outubro 10, 2004

Tentativa e erro

Bacalhau quase espiritualA experimentação científica é uma coisa maravilhosa.

E a culinária também!

Ninguém diria que isto que aqui vêem é uma deliciosa marmelada, pois não?
Pois hoje foi o mais próximo que se conseguiu arranjar - que seja comestível.

Valeu-nos o bacalhau quase espiritual perante uma panela de pressão espirituosa.

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outubro 03, 2004

Almoço de domingo

E as entradas hoje vão ser rodelas de beringela fritas, embrulhadas num cremezito de ovos e farinha de trigo.

Seguem-se robalinhos ao azeite com cuscus, servidos com vinho branco da península de Setúbal.
À sobremesa uvas moscatel ou laranja.

Não temos menu turístico.

Posted by Rui at 12:58 PM | Comments (7) | TrackBack

setembro 21, 2004

BRAVO Esmolfe

Uma boa notícia para variar:

"A Felba - Promoção de Frutas e Legumes da Beira Alta e a Direcção Regional de Agricultura organiza hoje em Viseu o primeiro mercado de fruta certificada da região, onde vão estar em destaque a maçã Bravo de Esmolfe, com Denominação de Origem Protegida (DOP), e a maçã da Beira Alta, com Indicação Geográfica Protegida (IGP). (...)"
in Público

A Bravo Esmolfe deve ser só a melhor maçã do mundo.... Digo eu.

Posted by Rui at 12:47 PM | Comments (4) | TrackBack

junho 24, 2004

Gravanços

Hoje consegui ouvir mais de meia hora de notícias sem que se falasse em futebol.
Destaco do noticiário da RDP 1 (o tal depois das 13h), a reportagem sobre a Feira Antiga de São João que se está a realizar na Guarda no largo da sé até Domigo.
No meio da reportagem ouvi uma palavra que os meus pais só dizem "sem medo" quando estão na Beira Baixa: gravanços. Andam convencidos que se trata de calão ordinário lá da terreola. O que me dirá o Houaiss?
Diga lá o que disser e minha avó fazia as melhores almofias de sopas de gravanços do mundo, essa é que é essa!

Gravanço = Grão-de-Bico

Posted by Rui at 05:11 PM | Comments (1) | TrackBack

fevereiro 24, 2004

Cozido e arroz doce

Lamentava-se o meu pai há pouco por não ter hoje direito nem ao cozido à portuguesa nem ao arroz doce. Não porque não se atrevesse a faze-los mas por outros constrangimentos que agora não vêm ao caso.

Por aqui também falha a tradição da terça feira gorda... Infelizmente pois nestes casos não me importo de ser cristão!

Há por aí blogueres que se possam orgulhar de ter mantido esta tradição nas véspera da quarta feira de cinzas?

Já reparei que no Tugir primam pelo exotismo, crocodilo do Luisiana vejam só!

Posted by Rui at 01:54 PM | Comments (6) | TrackBack

dezembro 31, 2003

São servidos?

É caseirinho!!!
E afinal até está bom... Nhami!
Ópera

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Amigos...

Amigos, hoje à noite vou (vamos) tragar as comezainas ontem cozinhadas sob inspiração de Mary Shelley. E não satisfeitos (é obra feita a 4 mãos) ainda se perfilam cogumelos, queijos vários, ovos cozidos, presunto, picles, pão ralado, algum álcool, ingredientes secretos, sapateiras e gambas para uma segunda volta de experiências científicas na cozinha.
Novos "monstros" se advinham. Será que irei sobreviver ao que falta de 2003? Se sim hei-de estar a comemorar num bem popular passeio pela baixa mais logo à noite.
Que o ano 2004 seja um bocadinho melhor que este que finda.
Fiquem bem.
(ainda cá hei-de voltar antes de fechar o ano...)

