.
4. O Estado assegura a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e o poder económico, impondo o princípio da especialidade das empresas titulares de órgãos de informação geral, tratando-as e apoiando-as de forma não discriminatória e impedindo a sua concentração, designadamente através de participações múltiplas ou cruzadas.
5. O Estado assegura a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão.
6. A estrutura e o funcionamento dos meios de comunicação social do sector público devem salvaguardar a sua independência perante o Governo, a Administração e os demais poderes públicos, bem como assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião.
7. As estações emissoras de radiodifusão e de radiotelevisão só podem funcionar mediante licença, a conferir por concurso público, nos termos da lei.
TÍTULO II
Direitos, liberdades e garantias
CAPÍTULO I
Direitos, liberdades e garantias pessoais
Constituição da República Portuguesa - V Revisão
Ainda em torno das métricas, a Voz do Deserto está agora mais nítida. Os efeitos da desertificação acentuaram-se no template e o valor dos oasis de palavras sofreu um incremento. Pura economia, uma questão de utilidade crescente.
Reafirmando o amor pela vida mas num registo diferente, a antropometria apresenta-se em grande na blogoesfera!
Uma homenagem a quem se mexe neste País, a quem faz pela vida.
A outra homenagem:
Em segundos
Se há anjos na terra, a minha avó foi um. Respirava bondade. Espalhava serenidade. Não sabia não sorrir. Mal escrevia e no entanto a sua sabedoria era milenar. Em sentimentos, em conselhos, em vida. A sua pequenez física escondia a luz incandescente de alguém maior. Era uma Senhora. A nossa Senhora. Católica de alma e coração, ia todos os dias à missa. Nessa noite, quando voltava, dirigiu-se como sempre à passadeira. Atravessou. Não chegou a casa.
A morte é um acontecimento demais estúpido. Adiantá-la não é preciso.
As distracções repetem-se. A vida não.
de Leite de Creme
Publicado no blogue Homenagem a 17 de Novembro de 2003
Azul mais azul não há. Com o sol chega o frio, a outra face do inverno. Chega a vontade de disparar pelo campo em cima de uma BTT e olhar a Estrela coroada de neve. Olha-la do alto do primeiro cabeço da serra de Santa Marta enquanto recupero o fôlego...
Nunca mais tenho férias!
O Governo sombra anda por aí. Soube já da demissão do Ministro da Economia por falta de solidariedade política dos Secretários de Estado, nada que não se veja no mundo irreal do dia-a-dia. Mas estou certo que não tardará a que se lhe arrange um simpático cargo de direcção em alguma empresa (blogue colectivo?) ao digníssimo e nobilíssimo ex-ministro. [É estranho, até os superlativos soam a pouco de tão gastos estarem pelo uso recente aplicado na convalescença das últimas demissões do tal mundo irreal]
Entretanto, os sempre potenciais Ministros da Justiça - ou prefeririam ser Bastonários ou Presidentes de uma Associação Profissional, enquanto não há vaga no Governo? - premeiam o governo adjectivando-o de inspirado.
Um destes dias haverá remodelação...
Chegou uma febre de testes à blogoesfera. O dos Economistas (já aqui divulgado e executado), o "Que deus da antiguidade és tu?", etc, ...
A coisa promete tornar-se a astrologia da blogoesfera. Felizmente, eu não acredito nessas realidade alternativas, nem eu, nem ela, afinal somos um duo ultra dinâmico.
Sei quem ele é
ele é bom rapaz
um pouco tímido até
vivia no sonho de encontrar o amor
pois seu coração pedia mais,
mais calor

You are Neo, from "The Matrix." You
display a perfect fusion of heroism and
compassion.
What Matrix Persona Are You?
brought to you by Quizilla

You are Trinity, from "The Matrix."
Strong, beautiful- you epitomize the ultimate
heroine.
What Matrix Persona Are You?
brought to you by Quizilla
Ela apareceu
e a beleza dela
desde logo o prendeu
gostam um do outro e agora ele diz
que alcançou na vida o maior bem,
é feliz.
Tchoutchices!
Os Três Dês e a Nota Final (conclusão - série integral em anexo)
3. Dário Sintra
Linha de Sintra, comboio para Lisboa, onze e picos da manhã.
Abrandava o combóio, já trintão e em fim de carreira, ao chegar à gare do Cacém. Lá fora grupinhos de dez, onze pessoas concentravam-se junto às várias portas. No interior eram ainda mais os lugares vazios que ocupados estando nestes últimos muitos estudantes que sairiam já ali, em Benfica, em Campolide ou em Lisboa.
Dário, que entrara em Mem Martins, ajeitou as folhas de apontamentos que viera namoriscando e colocou-as numa curiosa Bolsa do ISEG decorada com uns garridos E’s que se evidenciavam do fundo preto da dita. O nosso estudante aproveita então para observar os seus novos companheiros de banco que acabavam de se sentar, mas antes de ter passado os olhos pelos cinco, o novo vizinho do lugar à sua frente prende-lhe de imediato a atenção. O homem com 60, 70 anos não parava de emitir consecutivamente sons produzidos por um estranho ritual entre os lábios, as gengivas, os dentes, a língua, o nariz e os pulmões! Após o primeiro choque, Dário troca finalmente de olhar com os outros passageiros de banco que, contudo, se revelam já habituados àquela festa a que, por certo, haviam assistido de antemão enquanto esperavam na gare. Ainda assim, uma rapariga que se sentara ao lado do “músico” franzia periodicamente o sobrolho sempre que algum som mais estridente era emitido. Olhou para o Dário e apercebendo-se de semelhante reacção encolheu os ombros e sorriu, este, ainda não rendido à orquestração, fez mais uma careta de convicta desaprovação fiando-se no constrangimento que o velhote pudesse sentir quando se apercebesse que estava a ser descaradamente observado. Resultado: a situação permaneceu e alguns segundos depois foi substituída por uma variação mais coordenada e irritante.
Chegados a Queluz o homem levantou-se, calou-se... e depressa teve saudades do arranjo musical pois passados uns escasso instantes prosseguiu com a melodia até sair do combóio. Com ele saiu também a rapariga e ainda os outros ocupantes do banco. Quase automaticamente eis que todo o banco se enche de novo.
Para a nova história - ou será estória? - interessa apenas o substituto do músico que é nada mais nada menos que o jornal “O Bola” com pernas e braços (ou então alguém completamente enfronhado no jornal que só por instinto deu com o lugar e não se sentou no chão ou ao colo de alguém); interessam ainda duas raparigas, amigas, que entusiasticamente falam de um festival paroquial de música. Ora ouçam...
- Ah Tita! Este ano as canções foram o máximo!
- Sim também acho - respondeu a que se sentara ao lado do Dário que, entretanto, olhava fixamente um ponto imaginário que passava a alta velocidade pela janela a que se encostara.
- Mas Mí, também houve duas horríveis, foram boas músicas mas as vozes eram simplesmente horríveis! Então e a da Cila!? Um pavor!
- E a da Lolinhas?... a namorada do Dado, Tita!
- Ah. Siiiim!
- A melodia até ‘tava gira, mas a letra “...mortos de olhos no infinito, crianças oprimidas...” que horror!
- Oh Mí, mas essa foi no ano passado!
- Pois é que coisa! Olha para o ano já não posso ser do juri. A Pita mais o Cristas convidaram-me para compor a música e se calhar até vou tocar.
- Que bom, mas olha, tudo menos pandeiretas como as do Chininho. Até fiquei a zunir.
-Hi, Hi! Olha estão a pensar tocar aquele... aquele feito de pele que se toca com as mãos, mas não é um tambor...como é que se chama? - O leitor de “ A Bola” baixou o jornal e disse:
- Pandeireta?
- Não! Que disparate!
- Adufe?! -diz o Dário, quase involuntariamente, ainda olhando fixamente um ponto imaginário que passava a alta velocidade pela janela a que se havia encostado.
- Isso, o adufe!
- Ããh...pois...o adufu...pois...não conheço Mí...
Desde este dia que Dário, sujeito de alma sensível e facilmente impressionável, pode ser encontrado a vender a revista Cais na vã esperança de reunir dinheiro para comprar um Walkman bem potente, ou um Carro que ande, ou um Helicóptero que voe para assim poder voltar aos seus estudos em Lisboa.
Qualquer semelhança entre esta história e suas personagens com factos e pessoas reais não é mera coincidência mas para lá caminha.
Fim
MC White - 1994
[a nota final, em anexo, data também de 1994 ano em que me iniciara num cursor superior. Ano marcado por grandes manisfestações estudantis contra as propinas... A vaga anterior à actual, chamemos-lhe assim. Manuela Ferreira Leite era Ministra da Educação.]
Os Três Dês e a Nota Final
1. Diogo Campos
Por vastas planícies de cores suaves, com uma brisa morna, perfumada de odores maduros, surgiu aos olhos observadores de um “desconhecido” a silhueta de um qualquer felino que se passeava elegantemente umas dezenas de metros à sua frente. O animal caminhava lentamente não se distraindo por muito tempo da extensa linha do horizonte. Sem surpresa deparou com o “desconhecido” não lhe dedicando importância além de uns... cinco segundos, foi assim: primeiro olhou para o indíviduo, depois parou, olhou em volta, voltou a olhar desta vez bem de frente enquanto levantava a cabeça como que farejando o ar e, da forma serena como tinha parado, retomou o passo.
Um barulho no restolho em volta do “desconhecido” alertou-o. Não podendo ser grande bicho que por ali andava sem que o restolho o descobrisse, resolveu espreitar... E logo viu sair velozmente um empertigado lagartão que, indignado com a indiscrição do sujeito, mantinha a cabeça bem elevada enquanto se deslocava convictamente para o cimo de um pequeno penedo, ali ao lado, coroando-se com a luz que lá chegava.
Diogo, o nosso desconhecido observador, mirou o céu que trazia o sol já perto do horizonte e pôs-se a caminho do monte Trigueiro, destino da sua missão. Descendo por uma pequena vereda logo regressou à servidão de que se havia desviado há pouco, tendo-se-lhe juntado mais adiante o pequeno felino que sempre elegentemente, agitando a sua cauda cinzenta listrada de preto bem vivo, seguia um pouco à frente, olhando periodicamente para trás.
Com o decorrer das passadas Diogo notou que a pardalada se ia agitando em busca de repouso nas árvores e arbustos que eram sem dúvida mais numerosos em volta do caminho que no resto da planície.
Mais uns passos, uma ligeira subida e ali estava ele no Monte Trigueiro. Deu duas assobiadelas gritou “Carteiro!” e de pronto surgiu o Senhor Doutor Alfredo que simpaticamente, como sempre, o convidou a repousar no alpendre enquanto Dona Joaquina lhe servia um copo de água fresca. Bebeu a água e feita a entrega não se deteve dirigindo-se ao outro extremo do monte onde à porta da loja dos ferros estava já o Ti Fernando com a sua “...consertada e afinada...” bicicleta montesa.
Agradeceu a Ti Fernando e, desculpando-se com a hora, partiu para casa com o pequeno felino na agora completamente vazia sacola de carteiro. Uma boa refeição esperava-os.
MC White - Setembro de 1993
2. David Urbano
Metropolitano de Lisboa, três e meia da tarde. Lá fora, nas estações, a agitação era pouca, as caras sucediam-se dispersas pelas gares, os olhos raramente se desprendiam do infinito para procurar algo, e menos ainda para procurar outros olhos. Quando por acaso esse milagre acontecia, quando por acaso os olhares se cruzavam, um milagre ainda mais raro poderia então ocorrer, poderiam partilhar-se perguntas, emoções, sentimentos, histórias do dia que se vivia ou de toda uma vida. Tudo durante poucas fracções de segundo.
Um pouco como um jogador de roleta (russa), David arriscava-se nesse jogo perigoso de se mostrar aos outros, sem saber se o que veria seria uma imagem cautelosamente distorcida ou simplesmente escondida atrás de um espelho impenetrável; sem saber se a imagem seria enfeitiçante ou surprendentemente surprendente...David jogava, certo que nunca poderia antever até que ponto se expunha. À sua maneira achava-se um cruzado, um combatente pacífico em busca da valiosa arca escondida. Alguém que só pilharia se movido por perniciosa ingenuidade, imperceptível egoismo ou puro mau jeito.
Não vos digo qual será a sua sorte, sei apenas que pilhará muitas arcas, a muita gente.
MC White - Março de 1995
3. Dário Sintra
Linha de Sintra, comboio para Lisboa, onze e picos da manhã.
Abrandava o combóio, já trintão e em fim de carreira, ao chegar à gare do Cacém. Lá fora grupinhos de dez, onze pessoas concentravam-se junto às várias portas. No interior eram ainda mais os lugares vazios que ocupados estando nestes últimos muitos estudantes que sairiam já ali, em Benfica, em Campolide ou em Lisboa.
Dário, que entrara em Mem Martins, ajeitou as folhas de apontamentos que viera namoriscando e colocou-as numa curiosa Bolsa do ISEG decorada com uns garridos E’s que se evidenciavam do fundo preto do dita. O nosso estudante aproveita então para observar os seus novos companheiros de banco que acabavam de se sentar, mas antes de ter passado os olhos pelos cinco, o novo vizinho do lugar à sua frente prende-lhe de imediato a atenção. O homem com 60, 70 anos não parava de emitir consecutivamente sons produzidos por um estranho ritual entre os lábios, as gengivas, os dentes, a língua, o nariz e os pulmões! Após o primeiro choque, Dário troca finalmente de olhar com os outros passageiros de banco que, contudo, se revelam já habituados àquela festa a que, por certo, haviam assistido de antemão enquanto esperavam na gare. Ainda assim, uma rapariga que se sentara ao lado do “músico” franzia periodicamente o sobrolho sempre que algum som mais estridente era emitido. Olhou para o Dário e apercebendo-se de semelhante reacção encolheu os ombros e sorriu, este, ainda não rendido à orquestração, fez mais uma careta de convicta desaprovação fiando-se no constrangimento que o velhote pudesse sentir quando se apercebesse que estava a ser descaradamente observado. Resultado: a situação permaneceu e alguns segundos depois foi substituída por uma variação mais coordenada e irritante.
Chegados a Queluz o homem levantou-se, calou-se... e depressa teve saudades do arranjo musical pois passados uns escasso instantes prosseguiu com a melodia até sair do combóio. Com ele saiu também a rapariga e ainda os outros ocupantes do banco. Quase automaticamente eis que todo o banco se enche de novo.
Para a nova história - ou será estória? - interessa apenas o substituto do músico que é nada mais nada menos que o jornal “O Bola” com pernas e braços (ou então alguém completamente enfronhado no jornal que só por instinto deu com o lugar e não se sentou no chão ou ao colo de alguém); interessam ainda duas raparigas, amigas, que entusiasticamente falam de um festival paroquial de música. Ora ouçam...
- Ah Tita! Este ano as canções foram o máximo!
- Sim também acho - respondeu a que se sentara ao lado do Dário que, entretanto, olhava fixamente um ponto imaginário que passava a alta velocidade pela janela a que se encostara.
- Mas Mí, também houve duas horríveis, foram boas músicas mas as vozes eram simplesmente horríveis! Então e a da Cila!? Um pavor!
- E a da Lolinhas?... a namorada do Dado, Tita!
- Ah. Siiiim!
- A melodia até ‘tava gira, mas a letra “...mortos de olhos no infinito, crianças oprimidas...” que horror!
- Oh Mí, mas essa foi no ano passado!
- Pois é que coisa! Olha para o ano já não posso ser do juri. A Pita mais o Cristas convidaram-me para compor a música e se calhar até vou tocar.
- Que bom, mas olha, tudo menos pandeiretas como as do Chininho. Até fiquei a zunir.
-Hi, Hi! Olha estão a pensar tocar aquele... aquele feito de pele que se toca com as mãos, mas não é um tambor...como é que se chama? - O leitor de “ A Bola” baixou o jornal e disse:
- Pandeireta?
- Não! Que disparate!
- Adufe?! -diz o Dário, quase involuntariamente, ainda olhando fixamente um ponto imaginário que passava a alta velocidade pela janela a que se havia encostado.
- Isso, o adufe!
- Ããh...pois...o adufu...pois...não conheço Mí...
Desde este dia que Dário, sujeito de alma sensível e facilmente impressionável, pode ser encontrado a vender a revista Cais na vã esperança de reunir dinheiro para comprar um Walkman bem potente, ou um Carro que ande, ou um Helicóptero que voe para assim poder voltar aos seus estudos em Lisboa.
Qualquer semelhança entre esta história e suas personagens com factos e pessoas reais não é mera coincidência mas para lá caminha.
MC White - 1994
Nota Final
Despeço-me fazendo votos que os censores oficiais dos SAS-UTL e do respectivo ministério da tutela não encontrem nas minhas palavras motivo de exercício das suas dignissimas funções pedagogico-educativas. [Havia poucos dias que andara fugindo à frente dos cassetetes do Corpo de Intervenção algures na Rua de São Bento].
Viva a senhora doutora Manuela Ferreira Leite! E para a ministra não hánadanadanada? TUDO! ÉFEÉRREÁÁ..... NOVEMBRO is looking at you kid!
