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janeiro 28, 2006
Como uma pluma
Ouvem-se os passos, só os passos. A gente aperta-se, sem pressas, sem empurrões, numa ordem que só se consegue pela disciplina ou pela apatia.
Milhares de passos de milhares de pessoas. Descemos os degraus, tantos degraus, desde o topo da bancada, literalmente desde as luzes da ribalta até às entranhas dos bastidores.
Na rua recebe-nos o lixo dos preliminares, os restos dos cachorros quentes, dos couratos, da cerveja e algumas bandeirinhas de uso efémero que nos ofereceram à entrada. Chegados ali, vamo-nos apagando como brasas que se separam numa fogueira… É nessa altura que o frio nos assalta que a chuva se torna inclemente. É então que a derrota é mais nossa.
Haja o aconchego de um cachecol, pintado com as nossas cores, sempre ao pescoço, sem vergonha. Para uns como uma cicatriz, para outros uma pluma.
Hoje tenho uma pluma em casa.

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Publicado por Rui às janeiro 28, 2006 11:05 PM
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Comentários
Hoje torci pelo Sporting!! E ontem também, perante um benfiquista parceiro da natação. Ah! e perante o professor da dita, que, assegura ele, tem um ódio de morte ao Sporting!
Publicado por: a.castro às janeiro 29, 2006 12:02 AM
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Tese: Portugal?
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