Posted by Rui at 10:19 AM | Comments (4) | TrackBack

dezembro 30, 2003

A cozinha

Eu acho que nunca estive até tão tarde na cozinha em experimentações... Tudo estreias desde o belo pastel de bacalhau passando pelo leite creme (que ficou mais parecido com xarope de limão cremoso) ao especialíssimo bolo coquete do Cordon Bleu cujo aspecto final é ainda neste momento uma perfeita incógnita. Bom, já chega de descanso deixem-me lá ir ao último assalto. Até amanhã !

Posted by Rui at 11:42 PM | Comments (5) | TrackBack

dezembro 13, 2003

Licor

Com que então licor de poejo e licor de amoras... Seria uma estreia.
Há aqui dois dedos pedinchantes no ar :-)

Noutro registo - experimentação culinária - informo que dentro de algumas horas tentarei a minha primeira tarte de limão. Se sobreviver troco por um cálice de licor em data acertar.
A minha moça avisa-me ainda que esperamos a todo o momento uma boa aguardente caseira vinda das bandas de Montemuro. Tem como destino traçado integrar um futuro licor de café... Pelo sim pelo não vou reservar um pouco da dita cuja, temo que tanta experimentação não nos leve a nada sublime mas digamos que estamos preparados para aguentar algum revés.
E por hoje é tudo, boa noite e bons livros.

Posted by Rui at 01:04 AM | Comments (0) | TrackBack

dezembro 08, 2003

Ampti dampti (acrescentado)

Podia-vos falar da viagem de comboio desde as berças, feita em 1ª classe por já não haver outras alternativas à boca da bilheteira, numa carruagem que era um autêntico berçário, não tanto pela efectiva profusão de petizes, mas pela "altitude" das temperaturas do ar condicionado; podia-vos falar da Estrela nevada, vista a uma distância segura (de avalanches de neve e de turistas); podia-vos falar de mais uma tentativa de compreensão do emparcelamento da Cova da Beira... Mas...
Ofereceram-nos uma rosa de ferro fundido, uma peça de fazer floretas, ou melhor filhós de floreta... Tentámos uma, duas vezes, com mais farinha... Com mais leite... Tirando e pondo o ferro a alta velociade no óleo, na massa, no óleo, ou então mais lentamente... Tentámos com o óleo mais quente... com o óleo mais frio... Desistimos!
Acabámos com um milhão de óvulos e alguns escassos espermatozoides na frigideira. Para não ferir susceptibilidades digo agora que temos uns deliciosos e aporteguesados Ampti Damptis para comer cá em casa! São servidos?...

Adenda: Agradeço ao LT pela dica e esclareço que sem sabermos o que fazer à massa que sobrara das tentaivas falhadas, juntámos mais um pouco de farinha, agarrámos numa colher e toca de despejar colheradas de massa para o óleo. Daí "nasceram" os "óvulos" quais Humpty Dumptys, autênticos sempre em pés que insistiam em só querer alourar de um lado por mais que os tentássemos virar para completar a fritura! Já os bichos cabeçudos, vulgo, espermatozoides (ou deverá ser ao contrário?) resultavam tão simplesmente das gotas de massa excedentárias que caiam inevitavelmente da colher. Foi só rir. Mas comem-se!

Posted by Rui at 11:10 PM | Comments (1) | TrackBack

dezembro 03, 2003

Cozinha Filipina

Um destes dias ainda hei-de experimentar uma receita deste mestre filipino, tem fotos e tudo! O blogue está muito bem organizado e é de fácil entendimento para quem domina minimamente o inglês. Só é pena não poder pôr aqui um exemplo. Teria que digitar o texto... O copy paste não está disponível, mas não é grave, é só dar um salto até lá.

A propósito dos pouco saudáveis "alimentos saudáveis" como apelida, por exemplo, os cereais de pacote para pequenos almoços lança uma das suas máximas: "I still say: ditch processed food items and go natural".
Bom apetite!

Posted by Rui at 10:15 AM | Comments (0) | TrackBack

dezembro 01, 2003

Para adoçar a boca...

A ler apenas depois do jantar.