Já agora, cá para nós que ninguém nos lê, ó Manela - posso tratá-la por Sra. Dra. Manela não posso?... Prontos! Ouvi dizer que há aí uma faculdade de economia muita boa !... Sim! Fica ali pró pé da Rua de Campolide, vê-se do combóio!... Ali bem ao pé do futuro Windy Couple Boulevard! Disseram-me que têm vagas para docentes com experiência governativa,... isso! Têm vaga pra todos, pró Edu, pró Silva... O Alfredo de Sousa?! Então não sabe que ele... Pois é finou-se... Ah, já se lembra? O Silva chorou muito nesse dia? Coitado, faço ideia. Mas pronto não se esqueça do que eu lhe disse tá bem? É uma carreira excelente, muito prestigiante e bem paga. Pronto... Para si também. Adeuzinho. Ora essa... Sempre às ordens. Vivó PPD-PSD!... Como? Só PSD?! Mas o nosso presidente... não! O Santana diz isso!... Prontos 'tá bem, como queira. Adeus, com licença, sim... AH! Tá lá! Só mais uma coisa, se vir o Nandinho Nogueira dê-lhe os meus cumprimentos e diga-lhe que está muito bem no cartaz! Está melhor do que o do Toní Guto! Aqueles tons azuis e brancos no Background estilo folheto das Testemunhas de Jeová está o máximo! Não desfazendo nas testemunhas naturalmente! Tá bem?... Pronto. Muito obrigado. Cumprimentos à família.
Autor identificado
Os Três Dês e a Nota Final (continuação)
2. David Urbano
Metropolitano de Lisboa, três e meia da tarde. Lá fora, nas estações, a agitação era pouca, as caras sucediam-se dispersas pelas gares, os olhos raramente se desprendiam do infinito para procurar algo, e menos ainda para procurar outros olhos. Quando por acaso esse milagre acontecia, quando por acaso os olhares se cruzavam, um milagre ainda mais raro poderia então ocorrer, poderiam partilhar-se perguntas, emoções, sentimentos, histórias do dia que se vivia ou de toda uma vida. Tudo durante poucas fracções de segundo.
Um pouco como um jogador de roleta (russa), David arriscava-se nesse jogo perigoso de se mostrar aos outros, sem saber se o que veria seria uma imagem cautelosamente distorcida ou simplesmente escondida atrás de um espelho impenetrável; sem saber se a imagem seria enfeitiçante ou surprendentemente surprendente...David jogava, certo que nunca poderia antever até que ponto se expunha. À sua maneira achava-se um cruzado, um combatente pacífico em busca da valiosa arca escondida. Alguém que só pilharia se movido por perniciosa ingenuidade, imperceptível egoismo ou puro mau jeito.
Não vos digo qual será a sua sorte, sei apenas que pilhará muitas arcas, a muita gente.
MC White - Março de 1995
(1º Episódio aqui falta editar: 3º Dário Sintra e a Nota Final)
Os Três Dês e a Nota Final
1. Diogo Campos
Por vastas planícies de cores suaves, com uma brisa morna, perfumada de odores maduros, surgiu aos olhos observadores de um “desconhecido” a silhueta de um qualquer felino que se passeava elegantemente umas dezenas de metros à sua frente. O animal caminhava lentamente não se distraindo por muito tempo da extensa linha do horizonte. Sem surpresa deparou com o “desconhecido” não lhe dedicando importância além de uns... cinco segundos, foi assim: primeiro olhou para o indivíduo, depois parou, olhou em volta, voltou a olhar desta vez bem de frente enquanto levantava a cabeça como que farejando o ar e, da forma serena como tinha parado, retomou o passo. Deixemos o felino em paz por uns instantes e concentremo-nos no "desconhecido".
Um barulho no restolho em volta do “desconhecido” alertou-o. Não podendo ser grande bicho que por ali andava sem que o restolho o descobrisse, resolveu espreitar... E logo viu sair velozmente um empertigado lagartão que, indignado com a indiscrição do sujeito, mantinha a cabeça bem elevada enquanto se deslocava convictamente para o cimo de um pequeno penedo, ali ao lado, coroando-se com a luz que lá chegava.
Diogo, o nosso desconhecido observador, mirou o céu que trazia o sol já perto do horizonte e pôs-se a caminho do monte Trigueiro, destino da sua missão.
Descendo por uma pequena vereda logo regressou à servidão de que se havia desviado há pouco, tendo-se-lhe juntado mais adiante o pequeno felino que sempre elegantemente, agitando a sua cauda cinzenta entremeada de pretos e brancos bem vivos, seguia um pouco à frente, olhando periodicamente para trás.
Com o decorrer das passadas, Diogo notou que a pardalada se ia agitando em busca de repouso nas árvores e arbustos que eram sem dúvida mais numerosos em volta do caminho que no resto da planície.
Mais uns passos, uma ligeira subida e ali estava ele no Monte Trigueiro. Deu duas assobiadelas, gritou “Carteiro!” e de pronto surgiu o Senhor Doutor Alfredo que simpaticamente, como sempre, o convidou a repousar no alpendre enquanto Dona Joaquina lhe servia um copo de água fresca. Bebeu a água e feita a entrega não se deteve dirigindo-se ao outro extremo do monte onde à porta da loja dos ferros estava já o Ti Fernando com a sua “...consertada e afinada...” bicicleta montesa.
Agradeceu a Ti Fernando e, desculpando-se com a hora, partiu para casa com o pequeno felino na agora completamente vazia sacola de carteiro. Uma boa refeição esperava-os.
MC White - Setembro de 1993
(Continua com:
2. David Urbano
3. Dário Sintra e a Nota Final que provará que 10 anos depois está quase tudo no mesmo sítio, moscas inclusive)
Eu tenho alguma falta de respeito pelos leitores. Só assim se explica que escreva directamente aqui, muitas vezes sem reler ou rever eventuais erros...
Tento uma desculpa: se me levar demasiado a sério, se vos levar demasiado a sério, metade do que aqui escrevo nunca faria o percurso das sinapses do cérebro aos nervos que controlam os dedos da mão. Mal ou bem prefiro ir escrevendo, publicando e, depois de ver a "impressão", ir corrigindo ou mesmo apagando.
Se a explicação não vos satisfaz... Bem, afinal a pergunta não é real, foi apenas uma indignação do leitor imaginário para quem escrevo estas e todas as linhas. Por isso é melhor ficar-me por um "Vai-te deitar malandro!"
Neste típico dia de tempestade um inesperado luar banhava o mar da palha há pouco.
Visto de outro lado pareceria sinistro, compondo na perfeição um postal nocturno de Outono: árvores rangendo, estranhos objectos vagueando pelo ar e aquela luz coada que polvinhava de reflexos metálicos as faces húmidas da cidade... Mas visto de cima da ponte 25 de Abril era sublime aquela luz.
Deve estar quase a amanhecer no Iraque.
... a não perder esta reflexão do Paulo Querido: "Blogs: o poder ao indivíduo"
"Nos últimos dias, fui assaltado por um dos maiores terrores de qualquer macho de meia idade."
Annus Mirabilis in The Old Man
Assim começa mais um belo texto. Gosto muito de ler o velhote. Pronto, por agora é só isto.
Não serve de grande coisa, mas fica o desejo de um ouvinte de há muitos anos: que tudo corra bem para o Carlos Raleiras. Só hoje lhe conheci a cara, só hoje ele foi notícia.
"De acordo com os resultados do Inquérito ao Emprego obtidos para o 3º trimestre de 2003, a taxa de actividade é de 51,7% e a taxa de desemprego é de 6,3%. Em termos homólogos, o número de empregados decresce 1,1% e o número de desempregados cresce 22,5%."
in INE
Lá fora algum desgraçado bozina desalmadamente entalado pelo avanço do estacionamento em segunda fila.
Mais em cima o céu mostra-se em tons propícios a receber de prenda expressões caracterizadoras que envolvem comparações com metais pesados. Ao virar da esquina o Cinema Londres aperalta-se para reabrir segunda-feira com cara lavada.
Do parapeito do terraço do hotel ninguém espreita curioso o horizonte de Lisboa, ou ouve o lamento do automóvel.
A menos de meio metro da cara o INE apela ao tio patinhas que há em nós com a palavra mágica: GRÁTIS!

Estou há horas agarrado ao computador. Não tenho andado nos blogues, tenho andando com estatísticas a tombos. Preparando uma ainda magra e rombuda tese.
Hoje o conjunto de variáveis no esmerilador refere-se à Educação: Estabelecimentos, docentes, alunos.
Devido aos deficientes dados estatísticos das nossas ilhas lá queimei mais uma variável.
Ando contra a corrente dominante em muitos estudos de âmbito nacional que visem o detalhe municipal. É costume reduzir o país a 275 concelhos, esquecendo as ilhas. Eu vou insistindo em incluir os Açores e a Madeira neste país. Há problemas de comunicação mas não será por aí que deixarei de partir o país às fatias com razoável rigor científico.
Por agora elejo as Lajes das Flores como o concelho com mais aberrações estatísticas. É raro não surgir a representar um dos extremos, seja na Cultura, na Saúde, na Educação, na Justiça... é raro não ser o mais menos de todos.
Como dizia um colega a propósito do teste: "Realmente acho que o que se pode dizer é que todos os economistas são... complicados.
Basta olhar para cada uma das opções. Não existe nem uma delas que tenha menos de 5/6 linhas!"
Adiante! O teste junta Keynesianos e NeoClássicos no mesmo saco. Curioso...
A quem interesse tive 35 em 100 quanto ao ser ou não um discípulo da escola Austríaca. Das 25 perguntas revelei-me:
Esc. Chicago em 3
Esc. Austríaca em 2
Esc. Comunista em 0
e
Esc. Keynesiana em 20!
Nada que me surpreenda, afinal.
(original: 2003-11-13 14:51:57)
Eis as respostas!
Houve algumas indecisões e poderia ter mais duas ou três respostas em linha com Chicago, mas no final deu nisto. Falta uma quinta via, apesar de tudo! :-)
Your score is: 35 out of 100.
Each question is followed by an Austrian School answer (4 points), a Chicago School answer (2 points), a Keynesian-Neoclassical School answer (1 point), and a Socialist answer (no points)--all broadly defined.
Thank You Rui (fogueiralusa@yahoo.com) for taking the Mises Quiz "Are You an Austrian?". You will find the results below.
1. What is the correct economic status of private property?
A. Property is a naturally arising relationship between human beings and material things. Property and enforceable property rights make possible economic calculation, a wider and more productive division of labor, and therefore increasing levels of prosperity. Indeed, civilization itself is inconceivable in the absence of private property. Any encroachment on property results in loss of freedom and prosperity. The Austrian answer. http://www.mises.org/libprop.asp
B. Property is at the heart of most serious inequalities and oppressions in modern civilization. Only by regulation, transfer payments, redistribution of property, and common ownership can society arrive at fairness, justice, and human dignity for all. Socialist answer
C. Property is an important component of our social system but its status as a "right" is contingent. It must be subject to regulation and modification for the general good. The state must intervene to prevent abuses of economic power, even at the cost of reducing traditional prerogatives of owners. Keynesian/Neoclassical answer
D. Property is central to prosperity and economic growth. Accordingly, it is of the utmost importance that the state, or more abstractly the law, maintain and modify the bundle of property rights in such a way as to allocate transactions costs in such a way as to promote maximum growth and economic efficiency. Property does not arise naturally, but is the end product of the legal system. Chicago answer
Your answer: C
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: A
The Austrian answer. http://www.mises.org/libprop.asp
2. What is the proper method to conduct research in economic science?
A. The economist should not mimic the behavior of the natural scientists, because the social sciences involve human beings. Human action is characterized by intentional behavior, which involves the rational use of means to achieve desired ends. The very subject matter of economics—capital goods, money, wage rates, etc.—is not defined by physical or chemical properties, but instead by the mental or subjective attitudes that human minds take toward these things. Consequently, the proper method for an economist is to start with self-evident axioms—such as that people try to achieve the highest satisfaction at the lowest cost—and logically deduce conclusions from them. The Austrian answer: http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=3
B. Like the physicist, the economist (if he wants to be scientific) should construct a precise model that yields quantitative predictions about economic variables, such as GDP and unemployment. Then the economist should test those predictions against the actual data as collected by statistical researchers. At any given time, the best explanation or "theory" of a certain economic phenomenon is that model which yields the best fit between predictions and actual data. The Chicago answer
C. The question is misleading; economics cannot really be scientific in the conventional sense of the term. In physics we have fixed "laws" that are the same in every society and every time period. In contrast, there are no fixed laws in economics. The economist might study a certain historical episode and conclude that, say, rent control didn’t achieve its objectives when it was tried in Manhattan after World War II. Nonetheless, it may still be true that rent control could work in Paris in 2004 if the people in charge take care to avoid the mistakes of the past. There is no distinctly Keynesian answer. This is a historical school answer.
D. To be scientific, we need to modify the traditional economistic approach of viewing society as nothing but a collection of atomistic, egoistic individuals. In reality, human beings consider themselves to be part of a greater social whole. A more fruitful avenue of research would be to study the complex groups with which people identify, whether class, race, or sex. Such an analysis would reveal the undeniable power of relationships in society, and give a much better understanding of economic events than typical, simplistic economic models. The Socialist answer
Your answer: C
There is no distinctly Keynesian answer. This is a historical school answer.
For optimal results the answer must be: A
The Austrian answer: http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=3
3. What is the reason for the interest rate, and should the rate be regulated?
A. Interest payments compensate investors for their loss of liquidity when they sink cash into a business project or lend it out for a certain period; the interest rate is the price of liquidity. Interest is a monetary phenomenon, not a "real" one (as the classical economists thought). Modern economics recognizes the role of expectations or what might generically be called "confidence in the future." For example, if the interest rate jumps from 5% to 10%, this does not mean that people have become more oriented towards present consumption; it could simply reflect heightened anxiety about the economy. Government manipulation of the interest rate is certainly one of several tools needed to smooth economic fluctuations, but by itself this approach is relatively impotent. If everyone fears a worsening recession, employers will not hire more workers or build more factories, no matter how low the interest rate is pushed. Keynesian answer
B. Interest payments are a return on capital, and the interest rate in equilibrium equals the marginal product of capital. The situation is perfectly analogous to labor, where the wage rate equals the marginal product of labor. There are various technological recipes yielding output at various future dates, and consumers have preferences for consumption at various future dates. On the margin, present consumption will be preferred to future consumption, and an extra unit of capital invested will yield an increment in output (available in the future) that just makes the consumer indifferent between consuming now or waiting an additional unit of time and consuming the higher yield made possible by the productivity of capital. The government should not meddle with interest rates, for the same reasons that the government should not meddle with wage rates. Chicago answer
C. "Interest" is just a codeword for profit; a capitalist earns interest when he spends less on wages and raw materials than he earns from selling the final product. This surplus value arises from the exploited workers hired by the capitalist. Under the wage system, workers are paid the bare minimum they need to survive, even though the full product of their labor far exceeds their compensation from the employer. In this respect, the wage system is no different from traditional slavery, where the slave owner keeps the product yielded by his slaves’ toil, and from this fund only "pays" them enough to maintain their bare survival. Obviously interest is a barbaric feature of capitalist societies, and will disappear once the system of wage slavery is overturned. The socialist answer
D. Interest payments reflect the higher value of present goods over future goods. Other things equal, everyone wants to consume sooner rather than later. The current price of a computer might be $1,000, but the price of a claim to a computer delivered in one year would currently sell for less than that, say $900. An entrepreneur might invest $900 in labor and raw materials in order to sell a product next year for $1,000; his implicit interest return is due to the fact that the factors of production represent technological "claims" on future consumption goods, and thus their current price (the $900) is less than their ultimate sale price ($1,000). Obviously the government need not interfere with the market interest rate, since it merely reflects the subjective premium individuals place on a marginal present good over a marginal future good. The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=10
Your answer: A
Keynesian answer
For optimal results the answer must be: D
The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=10
4. What is the economic impact of saving?
A. In normal times, saving is not economically harmful but in a recessionary environment it can cause the economy to spiral downward. Saving reduces consumer spending and may not be translated into investment spending because of investor pessimism. This will reduce total demand in the economy and lead to unemployment. One way of
correcting this is to expand the money supply to keep interest rates low. This will support private investment and stimulate total spending in the economy. Fiscal and monetary managers need to implement policies that discourage hoarding and encourage current expenditure. As for saving over the life cycle of individuals, we need a social safety net that will provide for people in their older years. Keynesian/Neoclassical answer
B. The vast accumulation of wealth within select classes and families creates an economic oligarchy that shuts out those who cannot gain a foothold within the economic system. Inheritance taxes, and taxes on dividends, are essential to a society that values equality. After all, the yield from vast bank accounts really amounts to unearned income. No society can tolerate some people living off interest while others live paycheck-to-paycheck off the meager sums offered by minimum wages. Socialist answer
C. Saving (which means forestalling current consumption) is essential for capital formation, but there is no socially optimal ratio of consumption to saving that should predominate in society. It all depends on the social rate of time preference, that is, the extent to which people prefer goods sooner to later. Individuals may choose consumption over investment or vice- versa. Government intervention can skew these choices, subsidizing or taxing savings or consumption or both. In order to have the mix reflect the most economical choices, government should have no policy toward saving, even in the case of saving for old age. The Austrian answer. http://www.mises.org/humanaction/chap18sec9.asp
D. There is no investment, and hence no economic growth, without saving. For this reason, the encouragement of saving should be an economic priority. Inflation discourages savings, which is a major reason why a policy of stable money should be the central-banking policy. Empirical studies show that saving takes place over the life-cycle of individuals. Miscalculations can occur, which is why the government might need to encourage private retirement accounts, a system that is more efficient than Social Security because it yields higher returns. The Chicago answer.