Hum-hum-hum!! Que delicioso Bolo Rainha. Avelãs, passas, noz, pinhões e uma massa delicada saborosíssima!
Estava aqui mais uns parágrafos a destilar superlativos e a debitar exclamações...
Recomendo-vos vivamente a pastelaria Capuchinha ali mesmo no Rossio... em Viseu. É seguramente uma das melhores pastelarias do país. Encontram lá do mais requintado que pode haver de pastelaria fina internacional, bem como, o melhor que a região do Dão-Lafões tem em matéria de doces, bolas... Acreditem que não lhes gabo apenas o bolo rainha!
É raro encontrar por aí quem tenha na qualidade, no servir bem e bem servir o lema fundamental do negócio. Um lema simples que, adicionado das doses certas de dedicação, de inteligência na economia de procedimentos e de uma pitada de espírito empreendedor são quase sempre fórmula segura para o sucesso e para deleite das nossas papilas guuuustativas...

Pelo sim pelo não guardei um pedaço de bolo para mais daqui a 90 minutos não vá precisar de um ansiolítico.

Adenda: O que acabou de ler poderia trata-se de um anúncio descarado imposto pelo respectivo departamento de publicidade, completamente à revelia do editor do Adufe. Se assim fosse, estaria neste momento a decorrer uma zaragata financeiro-deontológica entre directores do Adufe, mas o mal já estaria feito: o dinheiro encaixado, e os leitores, alguns, poucos ligeiramente defraudados. Felizmente, o Adufe é essencialmente um one-man-show e é muito raro detectarem-se divergências entre os vários directores. Provavelmente, naturalmente e inevitavelmente o mesmo não se passará em muitos bons órgãos de comunicação social do pais.
A (des)propósito, agora, quase no final das leituras, já posso afirmar: a Grande Reportagem é obviamente leitura obrigatória aos Sábados com o JN e/ou DN. Mais uma pequena coisa que recuperamos e que, acreditem, ajuda a dar gozo em ser português.

Espero que os advérbios não paguem IVA que isto hoje foi um abuso...

Posted by Rui at 09:43 PM | Comments (1) | TrackBack

novembro 24, 2003

Polyprion Americanum!

cernia[1].jpg Esta agora não é como as mais.
Andávamos nós (eu e a minha moça) em pesquisas culinárias pela biblioteca quando deparámos com um estranho código em latim para a decifragem do qual pedimos desde já ajuda aos ilustres latinistas que andam por esta esfera.

Buscávamos a melhor forma de assar um Cherne. Deu-nos para isto, contra todas as recomendações – assar um Cherne que disparate! -, procurávamos assá-lo seguindo as regras da alta cozinha. Afinal, chamo-lhe carinhosamente PM, em homenagem ao nosso Primeiro Ministro, logo, goste-se ou não, queríamos dar-lhe um tratamento condigno.
E eis senão quando - sempre sonhei aplicar esta -, surge à cabeça, logo ali nas primeiras duas palavras que lhe são dedicadas no Pantagruel, um enigmático:
Polyprion Americanum!

Não queremos acreditar nesta estranha ironia da taxinomia biológica. Passado o primeiro susto logo reflectimos sobre o que nos quereria dizer a nossa 2ª dama quando promoveu a comparação entre o então futuro primeiro e o dito Cherne? Estaria a avisar-nos de algo? Seria um gesto de patriotismo que não conseguimos interpretar atempadamente? Tremo só de pensar que a outra parcela do nome, o dito Polyprion, encerre ainda algum segredo milenar desta língua semimorta que exaltamos diariamente com a nossa polivalente corruptela.

E que não nos engasguemos em nenhuma espinha já agora.
Bom apetite!

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novembro 22, 2003

E agora vamos a uns belos hamburgers

Hamburgers caseirinhos com fatia de queijo flamengo e ovo a cavalo. A acompanhar com uma bela salada mediterrânica, um naco de pão de mafra e um copito de tintol alentejano.