Your answer: A
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: C
The Austrian answer. http://www.mises.org/humanaction/chap18sec9.asp
5. What is the source of economic value?
A. Physical objects such as a banana or an automobile do not possess intrinsic economic value. On the contrary, only a human mind can attribute value to such items, and only then do economists classify them as goods. An object is valuable only because there is at least one human being who believes that this object can help satisfy his or her subjective desires. For example, even if a particular root cures cancer, if no one knows this fact, then the root has no economic value, and people will not trade money for it. Consequently, value is caused by an individual's subjective desires and his or her beliefs about the causal properties of a particular item. The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=4
B. The value of a commodity is equal to the amount of total labor used in its construction. If one bicycle has the same market value as, say, 500 eggs, then we can write 1 bicycle = 500 eggs. In what does this equality consist? Obviously the bicycle is not "equal" to the eggs because of any of its physical properties. If we examine the matter carefully, we will conclude that the one thing that the two have in common is the amount of labor used in their construction. The socialist answer.
C. The value of a good is determined by the interdependence of supply and demand, or what might be called the interaction of cost and utility. In contrast to some schools of thought, which try to explain value on the basis of utility alone, the correct approach is that of Alfred Marshall, who realized that economic value is due to both subjective preferences and to objective technological conditions. To see this most clearly, consider that if the costs of production go up for a particular good, in the new equilibrium its final price must be that much higher. Chicago answer
D. Economic value is a complex matter that cannot be explained through simple formulas. To understand why the people in a particular society value some things more than others, we must study their culture and history. For example, a Native American tribe might have valued a particular animal as sacred. The white Europeans, of course, did not share this value system and thus slaughtered the animals. The same is true of a good or service on the market. Historical School (there is no distinctly Keynesian answer to this question)
Your answer: A
The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=4
You chose the Austrian Answer!
6. What is money and how does it originate?
A. Money can emerge from barter, but private interests will probably not develop it to suit the needs of a modern economy. We need central banks to sustain the financial sector. Efforts to manipulate the economy using the money supply will at best fail, and at worst cause severe problems. Monetary authorities should not increase the money supply at their discretion. They should increase it at a steady rate, matching the long term growth rate of the economy. Chicago answer
B. Money is a vehicle for exploitation that distorts real values. Money is neither necessary nor desirable, but is an arbitrary artifact of history. Social progress will lead to revolutionary social changes, including the elimination of money. This will end exploitation and result in a society that aims at satisfying real values, instead of aiming at private financial profit. Socialist answer
C. Money always emerges out of barter. The difficulties of finding trading partners under barter systems results in the emergence of commodity monies. Durable, portable, and divisible commodities, like gold and silver, typically fit the bill as money best. Money and related institutions emerge as an unintended consequence of self interested trading. The evolution of such institutions is best left to the competitive market forces that created them in the first place, as governmental intervention will result in inflation and other distortions. Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/money.pdf
D. Money is a creature of the state. Sound monetary institutions require planning and a central bank. Central banks can also stabilize markets. Central bankers can counteract booms and busts in the private sector by expanding the money supply during recessions and slowing it during booms. Public control of the institution of money is key to running the economy. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: D
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/money.pdf
7. What causes the business cycle?
A. Variations in the money supply cause GDP growth to deviate from its general trend. Absent these variations the economy is relatively stable. Variations in the money supply cause inflationary booms and crashes. Lags in the adjustment of wages with these cycles mean that financial booms and busts will entail significant changes in unemployment rates. Chicago answer
B. Competition in the face of declining profits and increasing monopolization generates increasingly large crises under capitalism. Capitalists invest in labor saving devices to keep unemployment high and wages down. Competition leads to falling profit rates and crashes. Some capitalists will then get good deals on capital from bankrupt capitalists, raising their profitability for the moment. However, the tendency of capitalism to reduce profit rates will lead to further unemployment and another crash. Socialist answer
C. Expansion of the money supply artificially reduces interest rates. This causes a boom in consumer and investor spending. With businesses thinking longer term, and consumers thinking shorter term, a discoordination emerges in the economy. The time relationship between saving and investment, production and consumption, is disrupted. Market processes reveal that many investments are not really profitable but instead are clusters of errors. Businesses then liquidate these investments, causing a recession. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=12
D. Booms begin in excessive optimism, often prompted by technological shifts, resulting in speculative frenzies. Deficient total spending then causes recessions/depressions. When total savings exceed total investment, total spending on goods falls. This decreases the demand for labor to produce these goods. Then pessimism among business investors leads to insufficient aggregate demand and economic hard times. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: D
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=12
8. What is the right anti-recession policy?
A. Recessions serve as a reminder to society that laissez-faire is a failed policy. Policymakers should learn from recessions that it is long past time to reign in stock speculators and out-of-control corporations. More sectors should be brought under public control, even if it means nationalizing industry. We owe it to the real victims of boom and bust: the workers. Socialist answer
B. The recession reveals underlying discoordinations and malinvestments brought about through reckless monetary policy. It is an essential phase that should be permitted to run its course. Countercyclical policy is counterproductive. Future recessions can be prevented by reforming the monetary system that creates the boom in the first place. Austrian answer
C. The Federal Reserve can stimulate the economy through low interest rates, and Congress can increase aggregate demand, even if it results in deficits. Once the economy gets back on course, the Fed can permit rates to rise and Congress can curtail spending. Chicago answer
D. In addition to traditional fiscal and monetary measures, it is essential that government protect industries hit particularly hard during recession. Government should also protect workers from layoffs and provide benefits for the unemployed. Consumers should not to hoard cash but rather spend, while the business sector should freely borrow from both banks and government to restore a productive equilibrium. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: D
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: B
Austrian answer
9. How viable is socialism?
A. Capitalism is productive but capitalists themselves, left to their own devices, put profit before people, and selfishly discount the interests of workers and consumers. Institutions in society such as labor unions, minimum wages, antitrust regulation, child labor laws, safety regulations, and other legal structures, are essential to bridging the conflict between capitalists and workers/consumers. Public ownership is essential in some sectors such as utilities and education while private ownership seems to work in other sectors, provided regulation is present. In establishing such institutions, we have learned from the socialists. We should stop treating socialism as if it were some kind of bogeyman. Keynesian/Neoclassical answer
B. Socialism is an eminently viable option, one to which history is inexorably leading. But it faces resistance because of the influence that business interests exert over current political systems. How can socialism work? As with wartime planning, socialist planners can watch inventories of goods and increase (decrease) prices when inventories fall (rise), and adjust prices to match consumer demand. They can also direct local managers to carry out production and innovation efficiently. This kind of trial-and-error process conducted by people of good will can work at least as well as the market, and without the social cost. Socialism is not rocket science; it is viable and may work better than capitalism. Socialist answer
C. Experience has shown thus far that free enterprise has been more productive than most known socialist experiments. This may be due to the lack of incentives to produce or it could be due to the poor quality of planning under socialism. A completely unregulated market, however, has its share of failures as well, which is why it must be tempered in some respects. In any case, it is futile to search for a general theory that allows us to say, a priori, that all socialist planning fails. History shows us that some forms of central planning do work. Central bankers engage in planning, as do judges and regulators, and rather successfully so. The desirability of government intervention beyond its role as a rule maker and enforcer will depend upon the severity of market imperfections compared to governmental imperfections. Chicago answer
D. Common ownership of the means of production (e.g., factories) precludes markets for capital goods (e.g., factory machinery). Absent market prices emerging from exchange within a framework of private property, there is no profit and loss and thus no rational basis for directing the use of capital goods towards the most urgent consumer demands in the least-cost manner. In contrast, private owners of capital employ property and use market signals (prices, including wages and interest) as guides. Freedom of exchange results in prices that reflect consumer preferences and directs the use of capital toward the most urgent uses, while entrepreneurial judgment contends with constant change. Socialism, which requires a total state, is not a viable option to capitalism. Any step toward socialism is a step toward economic irrationality. Austrian answer. http://www.mises.org/econcalc.asp
Your answer: A
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: D
Austrian answer. http://www.mises.org/econcalc.asp
10. What is the proper size and scope of government?
A. Markets deliver ordinary consumer and producer goods in a relatively efficient fashion. However, for various economic and political reasons, private transactions for fundamental services and institutions, like law, money, and defense, fail badly. There is no sense in even discussing markets without the prior need of a state. Government must exist to enforce the 'rules of the game' for society to emerge from chaos. Government must establish and enforce basic rules for society, but avoid discretionary or destabilizing intervention into markets. Chicago answer
B. Markets fail to provide fundamental institutions and suffer from serious imperfections concerning ordinary goods and services. For example, instability in markets causes recurring crises and leads to growing inequality. We should retain markets for most goods and services, but government must have discretionary authority to intervene in every market based on observed failures. In this way, the state and market can work together in a public-private partnership model. Keynesian/neoclassical answer
C. Markets are an arena for powerful business interests to exploit workers and consumers. Capitalism impoverishes and alienates the masses while enriching a few elites. It also devastates the environment and entrenches violence. A truly humane society would abolish private property, except for personal possessions (e.g. clothing and shoes). Communal arrangements in the production and distribution of goods deliver a more just and fulfilled society for all. Socialist answer
D. Order in society can emerge through voluntary transactions between individuals. People can engage in private transactions for anything they value, including laws and security. Since all choices concern alternative future states of the world, each individual alone understands which goods best suit him or her, including protection and dispute resolution. Ideally, government would be limited to protecting rights, but government as we know it serves elites and violates rights to self-ownership, and efforts to limit governmental powers tend to fail. Private institutions for security and arbitration are more efficient and moral than public equivalents. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=16
Your answer: A
Chicago answer
For optimal results the answer must be: D
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=16
11. Who should regulate consumer products and how?
A. Empirical studies indicate that consumer preferences do not change much in response to things like advertising. Consumers react rationally to information concerning products, so consumer safety is not necessarily a big issue. Governmental safety regulations may have perverse effects that increase harm to consumers, but government might play a positive role in providing better information to consumers, insuring that retailers and others tell the whole truth and nothing but the truth. Chicago answer
B. Consumer products develop through experimentation. Consumer preferences also change and develop gradually through time. To meet them requires entrepreneurial judgment. Aside from a few innate demands concerning hunger and temperature, consumer preferences emerge as a result of interaction between many individuals. Each consumer regulates the consumer products he consumes by spending money. There is no good substitute for the market process concerning the development and dissemination of consumer goods. Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/newliberty9a.asp
C. Capitalism has within it a culture industry that manufactures false preferences. People might think that modern consumer culture satisfies them best, but this is not true. Businesses gain through wasteful competition among consumers for social status and the creation of preferences for goods that no one really needs. Capitalism alienates consumers from their true selves while businesses exploit them for profit. Proper consumer products regulation requires revolutionary changes in society. Socialist answer
D. Businesses mislead and manipulate consumers with advertising and other marketing devices, drawing them to and from products, creating an artificial sense of need, and bringing about waste. This can result in serious harm to consumers, or at least excessive prices. Faulty or dangerous products and fads are serious problems that government can and should address. There are also "merit goods" that consumers do not appreciate adequately, and should therefore get public subsidies. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: D
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: B
Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/newliberty9a.asp
12. What are wages?
A. Wages are the basis for capitalist exploitation. All value derives from labor. But capitalists pay workers less than the value of their work so as to collect profits. Common ownership of the means of production will eliminate wage exploitation by eliminating private profits. Socialist answer
B. Wages represent the discounted productivity of labor in satisfying consumer demand. Demand for consumer goods translates into demand for workers. Markets enable us to calculate the value of different types of labor, so that we can direct the use of labor to its most highly valued uses. Governmental intervention in labor markets (e.g. minimum wage laws) cause unemployment among less productive workers. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=13
C. Wages determine the income that creates demand for products. Raising wages increases demand for goods, and leads to prosperity. Capitalists will often pay workers too little to generate full employment. Government should pay subsidies to households and push for higher wages because this will increase demand and improve economic conditions. Keynesian/Neoclassical answer
D. Wages represent the productivity of workers in satisfying consumer demand. However problems with monitoring workers cause employers to pay higher wages to increase productivity. This increases unemployment among low productivity workers. Governmental subsidies can correct this failure of markets, but this is not always necessary. Chicago answer
Your answer: C
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: B
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=13
13. What causes economic growth?
A. A balanced relationship between aggregate demand and aggregate supply is the leading determinant of economic growth. Because private markets cannot always provide this, stable institutional environments are necessary. The public sector plays a vital role in securing economic growth by providing a framework of legal and financial institutions. A variety of public-sector efforts such as low-interest rates and subsidies may also play a positive role. A limited amount of regulation is necessary, but this is not necessarily true. Chicago answer
B. Private consumer demand is not enough for economic growth. Overall private spending is often too little, too manipulated by business, and rife with choices that overlook social priorities. Consumers may save too little or too much. This sometimes makes public deficit spending necessary to stimulate the economy. Also, private spending fails to supply public goods. Public spending in such areas is necessary for economic growth—particularly in education, infrastructure, and scientific research. Keynesian/Neoclassical answer
C. The capitalist process causes economic growth, but this is a non sequitur. While capitalism is the most productive system, the distribution of wealth under capitalism is wrong. Whole classes of citizens are left out. Capitalists take advantage of workers by paying them the lowest possible wage instead of the value of their labor. So capitalism delivers the goods, but to the wrong addresses. What we need are workers' democracies where productivity can go hand-in-hand with a more just distribution of wealth. Socialist answer
D. The source of economic growth is mutually beneficial, voluntary exchange. Within the exchange economy, consumers spend part of their income on goods and services to satisfy their most immediate wants. This drives current production. Consumers save part of their income according to their less immediate wants. This drives entrepreneurial investment in future production and leads to the development of sophisticated capital markets. Private contracts, competition in markets, and private institutions that allow for capital investment and accumulation are all you need to attain optimal economic growth. Austrian answer. http://www.mises.org/journals/qjae/pdf/qjae2_2_5.pdf
Your answer: B
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: D
Austrian answer. http://www.mises.org/journals/qjae/pdf/qjae2_2_5.pdf
14. What is your view of economics and the environment?
A. Pollution is a visible example of market failure. So long as business is earning a profit, it tends to overuse resources and impose the environmental costs on others. As for valuable lands, old-growth forests, and endangered species, the tendency is to poach what is valuable and otherwise disregard the social interest in preservation. This is why environmental regulations must play a role in setting aside lands, preserving species, limiting pollution, cleaning up air and water, and otherwise policing business so that its profits do not come at the expense of the natural environment. The Keynesian/Neoclassical answer.
B. The only long-term solution to the problem of the pollution and environmental degradation is a severe limit on economic development. This is precisely what local communities have done in order to preserve the quality of life. They have told developers: "this community values more than just production and material gain." Nor is it the case that people and profits are all that matter. The delicate ecosystem must be guarded in every respect, from the smallest life-form to the largest body of water and reaching upward to the earth's atmosphere. This also means controlling population. The socialist answer.
C. Most issues concerning the environment are best solved through reliance on market incentives. Courts should be attentive to the need to establish clarity concerning property lines when conflicts arise. Issues of externalities can be solved through compensation exchanges between owners, arrived at through arbitration. As for pollution, it can be minimized through a market for pollution rights, and these can be traded so that the costs of pollution are borne by the polluters. Fees for use of public lands are generally set too low so as to encourage overuse. Higher prices are the key to conservation. The Chicago answer.
D. Virtually all issues concerning the environment involve conflicts over ownership. So long as there is private ownership, owners themselves solve these conflicts by forbidding and punishing trespass. The incentive to conserve is an inherent feature of the market incentive structure. So too is the incentive to preserve all things of value. The liability for soiling another's property should be borne by the person who caused the damage. Common ownership is no solution. Because national parks, for example, are not privately owned, the goal of economical management will always be elusive. The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=6
Your answer: A
The Keynesian/Neoclassical answer.
For optimal results the answer must be: D
The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=6
15. What do taxes fund?
A. Taxes often serve corporate interests and the wealthy. Businesses want private revenue and profits, but socialized costs. This is due to the inordinate influence of business and the rich on politics. True democracy would not allow for this. Measures like campaign finance reform or public funding of elections might help greatly. Better still, movements towards community ownership of industry by the workers will make industry responsive to public needs, rather than private profit. This is important because the laissez-faire system leaves the public largely unserved in their essential needs. The socialist answer.
B. Since markets are imperfect, public spending could go to subsidize the provision of some of a variety of public or merit goods that the market would not otherwise provide. Taxes can also mitigate social costs and deter the consumption of goods that should not be made available through the market. Ideally, political competition between interest groups transfers income to those who value it most. It is possible that taxes are employed in uneconomical ways, but political competition will probably mitigate the worst examples of governmental waste. The Chicago answer.
C. Taxes make up for the deficiencies of private expenditures, which do not reflect the benefits that the general public derives from some goods. Taxes fund public goods like law and order, roads, education, and scientific research that benefit the public at large. There are also social costs (i.e., pollution) of private production that need to be countered. Taxes also fund "merit goods" whose worth is not apparent to the general public, as well as discourage some "demerit goods" that the public should not want, but does. Experts in government can and should tax demerit goods and the sources of social costs to fund public and merit goods. The Keynesian/Neoclassical answer.
D. Taxes raise money for transfers to special interests and public employees. In contrast to private businesses that supply the goods that consumers are willing to buy, public officials have no means to assess data as to what consumers truly demand, much less how to go about meeting those demands economically. Lacking the ability to act economically, public officials respond to interest groups, so tax money will necessarily end up with narrow interest groups rather than going to fund the provision of public goods. Taxes typically go to waste or to special interests that do not and should not own the funds. The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=115
Your answer: B
The Chicago answer.
For optimal results the answer must be: D
The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=115
16. What caused the Great Depression and how effective was the New Deal?
A. The stock market crash of 1929 represented the most visible sign of a necessary correction in an economy artificially inflated by expansionary monetary policy. Instead of permitting liquidation, Hoover attempted to resuscitate the economy through interventionist measures, including protectionism, which only drove the economy further into depression. FDR built on this record and embarked on a disastrous course of central planning, which ended up saddling the US economy with bureaucracy and wage and price controls. The economy didn't fully recover until after WWII. Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/agd.pdf
B. All market economies face the problem of recurring crises, but Hoover failed to intervene in time and instead pursued a laissez-faire approach. The New Deal, for all its faults, was the right approach at the right time, an effort to deal with new economic realities. The New Deal boosted aggregate demand in the face of lost public confidence and represented a bold effort to employ both fiscal and monetary stimulus to make up for the deficiencies of the market. Where the New Deal fell short, the war made up the difference. The lesson is that active policy measures are essential to stabilize the economic system. Keynesian/Neoclassical answer
C. The Great Depression put the failures of the market in sharp relief, and the New Deal was a wrong-headed attempt to save the market from itself. Business interests worked to prevent it from going nearly far enough, however. In this sense, the New Deal wasn't so much an experiment in economic democracy and planning as an attempt to save capitalism. The main beneficiaries were corporate interests, which is exactly what we might expect from an administration closely connected to the corporate elite. Where the New Deal failed, the national mobilization of wartime planning succeeded. Socialist answer
D. The Great Depression began as a conventional business cycle, characterized by deflation that might have been fought through by monetary expansion. But Hoover failed to see the seriousness of the situation and permitted banks to fail rather than restore faith in the nation's money. This led to the election of FDR, who was right to take the nation off the gold standard but wrong to institute excessive controls over the nation's economy. It was World War II, not the New Deal, that ended the depression. With fiat money and a Fed that stands ready to intervene, the experience never needs to be repeated. Chicago answer
Your answer: B
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: A
Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/agd.pdf
17. Do markets create and sustain monopolies and what should be done about it?
A. If the history of capitalism shows us anything, it is that it leads to business concentration. With fewer and fewer firms dictating the terms, the result is ever higher prices combined with ever lower wages. Unions and antitrust enforcement have had some measure of success in curbing this, but neither institution goes far enough to counter the trend toward monopoly within market settings. We must also question the idea that competition itself should be a policy goal. Most often, it is socially wasteful and a slogan repeated by monopolists to justify exploitative behavior. The ideal of cooperation between all, a truly democratic economy, should be the ideal. Socialist answer
B. The market tends to generate monopolies of varying sizes and types. Business should not be permitted to exercise monopoly power in pricing. It can be detected by various formulas comparing costs with output price according to a perfectly competitive model. Geographic monopolies may not be as important as they once were due to advances in transportation technology. What we face today are a variety of technologically driven monopolies, such as the example of Microsoft shows. Still, regulators need to be constantly on the lookout for businesses that attempt to employ market power, enriching themselves at consumer expense. Competition needs rigorous enforcement. Keynesian/Neoclassical answer
C. Economists of the classical school were right to define a monopoly as a government-grant privilege, for gaining legal rights to be a preferred producer is the only way to maintain a monopoly in a market setting. Predatory pricing cannot be sustained over the long haul, and not even the attempt should be regretted since it is a great benefit to consumers. Attempted cartel-type behavior typically collapses, and where it does not, it serves a market function. The term "monopoly price" has no effective meaning in real market settings, which are not snapshots in time but processes of change. A market society needs no antitrust policy at all; indeed, the state is the very source of the remaining monopolies we see in education, law, courts, and other areas. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=7
D. Monopoly regulation has caused more harm than good by protecting particular competitors, not competition. Some types of regulation against trusts are based on flawed models that fail to understand that some firms gain market share solely because of their products' desirability to consumers. Most cited cases of "path dependency" turn out to be mythical. What is left for regulators to do? As Adam Smith said, they should prevent business conspiracy, blatantly predatory behavior, and otherwise assure a level playing field leading toward genuine competition. Finally, some goods lend themselves to being best provided by monopolies, e.g. courts and defense. Chicago answer
Your answer: B
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=7
18. What is the role of equality and inequality?
A. The modern emphasis on equality is the great policy advance of the last century. No longer does the political and economic system exclude women and minorities from participation but rather includes them as a matter of law. These groups tend to be artificially undervalued by the "invisible hand" of the market, which is why there is a role for anti-discrimination and public-accommodations law. The welfare state, too, has benefited society by insuring that the benefits of rising wealth are spread throughout society, so that the rich do not become richer at the expense of the poor. We've come a long way, but we still have a long way to go. Keynesian/Neoclassical answer
B. Equality is a term that properly relates to mathematics but not to social science. Human beings are unequal in their endowments, opportunities, and will to achieve. Unequal does not mean inferior or superior; it merely means different. Differences are the very source of the division of labor, and, within a market setting, lead not to conflict but cooperation. While differences should be celebrated, property owners have every right to treat people unequally because it is owners that bear responsibility. Legislators, however, should not have any concern for bringing about equality of result or opportunity, either between individuals or groups of individuals classified according to any criterion. The only place for equality concerns the law, which should treat all individuals the same without regard to their station in life. Austrian answer. http://www.mises.org/fipandol.asp
C. Inequality is an intrinsic feature of a social structure that is mired in a prejudicial overhang from the long and shameful history of the manner in which Western society has treated women and other minorities. The prejudicial impulse, rooted in the spirit of conquest that gave birth to Western capitalism in the first place, is a form of violence and yet part of the corrupt infrastructure of the market economy itself. If the owners of capital were left to their own devices, excluded groups would remain so in perpetuity, so society had to act to restrain them. Full equality will continue to elude us, so long as we have a society that treats people as goods to be bought and sold, and so long as we put private ownership for the few above the common interests of us all. Socialist answer
D. It is a great mistake to make equality of result a policy goal, because egalitarian legislation can kill incentives to improve. Punishing the rich is self defeating, even for the poor striving to make their way. Equality of opportunity, however, is different. It is something everyone merits by their very dignity as a human being. Thus should a nation strive for quality educational institutions, institute a limited inheritance tax, and otherwise assist those who, through no fault of their own, lack the means to gain entry into the division of labor. Once these institutions are in place, we will find that the forces of market competition will achieve egalitarian goals through predominantly voluntary means. Chicago answer
Your answer: A
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: B
Austrian answer. http://www.mises.org/fipandol.asp
19. What is your view of free trade and globalization?
A. International trade increases living standards through productivity enhancing specialization. Increased specialization and division of labor increases labor productivity. Globalization also allows for improvements in capital goods and the organization of production. The spread of global capitalism is key to sustained economic development the world over. Issues like environmental damage turn on local property rights enforcement, not the spread of global capitalism. Globalism is good both for consumers in the developed world and workers in the developing world. Austrian answer. http://www.mises.org/mmmp/mmmp10.asp
B. Economic internationalization has both positive and negative effects. Free Trade and globalization can increase productivity and increase consumer welfare. But, multinationals will exploit the workers and damage the environment in many places unless some authorities regulate them and work toward regulatory and tax harmonization. We need detailed regulation by global authorities to avoid the negative effects of international trade. A world government that would undertake such responsibilities would be of great benefit to mankind. Keynesian/Neoclassical answer
C. Globalism sails under the flag of free trade but is really a vehicle for the exploitation of consumers and workers. Multinationals that can't find markets at home exploit workers in the developing world by paying near subsistence wages. This also damages indigenous cultures and leads to a commodification of people. The drive to do this stems from the nature of capitalist nations, which inevitably experience declining profit rates. The only cure to the ills of globalization is the abolition of global capitalism itself. Socialist answer
D. Free trade has positive effects, but requires some public support. Labor specialization and capital investment by multinationals increase productivity and raise living standards. However, we need global governance through the World Trade Organization to provide the legal and financial conditions, such as transparency laws and protection of intellectual property rights, if we are to realize the advantages of global economic cooperation. Some global public institutions are needed for International trade and globalization to work to the good of all. Chicago answer
Your answer: B
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: A
Austrian answer. http://www.mises.org/mmmp/mmmp10.asp
20. What is the function of the stock market?
A. The stock market can play a positive role in society, but it is also subject to waves of speculative frenzy and abuse, typically by large institutions who take advantage of smaller investors. This can lead to stock overvaluation, insider trading, and other practices that benefit a handful of CEO's, promoters, and large investors at the expense of small investors. Large players can and do rig the system to their own benefit, which is why governmental regulation of stock markets can and should deal with these practices through severe fines, limits on CEO pay, mandated audits and reports, and vigilant audits of financial statements. Public authority is vital for a well-functioning financial market. Keynesian/Neoclassical answer
B. The stock market constitutes a vital part of the process by which we coordinate production. Stock market prices reflect the productivity of business firms as well as entrepreneurial judgments concerning future productivity. Competition in stock markets enables us to ascertain the value of real investment. Takeovers, mergers, and insider trading are wrongly maligned because these practices represent real competition. Without the stock markets, rational coordination of production in modern society would be impossible. Governmental regulation cannot improve on the workings of stock markets because it is the market that most directly informs us regarding the best use of resources. Austrian answer. http://www.mises.org/fullstory.asp?control=1014
C. The stock market represents the interests of an unproductive class in society. The investor class profits off of the labor of others, while roping the public into the system through investing schemes. Stock market speculation, insider trading, takeovers, and mergers, work to destabilize the economy. Financial acquisitions concentrate control of the means of production in the hands of a few. Bull markets produce no real wealth, and are really financial bubbles. These waves of stock market speculation lead to financial panics that disrupt the production of real wealth. What we need are not more high-flying financial centers but more common work at the local level toward common goals. Socialist answer
D. The stock market helps to align incentives in production and sort out productive from unproductive companies. At any moment, the prices on the stock exchange reflect all available and relevant information, which is why forecasts are right on average and no one investor can outwit the market on average. Takeovers and mergers put pressure on CEO's to serve the interests of investors, large and small. The system works so long as regulations mandate full transparency and no relevant knowledge is deliberately withheld. In this way, government intervention can improve the workings of stock markets. Chicago answer
Your answer: A
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: B
Austrian answer. http://www.mises.org/fullstory.asp?control=1014
21. What are labor unions for?
A. Unions are labor market monopolies because they benefit from government privilege. Unions work to raise wages above competitive levels. This reduces the employment of low productivity workers and decreases the overall production of consumer goods. Union leadership is often corrupt and takes great advantage of union workers themselves. Unions also work to concentrate power into the hands of pro-union politicians in government. The concentration of this power is inimical to free societies. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=13
B. Unions are monopolistic, but may serve some positive purposes. Their historic role has been to offset the concentration of industrial power. At the same time, too much union domination may also raise wages above competitive levels and reduce employment and production. The effects of unions vary with particular circumstances, so there is no basis for forming a general opinion as to the merits of unions. It depends on circumstances of time and place. Chicago answer
C. Unions, as currently constituted, cannot repair the defects of capitalism. Capitalism exploits workers by its very nature. Since all capital comes from labor, capitalists must pay workers less than their work is worth in order to exist. Unions cannot change this. The only thing that can change this is the abolition of capitalism and community ownership of the means of production. To the extent that unions represent a vanguard movement to bring this about, they should be defended and empowered. Socialist answer
D. Unions are vital to free societies. Unions act as a countervailing power to offset the influence of business. Capitalism naturally concentrates great power in the hands of business leaders. So unions are necessary to prevent the exploitation of workers by big business. Government should support unions with laws guaranteeing the right to organize, and workers are usually always better off with union representation than without. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: B
Chicago answer
For optimal results the answer must be: A
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=13
22. What are the economic implications of national defense?
A. National defense is neutral to the market. On the one hand, it cost taxpayers money, but, on the other, it provides a stable environment that permits peace to flourish and rights to be protected. By its very nature, government should maintain a monopoly over the use of force, and defending the nation against external and internal foes flows from this primary obligation. Before we can even talk about economic production, government-provided security and defense must be firmly in place. Otherwise, we are back to the Hobbesian jungle. Chicago answer
B. National defense is desirable on its own terms, but the strongest economic impact, as with many public-sector programs, is that it creates jobs and boosts incomes to strengthen the economy. It is especially beneficial to the GDP because so much of military production involves heavy industry. The funding does more good for the nation overall if spent on large projects than if spent on small consumer goods. Moreover, public funding generates technological spin offs that assist all of society, and also employs many people who otherwise would lack the training and discipline to earn high wages in a market setting. The military, in fact, is a great example of government planning at work, serving all of society. Socialist answer
C. Government spending on the military is a social cost that crowds out private alternatives, even as its alleged benefits are unquantifiable. Security, like any good desired by individuals in society, can and is provided by the market economy, which is to say, by individuals organizing themselves voluntarily within the matrix of private property and exchange. Private security works vastly better than the government system that squanders trillions, is riddled with bureaucracy, provokes enemies, and doesn't actually work to defend the nation. Governments have used the excuse of "defense" to start wars that reinforce the power of the state over the market. Austrian answer. http://www.mises.org/journals/scholar/Hoppe.pdf
D. National defense supplies a public demand that would not otherwise be produced in sufficient quantity if supplied only by the market. This is because national defense is an example of a public good. Everyone benefits from it and these benefits are not excludable in the way market goods are. Because of free riders, and the sheer expense associated with its provision, individuals have no particular incentive to purchase the good for themselves. This is why most societies from time immemorial have charged government with the main obligations of security provision. The benefits surely outweigh the costs. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: D
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/journals/scholar/Hoppe.pdf
23. What about goods like education and roads?
A. There is no reason to debate whether roads and education are essential needs, and yet the market will likely not provide them in sufficient quantity. The only real question concerns the public administration. There are good and bad ways to provide these services. Market incentives can increase their efficiency. Construction and administration can be contracted out. Traffic problems can be addressed through tolls and other forms of market rationing. Schools can be made more competitive through vouchers and innovative systems of government chartering to meet special needs. Chicago answer
B. There are some goods that the market cannot provide in a way that meets social needs. Private schools are fine for those who can afford them but a democratic society must provide education to all. So too with roads, which are part of the public infrastructure of a modern society and hence should not be subjected to the wiles of free enterprise. That doesn't mean there isn't room for reform. Schools are inadequately funded and teachers underpaid. Roads are subject to overuse, and should be supplemented by generous provision of public transportation systems. Carpooling should be encouraged. Keynesian/Neoclassical
C. These are goods like any other: they can be supplied by markets and markets alone. The state cannot construct educational institutions that pass the test of economic rationality because it must attempt to do so without the benefit of direct consumer feedback. Instead it collects taxes and spends them arbitrarily. The same is true of government roads: how many are built, in what quality and where, ultimately comes down to political choices influenced primarily by political considerations. In a market economy, the range of quality, quantity, and type of goods and services correspond to social needs. These goods are services that are valued by consumers, and hence, they will be provided if it is economically feasible to do so relative to other social priorities. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=16
D. It is often claimed that free enterprise is the answer to our economic problems, and that public authority cannot provide. But the example of modern schools and roads are a clear contrary case. Public schools have educated millions and public roads are a key to making the open society accessible to all. Indeed, the success of these institutions points the way to the vast possibilities available to society that has the courage to move beyond laissez-faire and toward true social provision of all that we value, but which the narrow interests of business will not and cannot make accessible to all. Social answer.
Your answer: A
Chicago answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=16
24. What are the economic implications of warfare?
A. Warfare reduces economic welfare by destroying real resources. It can benefit a select few who benefit from military spending on the winning side only. For most consumers and businesses it means drastically reduced prosperity. The only justifiable reason for a war is pure self defense. Austrian answer. http://www.mises.org/fullstory.asp?control=1189
B. War reduces economic welfare by destroying real resources. It may benefit only a select few from military spending, but could also be important in terms of national goals. If diplomacy fails, the general welfare of society may increase as a result of attaining important national objectives via warfare. Defensive wars are always justified. Offensive wars may be good in some circumstances. Chicago answer
C. Warfare stimulates the economy by increasing demand. While wars appear to be destructive, we generate more wealth by rebuilding the things that wars destroy. This employs idle resources and makes for increased prosperity. Keynesian/Neoclassical answer
D. Warfare exists to increase capitalist profits. As competition forces profit rates for domestic ventures down, capitalists go overseas to collect profits. This leads to conflicts between capitalists in different nations. Nations go to war over such competing imperial claims. Capitalism is the main force behind wars. Warfare will end with the end of Capitalism. Socialist answer
Your answer: A
Austrian answer. http://www.mises.org/fullstory.asp?control=1189
You chose the Austrian Answer!