Já vos disse que fui três vezes na vida ao MacDonalds comer hamburgers e que em duas delas apanhei uma intoxicação alimentar? É preciso ter sorte, não é? Aconteceu na Avenida da República, já agora... Mas por mais que eles tenham tentado nunca deixarei de gostar de um belo hamburger.
Bom apetite!

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novembro 11, 2003

Quentes e Boas!

 Castanhas quentes e boas!

Imagem retirada daqui (At-Tambur) e descoberta via Flores do Campo.

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novembro 09, 2003

O Jantar

Lei de Murphy:
Quando acabamos de desfazer uma malagueta entre o polegar e o indicador para temperar a galinha do campo somos imediatamente assaltados por uma súbita e incontrolável tentação em coçar uma comichão surgida naquele pequeno pedaço de nada que fica entre o lábio superior e o nariz.

(O reverso é que, dizem, provoca beijos picantes...)

Posted by Rui at 07:16 PM | Comments (0) | TrackBack

outubro 18, 2003

Feira das Mercês

Começou por estes dias a Feira das Mercês que se realiza entre as freguesias de Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro, perto da Tapada das Mercês.
É uma feira antiga, tipicamente saloia que se realiza numa quinta que pertenceu em tempos ao Marquês de Pombal (foi o que me venderam) e que integra também uma festa religiosa. É frequente haver exibições da cultura saloia através de danças folclóricas e artesanato.
Vende-se por lá todo o tipo de quinquilharia, de roupas e o tradicional trio algodão doce, farturas e pipocas.
Há carrinho de choque, carroceis, montanhas russas... E deve haver também muita lama com esta chuva toda. Mas tem para compensar boas botas à venda do melhor fabrico nacional e internacional assim como as mais diversas variedades de guarda-chuvas chineses. Raros e teimosos ainda encontra um belo exemplar do robusto guarda-chuva português.
E depois para aquecer há a água pé, o vinho novo e uns tremoços.
O ex-libris (digo eu) é a gastronomia e são os frutos e legumes secos.
Na gastronomia destaca-se o saboroso Leitão de Negrais e as famosas febras de porco à moda das Mercês disponíveis nas inúmeras tasquinhas da feira.
Quanto aos secos, a feira costuma ter uma boa selecção dos primeiros frutos da época: figos, noz, castanhas bem como de feijões, grão... Regatear e confrontar vendedores é a palavra de ordem.
Mais popular é difícil. A 16 quilómetros de Lisboa até ao final de Outubro.

Destaque do Dia do Adufe: a entrada Manifesto.

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outubro 17, 2003

Robalos em Azeite

Aprovou! Por isso segue receita.
Partindo do princípio que quem me lê é ligeiramente azelha como eu (por outras: desculpem os excesso descritivos e até mesmo pictóricos) cá vai:

Ingredientes:
Robalos pequenos, dois a três por pessoa.
Azeite Extra Virgem
Sal
Limão
Alhos
Folhas de louro
Pés de salsa

Preparação:
Para ficar perfeito recomendam-se três fases mas havendo urgência pode-se perder alguma delicadeza no sabor omitindo a primeira (não recomendado):

1ª Fase
Deixar durante algumas horas os Robalos fresco (ou descongelados) no frigorífico, cortados em três postas (cabeça, dorso e rabo) temperados com sal e sumo de limão (seja generoso com o limão). Tempo para marinar: Durante a noite se a refeição for o almoço ou desde manhã se a refeição for o jantar.

2ª Fase
Colocar os Robalos já devidamente temperados com sal e limão numa caçarola ou frigedeira e adicionar AZEITE (azeite extra virgem de boa qualidade) para fritar o peixe. Não é preciso deixar os peixes a nadar em azeite como se fosse fritar batatas. Meio dedo de azeite no fundo da frigideira deve chegar.
Iniciar a fritura. O objectivo não é cozinhar definitivamente o peixe. Ao fim de alguns minutos de fritura (não se esqueça de ir virando o peixe), quando este começar a alourar, retire-o para uma travessa mantendo a frigideira ao lume.