25. Who serves society best?
A. Legislators and policy experts, along with consultation from a variety of advisory groups, have the public interest in mind when they formulate and execute policies. They are willing and capable of improving the welfare of society. Entrepreneurs pursue profit, and care little for overall public welfare. They serve the public interest only insofar as they earn a profit in the process. Given numerous and severe defects in the way markets work, informed civic leaders officials need to work to improve public welfare—a viable project provided that we limit the influence of business interests in politics. The Keynesian/Neoclassical answer.
B. Entrepreneurs play an indispensable role in society. Entrepreneurs are alert to profit opportunities and make judgments concerning the future. Competition concerning these opportunities results in profit and loss statements that generate prices for labor and capital. This competition directs resources to the satisfaction of the most urgent consumer wants. Successful politicians are those who are the best at retaining and wielding political power. These are typically the most ruthless people in our society. The Austrian answer. http://www.mises.org/humanaction.asp
C. Capitalism serves entrepreneurs and entrepreneurs serve themselves. The capitalist system is predicated on the exploitation of consumers and workers. The only solution to these problems is to do away with capitalism, and with it the capitalist class of entrepreneurs. A truly democratic or socialist society will end exploitative tendencies. People will no longer pursue private profit because private profits will no longer exist. People will have better motives and be more publicly spirited under socialism. The leaders, if there are any, in the future socialist society will promote the common good. The socialist answer.
D. Politicians pursue their own interests, but political competition and the public-policy process leads them to serve the public to some extent. Entrepreneurs also serve the public to some extent, because they earn a profit by serving customers. The question as to whether civic leaders or entrepreneurs serve the public best is an open one. This depends upon particular circumstances of time and place. The democratic society has shown itself capable to sorting out questions of social management over time. The Chicago answer.
Your answer: A
The Keynesian/Neoclassical answer.
For optimal results the answer must be: B
The Austrian answer. http://www.mises.org/humanaction.asp
A imprensa (e em particular o Público) lembrou-se de colocar as perguntas certas apresentando o balanço do que está feito e por fazer na área da prevenção e combate ao risco de poluição marítima. Parece que está quase tudo paralizado!
Esperemos ao menos que o nosso ministro da Defesa continue a ter relações privilegiadas com a sua santinha de eleição, não vá o diabo tece-las.
«"Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são 'reality shows'. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas" - João Botelho, na abertura do Cinanima.
Apetecia-me dizer uma série de coisas sobre o poder que "eles" têm de construir um mundo hipócrita. Estou demasiado ocupado com a sobrevivência. Não tenho tempo para polémicas que não me dão o bem estar que "eles" sabem retirar para proveito próprio. E, porém, garantem-me, são conservadores e católicos.»[link]
«Radio Etiópia ( Patti Smith ). Radio Ga-Ga ( Queen ).
Quantas mais ?
As rádios portuguesas estão vazias. A maioria (refiro-me às rádios de expressão nacional) são RÁDIOS SEM ALMA. A TSF, que ainda marcava alguma diferença, não quis (ou não soube ...) resistir à uniformização da música. A estética radiofónica está moribunda. Noutra estação, passei uma noite a ouvir as horas, a data, e a identificação da rádio. A música era um bocadinho melhor, mas de resto faltava tudo. A linguagem radiofónica deve ser como a cinematográfica. Não há elemento algum que surja sózinho. Há sempre alguma coisa imediatamente antes e outra depois. Ignorar esse "racord" é matar a rádio. Neste momento, está quase ...
Entretenham-se com a Rádio Bolívia. É só mais uma ! »[link]
Textos de Francisco Amaral retirados da Íntima Fracção - o blogue
Um comprimido para a memória alinhavado pelo Leonel Vicente e a tomar ao longo deste dia que agora começa: Prestige um ano depois.
É interessante e gratificante ver este esforço por preservar na memória questões por resolver, que temos todo o interesse em não esquecer. Um esforço que passa por vários blogues desde os mais famosos a alguns bem menos visíveis. Pode ser que haja quem se decida a fazer perguntas e a obter respostas, mesmo agora, sempre agora, à distância de uma dúvida que persiste.
A propósito deste tema (o afundamento do Prestige) sugiro também um artigo que aqui deixei há alguns meses.
Eu tenho bengalas, tu tens bengalas, todos temos bengalas linguísticas. São uma praga, tanto nos podem salvar como lançar no ridículo.
Depois do "alegadamente", renasce, talvez a mais devastadora das representantes da "espécie". É persistente, subversiva, não olha a classes, habilitações académicas, partidos ou religiões. É um autêntico vírus que se propaga por todo o lado.
Julgo que tenha ressurgido em força em virtude de uma das suas partículas ter chegado a imensas manchetes a propósito da vitória de Luis Filipe Vieira para a Presidência do Benfica...
Agora aí está, todos os dias, em todos os noticiários, entrevistas, comentários! Bem, em todos não direi mas na ESMAGADORA MAIORIA, sem dúvida!
Há pouco lia a recordação do armistício da I Guerra Mundial e via as fotografias reproduzidas pelo Cidadão Livre. Senti um calafrio. Senti um medo estranho de ter pensado uma verdade absurda...
Terá já morrido o último ex-combatente dessa guerra? Quando morrer, se ainda não morreu, teremos de conjugar o verbo perder mas em que sentido? O que teremos perdido?
A BLOGOSFERA E O ANONIMATO
Ver este post sobre a blogosfera e o anonimato.
P.S. -- Como tinha o telemovel desligado, apenas agora reparo que o Irreflexoes me nomeou seu secretario de Estado. Assim sendo, e se ainda for a tempo, fica cancelado o meu projecto de um Governo Sombra ao Governo Sombra.
Assim que acabar de publicar este post vou ja' telefonar aos meus pais para lhes dizer "papa' vou ser ministro (neste caso secretario de Estado)". So' tenho de ter um pouquinho de cuidado, nao haja nenhuma camera televisiva por perto que esteja a gravar a cena...
in Bloguítica
A partir deste comunicado a informação ministerial corrente será divulgada pelos serviços dos respectivos ministérios, sem prejuizo de algum assunto do máximo interesse do governo sombra poder ainda vir a ser divulgado neste vosso diário da república alternativo.
Passar bem e viva Portugal!
O governo sombra já tem o seu Manuel Maria Carrilho? Quase. Se eu ao menos tivesse convidado o Paulo para uma secretaria de estado agora poder-se-ia demitir demarcando-se como oposição interna. Uma vez que tal não aconteceu afigura-se já como líder de um movimento oposicionista, a alternância poderá replicar-se na blogoesfera! Quem serão os seus pares? Que propostas tem para o país? Lembro que o "meu" governo já propôs medidas de reeestruturação importantes na área da Ciência e Ensino Superior, na área da Segurança Social ou mesmo na área da Economia.
P.S.: Curioso lapso esse que ali se lê:
"O defice publico continua descontrolado, o desemprego continua a subir, a fuga ao risco continua por resolver, enfim, Portugal continua na mesma."
Nuno (a propósito do teu comentário mais abaixo e do teu texto aqui) digo-te que já estive mais próximo da tua oponião. Agora, após mais uma série demasiado conveniente de coincidências, tenho medo de estar a cometer um erro grave se seguir esse raciocínio ("Por muito que me custe dizer isto, as eventuais campanhas orquestradas estão a surtir efeito, o PS precisa de outros rostos...").
Por acaso reparaste nas últimas imagens que conseguimos ver no debate quando os bonecos já tinham os microfones desligados?
Eu vi Ferro Rodrigues a falar com a Judite de Sousa e esta a mostrar-lhe o seu relógio e a apontar para os ponteiros justificando-se. Desconfio que o que se passou na entrevista não foi exactamente o que teria sido acordado.
O que poderia fazer FRodrigues? Talvez recusar-se responder a mais do que duas ou três perguntas sobre a Casa Pia como sugere o Paulo, mas mesmo assim seria alvo fácil para a crítica violenta. Gostei que tivesse enfrentado em entrevista, da forma como o fez (e que descrevi dois textos abaixo) as perguntas e o estilo da jornalista que reflectem boa parte daquilo que se tem passado nos media ao longo dos últimos meses.
A mudança de rostos:
Que garantias é que tens de que a mudança das pessoas à frente do PS vai mudar alguma coisa nos media? E mesmo que tenhas essa forte esperança é assim tão linear que o que ganhamos é mais do que aquilo que se perde? A curto prazo ganhariamos maior à vontade para o PS nos media, a médio prazo poderiamos perder tudo para o populismo. Quem controla as manchetes deve controlar os dirigentes políticos e a agenda política em absoluto? A que custo de fará essa mudança? Que motivos além da pressão mediática, que motivos objectivos é que existem para Ferro Rodrigues sair? Perante o maior ataque mediático a um partido de que tenho memória, onde o discurso político está completamente ausente há meses, acho que temos de desculpar um pouco mais do que é habitual em matéria de erros quanto à pose de Estado do PS. A única prova que tivemos nos últimos meses é que não há super-herois no PS.
Se o erro maior de Ferro Rodrigues, agora que foi religitimado, for o critério editorial dos media entramos num admirável mundo novo neste país.
Numa coisa estamos de acordo, acho que é aceitável, compreensível e desejável, após a entrevista de ontem, que terminou perante o País o tal período de reflexão pessoal, que Ferro Rodrigues se recuse a discutir mais o assunto seguindo a linha que praticou quanto ao caso Correio da Manhã.
Digo isto sem grandes ilusões de que mesmo assim o massacre mediático deverá continuar. O objectivo dos media continuará assim a ser tentar provocar uma reacção, alimentar a novela. A nossa angústia enquanto cidadãos está garantida por mais algum tempo com o sem Ferro Rodrigues na liderança do PS.
Nota de roda pé: será que a questão Iraque/GNR antecipará a vitimização de Durão Barroso pela máquina populista que ele se recusa a criticar por tacticismo político? Adianto desde já que a máquina nunca o fará de forma tão evidente se tal como ontem Ferro Rodrigues limitar essa acção ao demonstrar nas suas últimas palavras que consegue ter uma percepção mais abrangente do que é e deve ser estar na política ao serviço do País.
Comunicação do senhor Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas:
"Desgoverno
O Adufe meteu-me num governo sombra. Como é que dizia o outro? «Safa...»" [link]"
Mais Comunicados em anexo. Como poderão constatar até num governo sombra se detectam já cisões internas...
Comunicação do senhor Ministro da da Ciência e Ensino Superior :
Governo Sombra

"o 'adufe' formou o governo sombra da blogosfera e atribuiu uma pasta ao a-metamorfose.
mas há um problema, rui: é que por aqui defendemos que tal ministério não deve existir.
bom, pensando melhor... who cares?... para quando e onde o primeiro conselho de ministros? "[link]
Comunicação do senhor Ministro da Defesa Nacional :
"Que elogio !
Os nossos agradecimentos ao Adufe.pt por nos colocar como Ministro da Defesa Nacional do Governo-Sombra que propõe.
A tal escolha certamente não são alheias as firmes posições que defendemos em favor de uma política europeia de Defesa ! [link]
Comunicação do senhor Ministro da Economia
"O Ministro da Economia
Inesperadamente, movido por desinteresses, e apoiado pela incerteza, veio hoje, Adufe, anunciar criação de um 'Governo Sombra da Blogoesfera'. Coube a este humilde servente da causa pública a pasta da Economia (ei-lo, e desde já, a assumir um esmagador grau de humildade!). E se primeiro pasmei perante sua escolha, acabou a luz da sua perspicácia por, aos poucos, iluminar o meu espaço de reflexão. E antes que a devolva, que por aqui a distribua, anuncio hoje os Secretários de Estado, e convoco conferência de imprensa para amanhã à mesma hora:
Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Economia
Táctica e Estratégia
Secretários de Estado da Indústria, Comércio e Serviços
Núcleo Duro
Secretário de Estado do Turismo
Ocidental Praia"[link]
Mensagem Urgente do Senhor Ministro da Economia:
"Zé Manel Stop C/C Manuela Stop Conta Paypal reposta Stop Leilão eBay dentro minutos Stop temo não cumprir défice"[link]
Comunicado do senhor Ministro da Justiça??
"
A working class hero
Hoje, sei lá porquê, tive muitas saudades dele. Voltei a ouvir aquele tiro em New York City e A Working Class Hero esteve a dar todo o dia na minha cabeça."
[link]
Comunicado do senhor Ministro da Saúde??
Sobre o comunismo, as pessoas e o caraças (mais sobre o caraças).
João! Lê este livro.
E faz-me um resumo que tenho pouco tempo. É rídiculo, um resumo dum resumo.
Naa, antes assim: e sê bem-vindo! " [link]
Comunicado do senhor Ministro da Segurança Social e do Trabalho ??
SAMANTHA FOX E OUTRAS OBRAS SEMINAIS (versão integral no link) [link]
Comunicado do senhor Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação
"Tomada de Posse
O bom do Adufe, talvez excessivamente influenciado pelo post anterior nomeou-me MOPTH do Governo Sombra da Blogosfera.
Bom, antes de tomar posse gostaria de saber do senhor PM (o Adufe, portanto, apesar do papel de testa de ferro atribuido ao Ruim) se:
- é possível demitir o diabólico MSST, com fundamento em alergia ideológica?
- posso não ter de fazer oposição à oposição? É que estamos na mesma área política e eu até gosto deles.
Salvaguardadas estas singelas condições fico ao dispor de V. Exa. para tomar posse. Até me aparecer um bom tacho, claro.
P.S. - Tenho uns fatos às riscas e posso, portanto, ser Ministro de Estado. Se precisar de uma perninha nas Finanças não se esqueça deste seu criado. O Voz do Deserto que me perdoe. Ou não." [link]
O senhor Primeiro Ministro mantem o silêncio. Assim como alguns outros membros do governo sombra, mas o Presidente da República não se cala e afirma:
«(...)Os verdadeiros patriotas fazem preguntas
Carl Sagan, Título do cap. 25 de "O Mundo Infestado de Demónios "(...)». [link]
...gostei de ouvir Ferro Rodrigues (em entrevista na RTP 1). Manteve a serenidade, a compostura, foi claro, julgo poder dizer que reforçou a sua imagem de marca que tem andado apagada nos últimos meses: um homem sincero, inteligente e honesto onde as qualidades largamente compensam os defeitos que habitualmente lhe apontam e cujo mais repetido recorde-se é a falha no dom da espetacularidade tribunícia.
Fiquei com esperança que haja um esforço mais determinado por retomar a oposição, mas não gostei que a própria entrevista fosse prova da sua razão quando se queixa que é difícil mostrar política (sendo indispensável resistir). Mais determinação e actividade política na oposição não é sinónimo de visibilidade pública e com abutres a pairar dificilmente haverá quem vá além do mau cheiro que lhe atiram para cima. Mas se assim for o que fazer? Aos poucos, quase assoberbado com as práticas, os factos, as divulgações oportunas, os silêncios engenhosos e as declarações populistas vou aderindo à ideia de que estamos perante algo que está num patamar distinto do da novela judicial. O caso judicial é uma coisa, sobre o qual mantenho a mesma posição desde início. Mas há o outro caso, o político que temos de distinguir e tratar com a acção que no caso judicial não se recomenda.
Quase uma hora para falar da Casa Pia, escarafunchando à procura de uma frase mais mal medida, tentando uma trincadela em algum dos engodos precários que se aproximaram da verdade absoluta pela repetição nauseabunda ou mesmo tentando abrir feridas reais que tiveram o seu tempo na boca de Ferro Rodrigues e que este agora se impõe superar.
No final parece ter corrido mal a entrevista a Judite de Sousa e bem a Ferro Rodrigues. É triste chegarmos a isto, ficar a sensação de um debate entre um político e um jornalista, com vencedores e vencidos. Mas felizmente a jornalista, apesar de tudo, não teve influência decisiva no resultado das jogadas disputadas. Ainda assim, terminou o jogo antes do final do tempo regulamentar: quase uma hora para falar da casa pia, pouco mais de 20 minutos para despachar as "causas" para o país do secretário geral do Partido Socialista. Eu queria ouvi-lo falar da educação, a questão do financiamento do ensino superior por exemplo, da saúde com mais detalhe, etc, etc, etc.
Será muito difícil esta luta, a tal luta contra o populismo, a luta por conseguir ouvir (e ter quem pense) a política.
Servirá de pouco consolo (será mesmo uma trágica descoberta) mas muito provavelmente Durão Barroso arrepender-se-á do seu silêncio gritante perante o populismo que por agora vai batendo na porta ao lado. O bom democrata que me dizem ser está inteiramente toldado pelo tacticismo político. O título de bom democrata não se ganha para uma vida, perde-se com um silêncio.
Em 20 minutos de crítica, de oposição, de propostas de caminho alternativo Ferro Rodrigues fez o melhor que podia (TGV, política de redistribuição de rendimento/política fiscal, política externa...) mas tal como os jogadores que só são chamados depois do meio da segunda parte, não teve a mínima hipótese para conseguir uma boa nota. Um nota assente num pensamento estruturado que não pode enunciar.