3ª Fase
Adicione algum azeite à frigideira repondo a quantidade que tinha no início.
Junte agora os dentes de alho (pelo menos dois do tamanho da falangeta do dedo polegar por pessoa), as folhas de louro (uma ou duas) e os pés de salsa (pelo menos um por pessoa).
Deixe fritar durante alguns minutos (3 a 4 minutos).
Feito isto junte então novamente o peixe e deixe acabar de fritar virando-o por forma a que fique com uma fritura homogénea.
Termine colocando o peixe e o que sobra da fritura numa travessa.
Pode servir quente mas também é aceitável servir frio.

Acompanhamento:
Bem aqui fica ao seu critério. Uma salada, uns legumes cozidos e/ou batatinhas cozidas ou assadas à muro... Um bom naco de pão com um bom vinho (recomendo sempre tinto)... Enfim, pessoalmente, como sou Chinês da parte da Ria de Aveiro prefiro o arroz branco.

Arroz cozido apenas com sal, umas gotas de azeite, uma cebola pequena partida em quartos e um pé de salsa que se junta quase no final (coar a água antes de servir!). É um acompanhamento que permite apreciar bem a simplicidade e subtileza do peixe temperado com o próprio azeite da fritura.
E pronto, bom apetite.

Sobremesa? Fica para a próxima! (Mas estava uma delícia ;) )

Posted by Rui at 09:27 PM | Comments (5) | TrackBack

Sabiam que...

Como já devem ter reparado esta ferramenta de edição facilmente permite catalogar cada texto numa categoria (ou em várias). Ora eu tenho espreitado as estatísticas detalhadas deste blog e reparo que Gastronomia é de longe - 200 visitas para 100 do tema política, em 2º lugar - a categoria mais visitada. Isto apesar de apenas oito (8) dos mais de 500 textos já editados estarem incluindos nesse tema.
Será que anda por aí uma cambada de gulosos? Sim, porque só por lá pus receitas de gulodices!
Acho que vou ceder às massas (degradando-me, portanto, segundo os critérios do Crítico seguidor do inventor da distribuição Normal (Gauss) ) e vou juntar o útil ao agradável: experimentação culinária com relato no blog.

Hoje as vítimas serão uns pequenos Robalhinhos que tentarei fritar. Uma estreia absoluta. Se as coisas não correrem bem, reservo-me o direito de não regressar a este assunto.

Posted by Rui at 07:18 PM | Comments (2) | TrackBack

outubro 13, 2003

Opções pessoais

Pronto, vou ter de deixar de ouvir a Voz do Deserto?... O responsável pela voz, o Tiago, escreve hoje:

Opção pessoal
Na vida decidi afastar-me de três tipos de pessoas: das que esperam pelo tempo apropriado, das que dizem "esforço hercúleo" e das apreciadoras de gastronomia.

Não percebo as razões para ostracizar os apreciadores de gastronomia, é uma opção pessoal, bem vejo, mas lamento qualquer um que afaste esse "tipo" de pessoas. Genericamente, gosto muito que gostem de mim. Enfim, fraquezas. Agora afastarem-se por "gostar de gastronomia?" essa é nova. Mas porque teu Deus, porquê?

Posted by Rui at 12:19 PM | Comments (5) | TrackBack

outubro 11, 2003

E agora o chá...

Farturas na Fatacil
Está na hora:

Um chá de cidreira em família com o mais indelicado dos acompanhamentos:

FARTURAS!!!!!

Posted by Rui at 05:39 PM | Comments (1) | TrackBack

Doce de Tomate para Gulosos

Corgalho de TomatesIngredientes:
Açucar
Tomate bem carnudo maduro
Pau de canela (facultativo)

Proporções recomendadas:
Quase duas partes de açucar para uma de tomate.