A RTP, órgão que Ferro Rodrigues demarcou pela positiva do populismo comercial dos restantes canais, não o deixou fazer oposição. E amanhã por ventura repetirá de 30 maneiras diferentes que o PS não faz oposição... Que nos espera, como poderá o PS agir?
Ou esperamos que o treinador (o editor da próxima entrevista) o ponha a jogar de início ou temos (os eleitores, os que sabem dos políticos pelos jornais, pelos media) que nos envolver de outra forma com a acção política, essa coisa nobre e apaixonante e tão mal amada que não vende jornais nem cria fortunas.
Bem vistas as coisas, na actual conjuntura não há alternativa.
Três vivas para a ajudinha que nos dá a BLOGOESFERA!
São dados europeus fresquinhos relativos a 2001 (são os mais recentes). A informação foi recolhida recorrendo a diversos organismos públicos e privados. Em 2001, em relação à penetração dos leitores de DVD's, estavamos bem lá no fundo da lista de países, apenas 3% dos agregados familiares portugueses tinha DVD segundo o European Audiovisual Observatory (citado pelo Eurostat). Hoje, aposto que esse número já mais do que triplicou e as vendas de filmes em DVD florescem junto com tudo o que é jornal, revista, pasquim...
Fica a informação completa do Eurostat aqui (PDF).
P.S.: Este é o primeiro documento que não uma imagem que publico no Adufe. Vou tentar não abusar para não levar o Paulo Querido à falência :-)
Como é que o Adufe.pt chegou a 2º lugar na lista de mais visitados no espaço weblog.com.pt? 559 visitas?! Mas eu ontem até só escrevinhei umas coisas à noitinha...
Este país, de facto, está perdido. Ou será que alguém acreditou mesmo que a blogoesfera tinha um governo sombra e vieram todos espreitar?
E agora vou trabalhar que não me pagam para isto!
(voltem sempre ;- ) )
Chego ao trabalho e a minha entidade patronal promove o seguinte serviço na Intranet:
PreLex, a base de dados dos procedimentos interinstitucionais permite acompanhar as grandes etapas do processo de decisão entre a Comissão e as outras instituições:
fase do procedimento,
decisões das instituições,
nomes das pessoas
serviços responsáveis,
referências de documentos,
e acompanhar os trabalhos das diferentes instituições envolvidas (Parlamento Europeu, Conselho, CES, Comité das Regiões, Banco Central Europeu, Tribunal de Justiça, etc..).
A base segue todas as propostas (processos legislativos e orçamentais, celebração de acordos internacionais) e comunicações da Comissão a partir da sua transmissão ao Conselho ou ao Parlamento Europeu.
As hiperligações permitem aceder directamente aos textos electrónicos disponíveis (documentos COM, Jornal Oficial, documentos do Parlamento Europeu, comunicados de imprensa do Conselho, etc...)
Eis a ligação aqui.
Depois de na mesma intranet ter promovido o texto integral da Convenção Europeia e os seus desenvolvimentos, surge mais este exemplo. Em termos de estímulos à cidadania não me posso queixar, não é?
"RAVE PARTY
Foram anunciados os futuros traçados do TGV. Anunciaram-se os prazos de execução. E os custos estimados (24 mil milhões de euros!).
Só um "PORMENOR": a empresa RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade S.A., que tem dois accionistas: Estado (60%) e Refer (40%), lançou um concurso público de "Estudo das Ligações Transfronteiriças que se integram na Ligação Ferroviária de Alta Velocidade entre Lisboa / Porto e Madrid - Estudo de Viabilidade de 3 Corredores e Estudo Prévio do Corredor Aprovado"
Lançamento do concurso – 1 de Julho 2003
Abertura das propostas - 21 Outubro 2003
Os candidatos à realização do concurso devem estar banzados. Em pouco mais de 3 semanas, tudo foi decidido. Afinal, para que se vai realizar o" Estudo de viabilidade"? A viabilidade foi decidida na sexta-feira: o Orçamento de Estado vai pagar.
O TGV tornou-se viável! (...)"
Bem me parecia que tinha ouvido falar destes estudos, mas há mais, não percam o resto da história no Cidadão Livre.
"(...) Eu gostaria que houvesse referendo, mas como penso que acontece com Esther Mucznik, gostaria ainda mais de saber que os portugueses entendem como funciona a sua cidadania europeia (com ou sem Tratado de Constituição)."
In O Carimbo
"(...) Dois dias após o líder do PS ter reafirmado que pretende continuar no seu posto, alguém no sistema de justiça põe na mão de um jornal uma história velha, que o jornal leva a manchete. Note-se bem - esta história já tinha sido manchete do Expresso há meses, esta história não levou o juiz de instrução a tornar Ferro arguido, esta história, na realidade, não existe. E só uma «mão invisível» pode vir agora repô-la na primeira linha.
Mas, se atentarmos bem, foi sempre assim - sempre que a liderança do PS fazia qualquer coisa, lá vinha a justiça e os media com uma historieta qualquer. E nada me garante que não haja aqui, igualmente, uma mão da política.
Quem gere esta história sabe que há, no sistema de justiça, mas principalmente no sistema mediático, muita gente que, por incompetência ou puro terrorismo, está sempre disponível para sujar as mãos de sangue.
O que verdadeiramente me espanta neste caso é que pessoas habitualmente muito críticas face aos media e sempre prontas a defender os políticos de ataques ilegítimos, primem agora pelo silêncio ou que, pior, alinhem no coro dos que acham que o problema está em Ferro e na liderança do PS."
Ainda sob a inspiração da malagueta e da galinha do campo que se "finaram" definitivamente há minutos num prato perto de mim, ocorreu-me a ideia de arranjar um governo sombra na blogoesfera. Um governo em que os ministros são blogues e não necessariamente pessoas singulares. Sempre é um bocadinho diferente de dar prémios e até dá algum gozo. Enfim, tchoutchices como diria um antepassado meu.
Ora cá vai disto em versão "Salvação Nacional":
Ministério da Administração Interna [MAI]
Abrupto
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas [MADRP]
Terras do Nunca
Ministério da Ciência e Ensino Superior [MCES]
A Metamorfose
Ministério da Cultura [MC]
Ânimo!
Ministério da Defesa Nacional [MDN]
Descrédito
Ministério da Economia [MEc]
Lérias
Ministério da Educação [MEd]
Não esperem nada de mim
Ministério da Justiça [MJ]
Natureza do Mal
Ministério da Saúde [MS]
Venda-se
Ministério da Segurança Social e do Trabalho [MSST]
Dicionário do Diabo
Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente [MCOTA]
Abram os Olhos!
Ministério das Finanças [MF]
Voz do Deserto
Ministério das Obras Públicas, Transportes e Habitação [MOPTH]
Irreflexões
Ministério dos Negócios Estrangeiros [MNE]
Notas Verbais
Presidência do Conselho de Ministros [PCM]
Niilista Optimista
E o Primeiro Ministro é...
Ruim
O líder do maior partido da oposição quer:
Ter Voz
O Procurador Geral da República é:
Homem a Dias
Qual é o seu comentário Professor?
E o que é que lhe parece senhor Presidente da República, outorga?
Recolhido do Blogue Notas Verbais:
"A todos os leitores de Notas Verbais
Continuamos a confrontar-nos com desaparecimentos de textos e estranhos bloqueios no acesso a Notas Verbais.
Os indícios que temos vindo a registar, apontam para uma interferência directa, persistente e intencional neste Blogue. Desconhecemos quem seja o responsável por essa interferência, mas o critério selectivo da intervenção e em função de alguns antecedentes, leva-nos a admitir o impensável numa democracia.
No caso de as anomalias continuarem, os leitores de Notas Verbais serão informados das iniciativas que seguramente tomaremos. O poder, sobretudo o poder legítimo, sempre nos infundiu respeito, mas o despotismo nunca nos causou medo.
Carlos Albino (aqui)"
Passei o dia numa reunião onde se discutiu a pobreza em Portugal, como medir, que medidas de análise tomar para melhorar as potencialidades de aplicação de política económica, como enquadrar o que se quer a nível Europeu com as necessidades de conhecimento interno, etc.
Já não andava nestas andanças há dois anos... É de facto um tema apaixonante e extremamente melindroso. O investigador não se pode dar ao luxo de esquecer a quem serve, de esquecer como o seu trabalho vai ser escrutinado. É preciso ter muito poder de antecipação face às criticas dos colegas investigadores mas principalmente é preciso conhecer a mentalidade dos políticos e dos diplomatas. Uma pequena falha ou apenas uma imprecisão pode pôr todo um trabalho em perigo. E imaginem o desafio que não é sociólogos, assistentes sociais, economistas chegarem a um entendimento nas formas de análise de modo a se chegar a uma abordagem integrada que sirva os objectivos de enquadramento macro-económico e não despreze o nível micro das "bolsas" de pobreza, do "trabalho de campo".
É bom saber que ainda mexe este tema mesmo a nível estatal. Se e quando houver dados mais concretos e divulgáveis terei muito gosto em aqui os promover.
Agora sou o melhor viciado!
Acho que vou inscrever os Mata-Mouros como membros honários da Bloga!? sem prejuizo de se inscreverem, a pedido, como membros efectivos, naturalmente.
O "Curtas" da RTP 2 com a locução da Inês Meneses é o meu programa predilecto ao Domingo. São o caminho mais curto para me reconciliar com a televisão e para redespertar o saudosismo de um bom filme visto no cinema.
Lei de Murphy:
Quando acabamos de desfazer uma malagueta entre o polegar e o indicador para temperar a galinha do campo somos imediatamente assaltados por uma súbita e incontrolável tentação em coçar uma comichão surgida naquele pequeno pedaço de nada que fica entre o lábio superior e o nariz.
(O reverso é que, dizem, provoca beijos picantes...)
Como escrevi no texto "Isto Não é um Jornal", sem me resumir a pensar o que acrescento, ainda assim acrescento: em muitos sentidos um blogue é muito melhor do que um jornal ou do que um livro ou do que um programa de rádio ou do que uma conversa com um amigo ou do que um telefonema ou que uma carta enviada.
Repito o sem me resumir e o Bruno do Avatares ajuda na fuga ao resumo escrevendo: "Nestes tempos leio mais blogs do que imprensa, as razões são muitas. Mas, queiramos ou não, há algo de mágico no papel que o ecrã não oferece. Por exemplo, podemos ler um trabalho nosso 20 vezes no computador, mas quando o imprimimos algo de novo se abate sobre as palavras. Às vezes contristamo-nos com o efeito, outras vezes nem por isso. Em última instância é esse "nem por isso" que nos auto-certifica. Nunca entrego um trabalho sem o ler em papel, a tinta é sempre o teste derradeiro. Também por isso blogar é fazer acrobacia sem rede. Como se fora um compromisso solene."
Há por lá sempre boas palavras, bom uso delas, este é mais um caso, com ou sem tinta.
O Paulo Gorjão propõe-se pensar um pouco sobre a Política de Imigração Portuguesa. Não tenho comentários a fazer (por enquanto?), recomendo apenas a leitura dos seus textos.
Um pequeno excerto:
(...) Veja-se o caso recente de regularizacao extraordinaria de cidadaos brasileiros ilegais em Portugal, a qual foi ditada pelo desejo de nao criar motivos de conflito na relacao diplomatica luso-brasileira. O mesmo se passou ao longo dos anos com os cidadaos das ex-colonias africanas portuguesas.
A questao, no fundo, acaba por ser muito simples. Queremos ter uma relacao privilegiada com os paises de lingua oficial portuguesa? (...)
Hoje de manhã apanhei o final de uma conversa entre jornalistas na TSF (ouvia-se também a espaços a voz da Srª Maria Elisa). Houve por lá um maduro que afirmou que quem consulta a Internet em Portugal não distingue um Jornal de um Blogue. E isso é perigoso, deixava entender. Já estou como o outro, se tem medo compre um cão.
Como não me atrevo a querer saber mais do que esse senhor (não fixei o nome), pelo sim pelo não, não vá ele ter razão, fica o aviso: isto não é um jornal!
Tal como os restantes blogues não são jornais mesmo que escritos por jornalistas. Nem são livros mesmo que escritos por escritores, nem são programas de rádio mesmo que feitos por radialistas. Se houver algum que me nega enviem-me a ligação que eu terei muito gosto em conhecer.
Dito isto, se quiserem entrar em juízos de valor a conversa já é outra.
Sem me resumir a pensar o que acrescento, ainda assim acrescento: em muitos sentidos um blogue é muito melhor que um jornal ou do que um livro ou do que um programa de rádio ou do que uma conversa com um amigo ou do que um telefonema ou que uma carta enviada.
Sugestão A
![bloga[1].jpg](http://adufe.weblog.com.pt/arquivo/bloga[1].jpg)
Sugestão B
![Bloga01[1].jpg](http://adufe.weblog.com.pt/arquivo/Bloga01[1].jpg)
Sugestão C
![Bloga02[1].jpg](http://adufe.weblog.com.pt/arquivo/Bloga02[1].jpg)
Sugestão D
![Bloga03[1].jpg](http://adufe.weblog.com.pt/arquivo/Bloga03[1].jpg)
Sugestão E
![bloga[4].jpg](http://adufe.weblog.com.pt/arquivo/bloga[4].jpg)
Sugestão F

Sugestão G

Sugestão H

Sugestão I1

Sugestão I2

Sugestão J

Sugestão L

Sugestão M

Sugestão N

Off the run:

No programa Século XXI de hoje (TSF), Francisco Amaral apresentou um estudo sobre a adição nos jogadores de computador. Provou-se que as áreas do cérebro estimuladas no decurso do hábito do jogo coincidiam com as estimuladas no cérebro de um viciado em drogas. Não sei se quando falamos no vício de blogar (BlogA!) chegaremos a patamares comparáveis de vício. Talvez, algum dia sirvamos de cobaias a alguma outra investigação.
Retive uma afirmação reproduzida pelo Francisco Amaral sobre a terminologia técnica, uma correcção sugerida pelos investigadores que estabelece uma diferença significativa entre o toxicodependente e o dependente do jogo de computador. Aos primeiros convenciona-se chamar de viciados aos segundos é mais adequado chamar de devotos.
Seremos nós devotos do blogue? Talvez o nosso vizinho The Old Man com as suas preces ao Deus Blog esteja cientificamente correcto afinal...
(Artigo publicado originalmente no Adufe.pt a 9 de Novembro de 2003)
--------------------
Século XXI
4 edições em novo horário:
Sábado: 13h10m e 16h10m
Domingo: 13h10m e 16h10m
Sábados e Domingos
Aqui.
Não mudei.
Mudei de vida, de residência, de concelho, mudei muita coisa mas continuo a ir ao Pedro quando preciso de uma roupita. E eu até não sou de grandes laços sentimentais no que se refere a trocas comerciais. A loja do Pedro é uma excepção rara mas duradoura.
Hoje lá fui eu visitar a famelga mais chegada com o fito colateral de passar pela loja do Pedro.
******** INTERLÚDIO *************
O caminho fez de popó (estúpido!).
Inevitavelmente vi mais uma cena digna de um filme de acção protagonizada por um asno volante à entrada do IC19. Foi mais uma variante da banalíssima cena da diagonal imaginária que liga com prioridade a faixa de esquerda à saída mais próxima da via rápida. Enfim... cinco quilometro adiante (eram 13h) estávamos todos parados a mirar a silhueta da Serra de Sintra!
Tinoní para cá, tinoni para lá, tínhamos acidente. Houve tempo para limpar o pó do tablier, invejar as bolachas do vizinho do lado... Reparei que a construção da gigantesca urbanização que ameaça cercar o hospital Amadora-Sintra ligando em contínuo de betão Odivelas a Algés vai de vento em popa.
Um cheirinho de acelerador, pezinho na embraiagem e lá fomos andando. Quarenta minutos depois passámos a zona do acidente, não cheguei a saber se teria sido o mesmo asno de Pina Manique.
Andados mais 500 metros outro acidente. Bem debaixo da Crel. Um acidente fresquinho com quatro ou cinco carros.
******** FIM DE INTERLÚDIO ***********
Precisava de um blusão. Fui à loja do Pedro e como acontece quase sempre saí satisfeito.
Trouxe um produto (dois aliás!) indiferenciado e outro de "marca" por preços interessantes - vivo perto de éne lojas de roupa de Lisboa, não custa espreitar as montras e os abusos incríveis ao nível dos preços.
A loja do Pedro distingue-se por vários motivos. Sabe claramente o que está a vender e onde está o segredo do seu negócio. O serviço da modista para ajustes nas peças, por exemplo, está incluído no preço (coisa cada vez mais rara) e a satisfação do cliente é de longe uma preocupação prioritária e permanente.
Na loja do Pedro há uma solução diferente para cada cliente. Há seguramente margens de lucro muito diversas de produto para produto, de clientes tipo para cliente tipo. Adolescente (elas), adolescentes (eles), jovens adultos, meia idade e idosos (um nicho que deverá crescer nos próximos anos em Mem Martins).