Modo de preparação:
Lavar e pelar os tomates.
De seguida, abri-los para retirar as sementes e espreme-los ligeiramente por forma a reduzir a calda que se formará aquando da cozedura.
Feito isto, cortar os tomates muito fininhos colocando-os ao lume num tacho largo e fundo juntamente com o açucar.
Deixar a cozer aproximadamente duas horas.
Conforme o gosto, em termos de textura, poderá passar o preparado final pela varinha mágica.
Acondicionar em frascos de compota. Guardar em local fresco e seco, longe da luz solar.
Com este tempo de cozedura, a proporção indicada de açucar / tomate e seguindo os cuidados de acondicionamento, o doce de tomate poderá conservar-se por longos meses.

Bom apetite!!!

Posted by Rui at 04:15 PM | Comments (0) | TrackBack

outubro 07, 2003

Mar Melo

Para genuína inspiração é espreitar a série de textos do Ânimo. Há lá de tudo, marmelada, geléia, vinho novo, saudade...

Posted by Rui at 02:14 PM | Comments (1) | TrackBack

outubro 06, 2003

Marmelos assados com calda

O Terras do Nunca sublinha que faz parte da comunidade dos amantes de marmelada. Era de facto uma das referências que trazia na memória sem identificar o dono quando falei de Marmelada e geléia uns posts abaixo :)

Posted by Rui at 08:51 PM | Comments (1) | TrackBack

A geléia

LT pergunta no comentário à entrada anterior se alguém se lembra da geléia. Então não lembra. Aqui não tanto pelas avós...

A geléia acaba por ser mais trabalhosa de fazer que a marmelada...
Quando se está a preparar a marmelada podemos reservar os caroços e as cascas e alguma da água que se criar da cozedura dos marmelos. Leva-se ao lume a preparar a calda. Ao fim de alguma fervura esta tem de ser coada até ficar límpida sem vestígios de caroços, pevides, cascas...
Depois é só juntar açúcar a gosto (quase o dobro da quantidade da calda costuma ser um bom conselho) e deixar ferver até que um pinguito do preparado forme uma gota consistente quando se deita da panela para o prato. A pectina em que os marmelos são ricos garante uma bela geléia, tanto mais escura e espessa quanto mais cozedura levar. Cozinheiros mais distraidos que não souberem o ponto certo em que desligar o lume correm o risco de ficar com goma de geléia de marmelo em vez de uma pasta cremosa para barrar no pão. O que também é uma experiência curiosa e gulosa garanto-vos.
Vai uma trinca para o pequeno almoço?

Posted by Rui at 09:23 AM | Comments (3) | TrackBack

Marmelada

Não tenho anotado mas desde que entrou o Outono, desde que o verde passou a amarelo, têm-se revelado vários fãs de marmelada nesta esfera. Já dava para marcar um encontro dos bloggers amantes da marmelada. Cada um de nós levava uma tigelinha. Eu ofereço-me para levar o pão de Mafra, que tal? :)
Lembro-me de uma fã aqui e agora surge outra aqui, mas houve outros...
A marmelada de marmelo faz-me lembrar a minha infância. Lembro-me das minhas avós, fazerem dois tipos de marmelada, muito diferentes. Uma cozinhava uma marmelada "branca" que exigia cozedura de marmelos enquanto à parte se levava o açúcar a um certo ponto. Só então se fazia a mistura. A outra alinhava pela receita que suponho mais em voga por estes dias. Descasca, descaroça, corta em bocados, tanto de marmelo, tanto de açúcar, pauzinho de canela e vai de ferver. No fim desfaz com passe-vite, agora varinha mágica.
É engraçado que havia um ritual comum às duas cozinheiras. Quando a marmelada já tinha solidificado nas tigelas, estas eram humedecidas com um pedaço de linho embebido em aguardente. Será que alguém ainda pincela a marmelada com aguardente?

Posted by Rui at 12:03 AM | Comments (3) | TrackBack

outubro 04, 2003

Lanche!

Não tenho a receita mas sei onde ir comprar :)
Vai uma queijada?

Posted by Rui at 04:27 PM | Comments (2) | TrackBack