Num espaço equilibrado com decorações diferenciadas o Pedro tem uma aplicação impecável de um modelo de negócio bem pensado.
O Pedro tem uma loja na zona nobre de Mem Martins (sim há uma zona nobre em Mem Martins!). Tem trinta e muitos anos e um estabelecimento de comércio tradicional que tem vindo a crescer saudavelmente ao longo da última década. É casado, tem três filhos e dirige uma empresa familiar (pais, esposa, irmãos...) sendo auxiliado por mais alguns empregados vocacionados para os diversos públicos. Aposta na qualidade, sabe negociar com boas marcas e apresenta resultados vendendo bem as suas colecções. É simpático, procura ultrapassar o sorriso de circunstância e tenta a todo o momento transmitir firmemente esse modo de estar ao resto da equipa com quem trabalha. Dispõe-se a fazer do cliente um amigo. E, como disse, tem tido sucesso.
Vai aos certames do sector, ouve os clientes, sai do interior da sua loja e sabe exactamente qual o seu papel no circuito económico em que está integrado. Esta visão abrangente do negócio, além do seu umbigo e da corriqueira guerrinha com a loja do lado, permite-lhe conseguir ser respeitado por fornecedores e clientes. É esse o segredo do Pedro. Inteligência e disponibilidade para trabalhar.
Consigo ficar feliz com compatriotas assim, bem mais feliz do que quando vejo alguém a acertar num qualquer preço certo.
A BlogA: actualizarei a lista de associados ao final do dia, amanhã de manhã o mais tardar. Estou em terapia de privação até lá ;-)
Aos associados:
Já tinhamos pensado no assunto mas o Nuno Branco deu o mote publicamente: precisamos de um selo ou de um banner para a BlogA! (ainda não sei se há-de ser "BlogA!" ou "BlogA?").
Se alguém quiser apresentar propostas esteja à vontade!
O duche: será que já descobriram qual é o gene que nos põe a cantar no duche? Deve haver um...
Assinaram de cruz:
3. - Catarina "Lili" Campos, Mesmo 100 Nada PT, (Portugal, ?)
4. e 5. - Jiminy Cricket e CMC, Ter Voz, (Portugal, Lisboa)
6. - Valdir Cardoso, Crítica Lusa, (Portugal, ?)
7. - Rui Gonçalves, 3tesas não pagam dívidas, (Portugal, Coimbra, Oliveira do Hospital)
8 - Nuno Peralta, Janela Para o Rio PT, (Portugal, Lisboa)
9. - Nuno Branco, Poetry Café, (Portugal, Porto)
10. - Cláudia D., Mundo de Claudia, (Portugal, Lisboa)
11. - Valter Miguel, O Laboratório De HeartLess, (Portugal, Faro)
12. - Leonel Vicente, Memória Virtual, (Portugal, ?)
13. - Gotinha, Blogotinha, (Portugal, ?)
Observadores:
- Cathy, Despenseiros da Palavra, (Brasil, ?)
- Paulo André, Hyde-Park-dos-Pobrezinhos (Portugal, Sintra)
- Serena, Chá de Menta (Portugal, ?)
A comissão organizadora:
1. - Claudia e Alecrim Flores do Campo (Portugal, Lisboa, Loures)
2. - Rui MCB, Adufe.pt (Portugal, Lisboa, Lisboa)
Se algum dos observadores / ou associados desejar mudar de estatuto envie uma mensagem de correio electrónico para o e-mail fogueiralusa@yahoo.com ou deixe um comentário.
[Texto integral em anexo (ligação no final)]
O que poderá ser a "BlogA?"?
Identifica-se ainda que ligeiramente com alguma das anteriores patolo...descrições?
Responde afirmativamente a alguma das anteriores perguntas?
Se sim muito provavelmente você sofre de algum grau de blogolémica.
A blogolémica como qualquer outro vício deve ser encarada como potencialmente perturbadora da sua personalidade. Isso poderá ser mau, muito mau ou nem por isso. O primeiro passo para evitar o descontrolo é reconhecer o vício, enfrentá-lo e arranjar formas equilibradas de lidar com ele.
Junte-se a outros blogólicos, fale com eles, discuta conteúdos, decifre-lhes a fisionomia, reforce as amizades, desça à terra partilhando os seus sonhos e ansias blogoesféricas! Faça do seu vício algo virtuoso, desdramatize-o, ponha-o a “jogar” a seu favor!
Junte-se à Bloga? – “Blogólicos Anónimos?”.
Diga-nos o seu nome, se tiver blogue(s) identifique-o(s) e diga-nos de que região, país e cidade/concelho do mundo é.
Para já vá deixando os contactos na caixa de comentários deste blogue ou deste (a comissão instaladora).
Continue atento, divulgaremos aqui mais novidades sobre a “BlogA?”.
[Nota: uma das terapêuticas da "BlogA?" poderá passar por realizar assembleias gerais ou concelhos de especialidade (os blogólicos da fotografia, os blogólicos da poesia, os blogólicos da economia, os blogólicos da literatura, os blogólicos da política, os blogólicos do diz-que-disse, os Blogólicos da Bola, etc) em recintos (restaurantes, cafés, casas particulares, estádios de futebol - Deus é grandji! -) internet free.]
Crises com a cara metade:
“Gostas mais de teu blogue do que de mim...”
“Ou largas esse blogue e vens para a cama ou amanhã encho-te as caixas de comentários com umas verdades!”
“Nunca me escreveste uma carta mas ao blogue escreves todos os dias!”
“- Agora é a minha vez!
- Ontem só tu é que escreveste! Hoje sou eu!
- Mas ontem eu fazia anos!”
Privação antecipada:
“Ai vida, como é que vão ser as férias na província sem internet, sem blogues!!!”
“Vou estar em reunião o dia todo, como é que vou suportar! Eles vão-me abandonar! Vou ficar sem visitas!!!”
Síndroma do Sitemeter:
Estou quase, estou quase a bater o record de visitas diárias é só mais um post e consigo...vá lá ainda faltam 5 minutos para a meia noite...YES! 15 visitas! YES! YES, YEEEEESSS!
A raiva de Segunda-feira.
Porra! Estive fora no fim de semana e saí logo do top 25?!
Vícios acumulados:
Vamos ganhar!
Vão é ganhar juízo!
Vais levar 3 a zero!
Aposto contigo um dia sem blogar!
Droga de Substituição:
O meu clube perdeu! Mas ontem ganhei mais dois inbound blogues no technorati!!
Síndroma do “Agarrem-me senão eu vou-me a ele”:
“Entrada 34567 (3/2/2003): Acabou-se. Vou-me embora. Por causa de vocês que me lêem deixei morrer as plantas de sede. Acabou-se o blogue!
Entrada 56999 (2/3/2003): Eu sei que vocês já me leram pelo menos 100 vezes a dizer que ia acabar com o blogue, mas é desta!
Entrada 89909 (22/4/2003): Surra que os enganei. Adivinhem quem é o Zé Tolas, a Rosebunda e o Trio Alimária. Tudo eu! E acabei de criar o meu 34º blogue. Quem adivinhar recebe um link aqui neste meu lar doce lar.”
Vanguardista:
João!
Maria!
Alfredo!
Isabel!
Baltazar!
Inês!
Blogue!
Bloga!
(lista de nomes para filhos recolhida assistindo a uma altercação familiar sobre o tema...)
Doença da Maria:
Escrevi 250 000 caracteres nos últimos 9 meses de bloguices, estarei grávida?
Vingativo:
Ou me pões nos teus links ou nunca mais vou ao teu blogue!
O certinho:
De manhã assim que chego ao trabalho publico um, à hora de almoço como uma sandes e publico outro, depois deixo um datado para aparecer na lista à hora do lanche porque vou estar em reunião e não terei computador, à noite enquanto aquece a sopa, pimba, mais um, enquanto os miúdos lavam os dentes mais outro e quando estiver tudo a dormir vou “à casa de banho” e deixo mais um para a despedida.
As perguntas:
Deixou de ver televisão regularmente e agora lê blogues?
Mudou recentemente o seu plano tarifário de ligação à internet para poder aceder sem custo acrescido durante todo o dia (ler e editar blogues)?
Acha que os blogues vão mudar o mundo?
Passou a fumar menos desde que começou a blogar?
Passou a fumar mais desde que começou a blogar?
Fuma mais ainda quando não pode blogar?
Durante o seu dia dedica mais palavras a pessoas que não conhece e nunca viu do que a perfeitos conhecidos?
Passou a mandar abraços regulares ao Pacheco Pereira ou ao Francisco José Viegas sem nunca ter falado com eles pessoalmente?
Acha piada quando alguém diz : “Fazes-me um blogue?”
Não acredita quando vê o arquivo e este lhe diz que tem um blogue há menos de um ano?
Identifica-se ainda que ligeiramente com alguma das anteriores patolo...descrições?
Responde afirmativamente a alguma das anteriores perguntas?
Se sim muito provavelmente você sofre de algum grau de blogolémica.
A blogolémica como qualquer outro vício deve ser encarada como potencialmente perturbadora da sua personalidade. Isso poderá ser mau, muito mau ou nem por isso. O primeiro passo para evitar o descontrolo é reconhecer o vício, enfrentá-lo e arranjar formas equilibradas de lidar com ele.
Junte-se a outros blogólicos, fale com eles, discuta conteúdos, decifre-lhes a fisionomia, reforce as amizades, desça à terra partilhando os seus sonhos e ansias blogoesféricas! Faça do seu vício algo virtuoso, desdramatize-o, ponha-o a “jogar” a seu favor!
Junte-se à Bloga? – “Blogólicos Anónimos?”.
Diga-nos o seu nome, se tiver blogue(s) identifique-o(s) e diga-nos de que região, país e cidade/concelho do mundo é.
Para já vá deixando os contactos na caixa de comentários deste blogue ou deste (a comissão instaladora).
Continue atento, divulgaremos aqui mais novidades sobre a “BlogA?”.
[Nota: uma das terapêuticas da "BlogA?" poderá passar por realizar assembleias gerais ou concelhos de especialidade (os blogólicos da fotografia, os blogólicos da poesia, os blogólicos da economia, os blogólicos da literatura, os blogólicos da política, os blogólicos do diz-que-disse, os Blogólicos da Bola, etc) em recintos (restaurantes, cafés, casas particulares, estádios de futebol - Deus é grandji! -) internet free.]
Estar atulhado de trabalho!
Como disse no artigo/entrada/texto/post anterior:
Em breve novidades da BLOGA!
Ó Claudia... Não sei se já há uma Blogólicos Anónimos (BLOGA!) mas fazendo uma pesquisa na net encontrei estes Blogólatras Anônimos. E por lá diz-se:
"Um post de cada vez
Somos uma irmandade de pessoas que perderam a capacidade para controlar nossa maneira de blogar. Por isso descobrimos que precisamos de ajuda e apoio de outros blogueiros em B.A.
Blogueiro compulsivo, que coleciona incontáveis noites em claro e que já experimentou de tudo neste universo virtual, o B.A. - Blogólatras Anônimos - é a solução para o seu desespero. E quando bater uma crise de abstinência, escreva mais um post!"
Pelo que adivinho em breve teremos uma Internacional de Blogólicos ou Blogólatras Anónimos, uma IBBA portanto.
Os corpos gerentes do Adufe.pt e das Flores do Campo decidiram criar hoje, dia 6 de Novembro de 2003, os BlogA - Blogólicos Anónimos!
É que isto de blogar é pior do que ter um animal de estimação ou até mesmo um tamagochi.
Estão abertas vagas para mais sócios!!!
Retomo a novela CRP com um artigo muito visitado, um artigo que traça um limiar indispensável e que tenho como uma das maiores conquistas do 25 de Abril de 1974. Nos próximos dias seguir-se-ão mais três artigo correlacionados com o tema:
Liberdade de imprensa e meios de comunicação social
Alta Autoridade para a Comunicação Social
Direitos de antena, de resposta e de réplica política
A estes sucedem as restantes liberdades, mas lá chegaremos.
Artigo 37.º
Liberdade de expressão e informação
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.
TÍTULO II
Direitos, liberdades e garantias
CAPÍTULO I
Direitos, liberdades e garantias pessoais
Constituição da República Portuguesa - V Revisão
...talvez não tão bom quanto isso (ficar até estas horas na net).
Acabei de descobrir que ou sou ignorante ou estou de má fé neste mundo.
Não podia estar em maior desacordo consigo caro Católido de Direita logo assenta-me o seu epíteto.
Permita-me a frontalidade: a sua cabecinha em matéria de pensar a imigração é uma grande confusão. Mistura filhos de imigrantes oriundos de África (muitos deles portugueses pretos, chegados essencialmente nos anos 70 e 80) com os afluxos de imigrantes dos últimos 15 anos. Constata que houve e há uma certa desregulação nas entradas para de imediato concluir que andamos há mais de uma década com excedente de imigrantes. Enfim, devolvo-lhe o mimo que ofereceu ao Paulo Gorjão: Em que torre tem estado enfiado nos últimos anos? Tem passado pelos estaleiros de obras, pelos estabelecimentos comerciais, pelas explorações agrícolas?
E depois acena com o perigo de dilurmos a portugalidade... Faz ideia de qual é a percentagem de residentes estrangeiros em Portugal? Não chegarão a ser 6% muito provavelmente. Em dados oficiais talvez metade disso! Quer compará-la como que encontramos em França, na Alemanha ou mesmo em Inglaterra?
E ainda lhe pergunto que coisa estanque e desinfectada é essa que imagina ser-se português?
Parece-me que o seu problema não é de facto com os imigrantes é apenas com um certo tipo de pessoas que não quer reconhecer como seus concidadãos. Alguns deles são um problema, sem dúvida, e poderão merecer uma abordagem específica que muito provavelmente nunca tiveram mas não se atreva a querer recataloga-los de expatriáveis. São-no tanto quanto você ou quanto eu.
Muitos deles orgulham-me muito mais de ser português (como eles) do que o caro concidadão Católico de Direita. Basta-me ler o que escreve e observar a leviandade com que defende tamanhas enormidades.
Uma vez que terminou abruptamente a discussão com o Paulo Gorjão imagino que seja utópico lê-lo sobre os problemas, desafios e oportunidades da imigração no mundo contemporâneo e em Portugal em particular...
Por mera curiosidade, admitindo que não considera o expatriamento de portugueses de ascendência africana, que medidas preconiza para resolver os problemas da violência e da prevenção da mesma entre tais comunidades?
...em que valeu a pena espreitar a net a estas horas. Belo texto sobre as propinas e o ensino superior do João da Metamorfose (uma leitura mais que diária). Deixo um "cheirinho", o resto está ali ao lado, algures além Atlântico.
propinas :-
não sei se será ou não útil para a discussão, mas nos estados unidos a propina anual para a frequência de uma (boa) instituição de ensino superior varia entre 5 000 e 35 000 dólares por ano - o menor dos valores, se um estudante frequentar uma boa universidade pública do estado onde habita, e o mais alto, se frequentar uma boa universidade privada.
só que são raros os estudantes que pagam estes valores na totalidade. e isso, porque há mil e uma maneiras de financiar a frequência de um curso superior:
há bolsas de mérito atribuídas por universidades e por agências estaduais, federais e privadas;
há bolsas atribuídas pelas instituições de ensino superior a estudantes que queiram trabalhar algumas horas por dia na biblioteca, na livraria, na cantina, ou a dar aulas de apoio a alunos de anos anteriores.
há empréstimos federais atribuídos aos menos favorecidos, e que só começam a ser pagos quando o estudante arranjar emprego estável;
e há, ainda, a malha social de apoio que passa pelos familiares, amigos e comunidades, os quais desenvolveram expectativas positivas relativamente ao investimento que representa a frequência de um curso de ensino superior, porque foi nesse sistema de valores que foram educados. (...)
Há dias o Paulo Querido apresentou uma novidade da blogo-esfera, um serviço de publicidade em regime de troca directa: por cada vez que forem ao teu blog estarás a promover um blog da "cooperativa" e sabes que haverá outro blog dessa mesma “cooperativa”, algures no mundo, que estará a promover o teu.
Achei a ideia interessante principalmente porque me oferece semi-aleatoriamente uma proposta de leitura de proveniência incerta. No pouco tempo que tive para espreitar quem se anunciava no Adufe dei uma voltinha por um blog grego, depois por outro brasileiro, japonês... E sei que alguns deles já cá vieram. Reparei que escrevem em Inglês, têm nitidamente como objectivo poder ser lidos além fronteiras, como a nossa Cláudia por exemplo. Por aqui vai-se insistindo no português sem fundamentalismos. E para quem quiser tentar perceber alguma coisa que não nos entenda pode sempre recorrer ao desafio da má tradução disponível ali ao lado na ligação “The Adufe”.
Este dispositivo de publicidade é bom para preguiçosos que gostam de dar um tirito no escuro de vez em quando. É como se encontrasse um estranho na rua e por momentos tivesse de partilhar um espaço em conjunto, uma necessidade que nos obrigasse a um entendimento urgente. Sempre com a secreta esperança de poder estar a encontrar alguém especial.
“Cruz em monte, cruz em fonte
nunca o diabo comigo se encontre.
Nem de noite, nem de dia,
nem às horas do meio-dia.”
Pai Nosso Pequenino
Benquerença, Dezembro de 1996
Nunca dei com o meu relógio de acordo com o da torre da igreja beirã: hoje o da torre leva seis minutos de adianto. O desfasamento entre a precisão do micro-segundo do meu relógio de pulso e o mecanismo não electrónico do relógio da paróquia vem lembrar, todas as meias horas, a dimensão temporal que impera no interior do país. Uma dimensão tal que em dois dias consegue a proeza de pôr um citadino experimentado sem saber onde param as segundas, terças e demais feiras da semana. Cá na terra, já 1996 vai bem adiantado, há, ainda e só, dois dias na semana: o domingo e os outros.
«O trânsito estará condiciondado entre as 15 e as 17 horas no sentido Centro Cultural de Belém - Avenidas Novas e também entre...»; o que se ouve é a ironia do relógio da torre sobre a emissora alienígena que se estendeu à raia do país. Bateu o meio-dia. É domingo.
Para trás ficaram aulas, trabalho, a rotina das sextas-feiras e ficaram já quatro sacas e meia de azeitona à espera do lagar. Entretanto: partiram-se dois banços das escadas quase centenárias; discutiu-se Deus e a nova equipa do Sporting entre os ramos mais altos de uma oliveira; trincaram-se sardinhas fritas partilhadas com o cachorro dos vizinhos do torrão ao lado e passou-se uma noite rara de lua, estrelas e lareira reanimadora, rematada por um sono profundo.
Enquanto vos escrevo esta, boa parte da minha família peca. O retiro dedicado à apanha da azeitona é curto, demasiado curto para dar conta de uma mão cheia de galegas, outra de cordovil e ainda outra de vermelhal e mais algumas carrascas. O dilema está em aproveitar o domingo e conseguir acabar o serviço ou não trabalhar ao domingo e partir para a cidade com menos alguns litros de azeite em conta e menos uma falta grave à religião.
Entre a geração temente a Deus, a que diz que teme e se balda e a que não teme e despreza, chegou-se ao compromisso pragmático de trabalhar meio domingo às escondidas das bocas do povo.
Hoje de manhã iniciou-se, então, uma operação «stealth» de cujo resultado teremos novas durante a semana pela boca (ou com sorte, pelo silêncio) das beatas da aldeia.
Estas peripécias lembram-me um outro dia no campo, durante uma descamisa ao luar, há imenso tempo; talvez até já conheçam a estória:
- Filho, estás a ver aquelas manchas negras na lua? Se reparares bem descobres lá a forma de um homem com um volume às costas. Vês? Ali.
- Ah...
- Aquele homem foi castigado por Deus. Era muito ganancioso e, embora se dissesse temente a Deus, pecava todos os domingos, pois, na avidez de ganhar mais uns patacos, enquanto as outras pessoas iam à missa e passavam o dia com a família, ele ia trabalhar para o campo. Castigando a sua ganância Deus condenou-o a carregar uma moreia de silvas para todo o sempre, sem destino, para que redimisse os seus pecados. E para que todos soubessem do seu pecado colocou-o lá em cima, no lugar mais alto e visível, no meio da lua branca. Vês?
- Pai... Eu pensava que aquela mancha era um olho e aquela ali ao lado era outro olho e a outra mais em baixo, meio de lado, era uma boca torcida. Pensava que a lua se ria...
Pelas Terras do Nunca há fé... Há fé em que daqui a um ano já se saiba quem será o sucessor de George W. Bush, ou seja, um dia depois das eleições.
Lembrem-se do que se passou nas últimas e digam lá se não é preciso ter fé acreditando em tamanha ligeireza.
Será que ainda haverá boletins perfurados na América?
No Jornal de Negócios de hoje noticiava-se que uma das medidas das finanças francesas para minimizarem o défice que se orçamenta para 2004 (assumidamente superior a 3%) será considerar a redução do número de dias feriados, eliminando um deles.
Quanta receita fiscal adicional de arrecadará por cada dia a mais de actividade económica? Não tenho os números nem o tempo para os procurar e propor um qualquer modelo de cálculo mas assumindo que menos feriados representam menos défice tenho uma boa notícia!
Neste ano de 2003 tivemos os seguintes feriados nacionais em dias úteis:
1 de Janeiro
4 de Março
18 de Abril
25 de Abril
1 de Maio
10 e 19 de Junho
15 de Agosto
1, 8 e 25 de Dezembro
Somam 11 dias feriados.
No próximo ano temos os seguintes feriados em dias úteis:
1 de Janeiro
24 de Fevereiro
10 de Abril
10 e 11 de Junho
5 de Outubro
1 de Novembro
1 e 8 de Dezembro.
Somam 9 dias feriados. Juntando-lhe o dia adicional próprio dos anos bissextos conclui-se que teremos um bom ano para atacar o défice!
Arranjei dois minutos para ler os jornais. Os económicos de hoje e o Público de segunda feira. Lendo as notícias de ante-ontem sou assaltado por uma sensação estranha. Fico com a impressão de que há alguma vantagem neste exercício. As letras parecem mais nítidas, o que mais me interessa revela-se com mais facilidade. Vou-me surpreendendo com prazer.
Julgo não errar em citar uma prática que José Pacheco Pereira revelou seguir num programa da TSF do século passado. Dizia que não lia novidades literárias, deixava ficar os livros repousar durante uns anos para então lhes dar uma oportunidade. E agradava-lhe esse período de nojo. Se a memória não me atraiçoa lembro-me de o ter ouvido discorrer sobre as vantagens desse ritual. Hoje recordei-me dessas palavras nas páginas de um jornal. Há muito que só se vê com a devida distância. Tal como aqui, na blogo-esfera, há um mundo de revelação se contrariarmos o carácter efémero, a continuidade inexorável do tempo na leitura da imprensa.
Nos blogues, com os motores de busca e com os comentários, já me surgiu essa surpresa. Um texto, uma polémica antiga, ressurgem com um comentário empenhado e renascem mesmo com mais intensidade chamando de novo os interlocutores do passado. Outras vezes vêm à memória os velhos textos por gerarem um breve aconchego na alma de alguém que por aqui se revela em poucas palavras.
A tendência mais forte é a do jornal que se lê e se deita fora mas fico particularmente satisfeito quando me chamam de novo para um texto antigo como se lessem um livro submetido a um período de nojo.
Depois de alguns dias de inoperacionalidade, a função de pesquisas no Adufe está de novo disponível.
Será agora mais fácil chegarem a temas recentemente pesquisados como:
- "geleia receita marmelo açucar",
- " importância do falar bem",
- "inviolabilidade do domicílio",
- "musicas tema de lisboa e o prisioneiro de caetano veloso",
- "quantidade de lixo reciclado em curitiba nos anos de 2001 a 2003",
- "fernando lima dn",
ou mesmo a "pectina em geleia" e "parvoice".
"Livro de visitas e bloggers" é que não tenho, deixem notícias na caixa de correio ou nos comentários.
Passem bem e voltem sempre!
(é impressão minha ou estamos a lixar os motores de buscas na internet?)
Quem nesta esfera já algum dia apanhou azeitonas?
Quem já andou discutindo o tudo e o nada empinado em escadas de madeira entre as copas de uma generosa oliveira?
Amadureceu cedo a azeitona este ano em boa parte do país. Num ano normal ainda se andaria descansadamente a apanhar para a conserva...
Seja com máquinas que abanam as oliveiras da CEE (pequenas e certinhas, prontas para a recolha e tratamento mecanizado e para a exploração intensiva) ou à moda tradicional (chegam a ser milenares as oliveiras "tradicionais"), varejando no Alentejo ou depenicando nas Beiras e em Trás os Montes, está a chegar a altura da "apanha".
Amanhã regressarei às azeitonas se não estiver com os azeites!
Fiquem bem!
Apeteceu-me, o que é que querem!
(a propósito do que o ouvi dizer em Espanha aos empresários espanhóis)
Remexendo os restos de um proto-blogue desencantei estas história de cem palavras:
I
Colher
Não é colher é ser-se colhido.
Manhã cedo há a procura de um comboio. Segue-se viagem como ontem até que um dia o comboio pára onde não deveria: está vermelho o sinal.
«Senhores passageiros a circulação regista atraso. Foi colhido um indivíduo entre Queluz e Massamá. Pelo facto pedimos desculpa.»
À minha frente no comboio alguém pergunta se estava maduro, o indivíduo; ao meu lado pragueja-se pelo atraso; nos fones, aos meus ouvidos, o agricultor diz que a chuva em Junho já fez a colheita das cerejas.
Quando o comboio passa onde foi colhido um indivíduo, também faz pouca-terra?
II
Praia sem Headphones
Joãozinho! Não tire o chapéu!
Xaninha deixe o cão do senhor!
Ó meu estupor, se me acertas outra vez com essa bola!...
Joãozinho não vá para a água que molha a camisola!
JoJó! Você já viu que está todo cheio de areia?
Cajó! Sofia! Venham comer!
Mário Augusto, olhe que apanha!
Nelinho, não há gelado! Acabaste de comer um papo-seco!
Gustavo! Desenterra já o teu irmão!! Onde é que está o Sinopi?
Mãe! Olha o balão que apanhámos na água!
Chico! Deixa a lambisgoia e vai acudir ao teu filho que se picou no paaaixe!
Comi um arrozinho de polvo que estava uma delícia e acompanhei com um sumo de laranja... Agora estou a comer bolachas gordurosas com pepitas de chocolate. São servidos?
Lamento informar potenciais admiradoras(es) da minha franja que esta será abundantemente desbastada num futuro muito próximo. Antes da próxima lua, seguramente.
A gerência do Adufe.
1º O Fumo
Muito se tem escrito sobre tabaco no blogoesfera e sinceramente por agora posso dizer que para esse peditório já dei, mas trago para aqui o apontamento que li no Resistência Islâmica onde se informa que é muito frequente o consumo de cigarros disparar entre os muçulmanos fumadores no mês do Ramadão. Determinismo religioso associado ao consumo de tabaco é uma perspectiva que confesso me passava ao lado. Haverá algo do género entre os cristão ou judeus em alguma época do ano? Haverá alguma Voz do Deserto, ou algum Aviz com dados estatísticos? Podem ser estatísticas pessoais :)
2º O Ginásio
Ainda da breve volta pela blogoesfera e ainda sobre "saúde" destaco um dos últimos textos de um dos nossos médicos de serviço. O Bisturi discorre sobre os hábitos alimentares clarificando, reforçando, repetindo mais uma vez a causa e efeito entre o que se come e como se vive. Deixa no ar a ideia que tudo seria diferente lá no seu ofício se a mesma determinação com que muitos de nós aderimos a um ginásio se aplicásse à qualidade da nossa dieta. O nosso nome do meio é Contradição o que é que se há-de fazer? Para quem queira saber mesmo o que fazer o Bisturi oferece algumas sugestões que reproduzo:
Fico triste por surgirem tantas doenças evitáveis em pessoas novas, com tanto para dar e de tal maneira importantes para os outros, apenas por não seguirem algumas regras simples:
- iniciar o dia com um pequeno almoço de pão e leite ou derivados, nos primeiros trinta minutos após se levantar;
- a meio da manhã e da tarde, comer ao menos uma peça de fruta;
- comer com prazer, sem cronometrar a refeição;
- beber ao menos 1,5 litro de água por dia (um lapso comum e grave);
- consumir muitos vegetais e frutos frescos;
- preferir o azeite (rico em gordura insaturada) para temperar os alimentos;
- consumir muito esporadicamente doces, charcutaria, óleos e comidas gordurosas saturadas (maioneses, molhos);
- proscrever o excesso de sal;
- realizar exercício físico moderado: basta até passear a pé com um amigo...
Quando há paixão, quando nos marcam, quando seguimos um exemplo é sempre mais difícil a distância, é mais comum a reacção exaltada.
Não digo novidade nenhuma, mesmo quando falo da relação que alguns de nós tivemos e temos com uma emissora de rádio. Na semana passada pedi contributos sob pretexto da algo provocadora e algo exagerada frase: “Porque gostávamos tanto da TSF”. As reacções vieram do Mariano Serra, da Gin (Gin Tónico), do Pedro (pixeldust), da Ana, da Elsa Costa, do Rui (O Bisturi), do Fernando (Cidadão do Mundo), do Nuno Peralta (Janela para o Rio), do Carlos Fontes e da Cecília.
Alguns exacerbaram a traição outros puseram água na fervura.
O Pedro, por exemplo, sintetizou bem qual a herança da TSF que esperávamos que se continuasse a honrar:
“Eu gostava muito da TSF porque ela transpirava aquilo a que se chama de "paixão da rádio".
A TSF não nivelava a inteligência dos seus ouvintes por baixo como agora acontece.
A TSF tinha uma agenda própria, no que à música diz respeito.
A TSF não fazia promoções a música fast-food.
Hoje em dia está completamente embrenhada em playlists mais que duvidosas, que apenas servem para afastar os seus ouvintes, outrora fiéis.
A TSF era a casa ideal para dezenas de profissionais que tinham um ponto em comum: o amor à rádio.
Hoje nem sequer respeitam os que lá ficaram.”
Mais directa e focando algumas das novidades a Ana estrebucha (e eu com ela):
“Não se aguenta. Não se aguenta ver aquilo em que transformaram a paixão da rádio - que não era só a deles, a de quem a fazia, mas também, e muito, a de quem a ouvia - o que não é pouco. Quem será que eles - os que tomam as decisões - julgam que ouve a TSF? Será que acham normal "A Idade da Inocência", aquela rádio pré-gravada, tudo montadinho e pronto para ser repetido ad aeternum? Acharão os outros, os que ouvem, normal um programa sem alma, sem gente a fazê-lo, só a voz da Margarida Pinto Correia e o som que ela pelos vistos acha que nos fazia falta, aqueles temas requentados da pior pop de sempre? Que farão os animadores de serviço à antena, enquanto aquela alarvidade vai para o ar? Isto é menos do que nivelar por baixo, isto é um insulto para os radialistas como para os ouvintes. É um horror, aquilo em que estão a transformar aquela que foi a rádio de todos - mesmo daqueles que ouviam outras estações. A TSF é a TVI da rádio.”
A Ana remata com um exagero apaixonado, esperemos que nunca tenha razão na comparação. Mas que custa, custa... Não é Elsa Costa?
“Custa-me ver aqueles outdoors e aqueles anúncios de imprensa a promover as novidades da nova TSF. Desde quando é que os mais velhos têm ideias, projectos inovadores? Será que a TSF precisava dos velhotes Margarida Marante, Carlos Pinto Coelho, e mais aquele careca da economia? Não chegam os lugares comuns a que não podemos escapar? precisávamos de mais estes? De que novas abordagens serão capazes estas velhas carcaças sobreremuneradas?”
Esta última é violenta para o António Peres Metelo que agora regressa e que personificou durante muitos anos o serviço público de ensino de economia para leigos na antena da TSF. Mas percebe-se a dúvida. Porquê mexer em equipa que ganha? Porquê dispensar goleadores? Há sempre espaço para novidades, para reforços mas prova fraqueza e pouca inteligência uma direcção que só se sabe afirmar em cima dos escombros do trabalho da anterior, seja ele bom ou mau. Só o que sobrou era bom? Tudo o que desapareceu comprometia os objectivos? A Íntima Fracção, era um deses exemplos ??
Somos todos treinadores de bancada no que se refere à TSF, não é Fernando Correia?
Adiante. Apesar do Mariano não se contentar com uma imitação inferior, o Rui do Bisturi constata a propósito dessa mesma “imitação” que:
“Para quem quer manter algum nível cultural e de rigor informativo, só resta a Antena Um.”
O Fernando retoma a linha da Ana e sublinha :
«Gostavamos». Pretérito imperfeito. Muito bem.
O presente do indicativo não faz sentido. A TSF já não existe.
Mas o Carlos Fontes reflecte e chama-nos à razão, obriga-nos a reconhecer que são talvez demasiado precipitadas as conclusões fatalistas, devolve-nos com isso alguma esperança sem nos apagar a sensação de perda e os receios sobre o futuro:
“Apesar da desilusão provocada pela recente playlist, a TSF continua a ser a rádio com melhor informação. O período da manhã e o fim de tarde têm uma dinâmica informativa notável. E continuam na grelha programas como o Fórum e o Pessoal & Transmissível, que não sofreram qualquer alteração de tipo editorial. Parece-me que as declarações sobre a morte da TSF se enquadram numa campanha em defesa da Antena 1, que apesar de plagiar descaradamente a TSF sofreu um rombo nas sondagens.”
Confesso que nada me move em defesa da Antena 1 e passam-me completamente ao lado guerras de bastidores entre rádios. Reconheço apenas que, apesar da irritação profunda provocada pelas escolhas musicais que me levam amiúde a mudar de emissora, tenho regressado para o Pessoal e Intransmissível, para os noticiários, para os relatos desportivos como muito bem ressalta o Nuno “(...) ainda continua a ter os melhores relatos de futebol.” O Nuno alarga aliás a lista das perdas recordando:
“Eu também gostava da TSF.
Hoje consigo ouvir um pouco das manhãs, mas ainda assim partilhado com a Best Rock (que também só se consegue ouvir durante o programa da manhã).
O que eu sinto efectivamente falta é dos fins de semana, da Íntima